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Mogi Mirim registrou rajadas de vento de 60 km/h no horário da queda de avião que matou piloto, diz Defesa Civil

Avião cai em Mogi Mirim
Reprodução/Redes Sociais
As rajadas de vento chegaram a 60,5 km/h em Mogi Mirim (SP) no momento em que um avião de pequeno porte caiu na tarde desta terça (29), provocando a morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos. Segundo especialista ouvido pelo g1, o vendaval pode ter contribuído para a queda. De acordo com a Defesa Civil da cidade, o pico das rajadas foi registrado por volta das 16h30, horário estimado do acidente.

Apesar disso, testemunhas relataram ao órgão que não havia vento no local no momento da queda. As condições climáticas também foram apontadas por Gerson Martinez, proprietário da escola Sport Pilot e da aeronave, como um dos fatores que podem ter contribuído para a perda de controle do avião, que decolou do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp
Ainda segundo a Defesa Civil, a velocidade constante dos ventos — sem considerar rajadas, apenas a velocidade da corrente de ar — começou a ganhar força por volta das 16h.

O pico do vento foi registrado entre 16h30 e 17h, quando atingiu cerca de 20,6 km/h. Entre 17h e 18h30, a velocidade constante chegou a 18 km/h e as rajadas atingiram 50 km/h. Depois disso, os ventos perderam força.

Ventania pode ser ‘fator contribuinte’
Leonardo Bezerra Pinheiro era gestor de segurança em escola
Redes sociais
Segundo especialista ouvido pelo g1, as rajadas de vento podem ter contribuído para o acidente devido às características da aeronave, que era experimental e de pequeno porte. Esses aviões são mais suscetíveis a acidentes. Ele ponderou que as condições meteorológicas não devem ser tratadas como causa única, mas como um elemento que pode ter contribuído para o acidente.

“É o que a gente chama de fator contribuinte. Pode não ser apenas isso, mas pode ter contribuído”. Quantidade de combustível ‘um pouco maior’
Avião que caiu em Mogi Mirim foi abastecido com ‘combustível a mais’, diz dono da escola
O dono da escola afirmou que, antes de decolar, Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal.

“Foi colocada uma quantidade de combustível um pouquinho maior do que seria para um voo local. E, segundo o cara que abasteceu, após a decolagem parece que ele perdeu o controle da aeronave, entrou em atividade anormal e veio a se acidentar”, informou. O proprietário disse que não sabe por qual razão foi colocado mais combustível na aeronave, mas cogitou ser o tempo ou a chuva.

“Pra ter um pouco mais de segurança caso tenha de fazer uma arremetida, ter de ir pra outro aeroporto”, completou. 📚
Piloto de Itapira que morreu era gestor de segurança de escola de aviação
Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim
A queda
Avião de pequeno porte cai em Mogi Mirim
O acidente ocorreu por volta de 16h30, na Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, na zona rural de Mogi Mirim. Na queda, a aeronave pegou fogo e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto morreu carbonizado.

Às 17h, a corporação estava no local do acidente combatendo as chamas. A aeronave de dois lugares, modelo Conquest, tinha prefixo PU-DON e foi fabricada em 2004. Investigação
Avião de pequeno porte cai, pega fogo e piloto morre em Mogi Mirim
Reprodução/EPTV
Gerson Martinez também afirmou que a escola funcionava regularmente e que o estabelecimento irá prestar os esclarecimentos necessários e apoio à família.

A delegada Emília de Oliveira Araújo, da Polícia Civil de Mogi Mirim, informou que a perícia está sendo realizada para que a vítima seja formalmente identificada. A causa do acidente será investigada. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores foram ao local para coletar dados e verificar os danos causados.

A queda será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Leia na íntegra abaixo:
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quarta-feira (29/07), investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), com sede em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial de uma ocorrência envolvendo uma aeronave em Mogi Mirim (SP). Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.

Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências”. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

Fonte: G1 Nacional

Suspeito identificado como líder do Comando Vermelho é morto em ação da PM em Vespasiano

Um homem apontado pela Polícia Militar como um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foi morto durante operação da corporação nesta quarta‑feira (29), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A PM informou que ele era investigado por participação na disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas no bairro Jardim Laguna, em Contagem. Durante a ação, os militares localizaram o suspeito, que, segundo a corporação, reagiu à abordagem apontando uma arma para a equipe.

Houve troca de tiros e o suspeito foi baleado, morrendo no local. Na residência onde ele se encontrava, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, cerca de 400 pedras de crack, porções de cocaína e materiais utilizados para embalar e comercializar drogas.

Segundo a Polícia Militar, a operação integra uma série de ações destinadas ao combate às organizações criminosas que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com o objetivo de prender lideranças do tráfico e retirar armas e drogas de circulação, visando reduzir confrontos entre facções rivais. Ainda conforme a PM, a briga pelo domínio do tráfico no Jardim Laguna tem provocado aumento da violência nos últimos dias.

De acordo com o balanço da corporação, os confrontos entre os grupos criminosos resultaram em três mortos e dez feridos. Além disso, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, cerca de 400 pedras de crack, porções de cocaína e materiais para embalar e comercializar drogas.

A Justiça determinou a reabertura integral do Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte. A Polícia apontou um sargento reformado da Marinha e uma mãe como responsáveis pela morte do vizinho em Betim.

Fonte: G1 Nacional

Filme sobre Clara Nunes, com Camila Pitanga, encara desafio de abordar sua vida marcada por tragédia

Clara Nunes (1942 – 1983) – vista em imagem de ensaio fotográfico de 1982 – terá a trajetória contada no filme intitulado “Clara”, com crédito de Wilton Montenegro / Divulgação. A trajetória da cantora, nascida em 12 de agosto de 1942 e falecida em 2 de abril de 1983, integra a onda das cinebiografias de ícones da música; a Matizar Filmes anunciou a produção de um longa‑metragem de ficção que retrata sua voz que ecoou pelo Brasil na década de 1970, lançando álbuns como “Alvorecer” (1974), “Claridade” (1975), “Canto das três raças” (1976), “As forças da natureza” (1977) e “Guerreira” (1978). A atriz Camila Pitanga será a intérprete de Clara no filme.

Com roteiro assinado por Flavia Vieira e Janaína Tokitaka, o filme enfrenta um dilema central: retratar ou omitir a tragédia familiar que marcou a vida de Clara Nunes, ainda que ela já consolidasse sua carreira na década de 1970 e residisse no Rio de Janeiro, distante do cenário do ocorrido. O fato em questão é o homicídio de Adilson Alvarez da Costa, de 17 anos, ocorrido em 3 de setembro de 1957, perpetrado pelo irmão da cantora, José Pereira Gonçalves, conhecido como Zé Chilau. O crime, justificado como “defesa da honra” da então adolescente Clara, gerou graves repercussões na vida da jovem, levando-a a deixar o interior de Minas Gerais e se deslocar a Belo Horizonte (MG) para fugir da violência da cidade onde morava com a família.

O ocorrido só ganhou visibilidade em 2007, quando o jornalista Vagner Fernandes publicou a biografia “Clara Nunes – Guerreira da utopia”. Segundo o relato de Fernandes, Clara carregou as marcas da tragédia ao longo da vida, porém é provável que o filme “Clara” concentre‑se predominantemente na sua carreira artística. Depois de enfrentar desafios na segunda metade dos anos 1960, ela encontrou sua identidade ao adotar o samba como referência a partir de 1971, incorporando uma imagem afro‑brasileira estilizada idealizada pelo radialista Adelzon Alves, produtor musical responsável pelos quatro discos lançados entre 1971 e 1974 que consolidaram seu status de sambista.

O longa‑metragem “Clara” é fruto da parceria entre a Matizar Filmes e a Paraguassu, empresa que produz Camila Pitanga, e conta ainda com coprodução da H2O Produções. Camila Pitanga assume o papel principal e atua como coproduzente da biografia da cantora Clara Nunes (1942‑1983), conforme crédito de Raphael Tepedino / Divulgação Matizar Filmes.

Fonte: G1 Nacional

Advogados vinculados a Mauro Cid retiram-se da defesa de Daniel Vorcaro

Os advogados do tenente‑coronel Mauro Cid, que atuou como ajudante de ordens do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), desistiram das tratativas para também representar o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.

Vorcaro realizou três encontros com o advogado Cezar Bitencourt e sua equipe nas últimas duas semanas, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (Papudinha), em Brasília. Os atendimentos foram marcados após os familiares do ex‑banqueiro buscarem novos advogados para o caso.

Além da assessoria de Bitencourt, o círculo próximo de Vorcaro também avaliou outros escritórios de advocacia. A banca de Bernardo Fenelon não demonstrou interesse em assumir a defesa, e Daniel Bialski enviou uma proposta, que ainda não recebeu resposta.

Divergências e insatisfação

Embora as conversas com Bitencourt tenham progredido, divergências acerca da estratégia de defesa e da relação com o advogado atual de Vorcaro, Sérgio Leonardo, levaram ao término das negociações.

Nos últimos dias, Bitencourt declarou publicamente que havia tomado a defesa do ex‑banqueiro, ainda antes da assinatura formal do contrato, o que despertou insatisfação entre os familiares de Vorcaro e entre os integrantes da defesa atual.

Defesa atual e nova estratégia

Sérgio Leonardo, que defende Vorcaro desde novembro de 2025 e mantém contato próximo com a família do ex‑banqueiro, divulgou nota negando alterações na equipe jurídica. Ele afirmou que não foram apresentadas nova procuração nem substabelecimento nos processos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado reforçou que a defesa de Daniel Vorcaro continua sob a liderança de sua equipe e declarou que qualquer informação sobre mudança formal de representação não corresponde à verdade.

Com o encerramento das negociações sobre uma possível delação premiada, a estratégia da defesa passa a focar na atuação no processo judicial, visando afastar a acusação de que Vorcaro seria o líder de uma organização criminosa.

O conteúdo foi divulgado primeiramente em Advogados de Mauro Cid desistem de assumir defesa de Daniel Vorcaro e, depois, em Polêmica Paraíba.

Fonte: PolemicaPB

Duas vítimas, desaparecidos e falta de energia: o que a ventania no Rio de Janeiro provocou nesta quarta

Ventania atinge o Rio de Janeiro

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As duas vítimas foram registradas após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central da cidade. Na Tijuca, na zona norte, fios elétricos entraram em chamas. Diversos bairros ficaram sem energia e semáforos ficaram apagados.

A metrópole sentiu o impacto no horário de pico, quando os trabalhadores retornavam para casa. Uma nuvem de poeira cobriu a Linha Vermelha, principal via expressa. Na Avenida Brasil, uma placa publicitária atingiu um automóvel e um motociclista.

Em Ipanema, houve agitação na saída da praia. Turistas também viveram tensão no Cristo Redentor. O vento gerou susto no teleférico do Morro da Providência e em um andaime na Barra da Tijuca.

Rajadas intensas danificaram residências em várias áreas. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, um homem foi atingido pelo temporal. Mais de 30 árvores caíram em bairros da capital e em municípios da Região Metropolitana.

“Negócio tá agarrado, está complicado. Só o caos. Não tinha visto algo assim”, declarou um morador.

Trens, metrô e VLT suspenderam o funcionamento.

A volta para casa também trouxe dificuldades para quem usa ônibus, barcas e o BRT. Além disso, a estrutura de dois postos de gasolina foi derrubada pelo vento em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e em Itaipu, em Niterói. Nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, os voos precisaram ser redirecionados.

Uma frente fria gerou rajadas superiores a 100 km/h.

De acordo com a Defesa Civil, a entrada de uma frente fria alterou rapidamente as condições climáticas no estado. O dia de calor intenso deu lugar a um vendaval, com rajadas que ultrapassaram 100 km/h em alguns bairros da capital.

O órgão emitiu alerta e recomendou que a população evitasse deslocamentos. O meteorologista César Soares explicou que o fenômeno resultou da interação entre uma massa de ar frio que avançou do Sul do país e uma atmosfera muito quente sobre a região, afirmando: “Temos um choque de massas de ar muito efetivo.”

Nesse processo, ocorre a formação de ventos intensos, o que a meteorologia denomina de frente de rajada”, explicou.

O litoral sul também registrou estragos

Rajadas acima de 100 km/h atingiram também o litoral sul fluminense. Em Paraty, o vento arrancou telhados de casas, que caíram nas ruas.

O mar ficou agitado. Veja os vídeos do palco do Jornal Nacional

Em Angra dos Reis, um pescador desapareceu. Os ventos derrubaram árvores em vários pontos da cidade, provocando a interdição de trechos de rodovias.

Fonte: G1 Nacional

Lucas afirma que equilíbrio fiscal sustenta ritmo de obras do governo na Paraíba

Pré-candidato à reeleição, o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) afirmou que a Paraíba mantém um ritmo acelerado de investimentos e execução de obras estruturantes em diferentes regiões do estado. Em entrevista ao programa TH+ SBT Tambaú, ele fez um balanço dos primeiros meses à frente da gestão estadual e destacou ações nas áreas de segurança hídrica, saneamento, saúde, infraestrutura, segurança pública e gestão fiscal.

Investimentos em segurança hídrica e saneamento

Ao tratar dos investimentos em abastecimento de água, o governador ressaltou a execução do sistema adutor Transparaíba, que tem ampliado a segurança hídrica de diversos municípios. Lucas citou os investimentos de quase R$ 1 bilhão em adutoras e destacou a construção da barragem de Cupissura, em Alhandra, que vai reforçar o abastecimento de João Pessoa e da Região Metropolitana nas próximas décadas.

Lucas também voltou a afirmar que a Cagepa permanece como empresa pública e lembrou que a contratação de um empresa através da Parceria Público-Privada permitirá a implantação de rede de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos dentro do prazo da Lei do Marco Legal do Saneamento.

Avanços na saúde e segurança pública

Na área da saúde, o governador destacou a incorporação do Hospital da Clipsi à rede estadual como medida para garantir a continuidade do atendimento a mulheres e crianças em Campina Grande. Também ressaltou a expansão da rede de assistência às pessoas com transtorno do espectro autista, com novas unidades em Cuité, Patos e João Pessoa.

Na segurança pública, Lucas enfatizou o fortalecimento das ações de combate às organizações criminosas, citando a criação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e o trabalho integrado entre Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, forças de segurança de outros estados e o Governo Federal.

Infraestrutura e equilíbrio fiscal

O governador também apresentou o andamento de importantes obras de infraestrutura na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo ele, a Ponte do Futuro já supera 65% de execução, enquanto o Arco Metropolitano alcançou cerca de 80% das obras. Os dois empreendimentos reúnem investimentos superiores a R$ 800 milhões e deverão melhorar a mobilidade urbana, fortalecer a logística estadual e impulsionar a instalação de novos empreendimentos industriais.

Lucas afirmou ainda que a capacidade de investimento do Estado está diretamente ligada ao equilíbrio das contas públicas. Como exemplo, destacou que o Governo da Paraíba chegou a pagar R$ 140 milhões em medições de obras em um único mês, reflexo do volume de projetos em execução.

“O que construímos até aqui preparou a Paraíba para ir ainda mais longe. A nossa visão é integrar ciência, turismo, tecnologia, infraestrutura e desenvolvimento regional, levando oportunidades para todo o estado”, afirmou.

Por fim, o governador pontuou que o planejamento fiscal e a continuidade dos investimentos são fundamentais para manter o crescimento do estado e ampliar a oferta de serviços públicos e oportunidades para a população paraibana.

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Fonte: PolemicaPB

Regra defendida por Flávio Bolsonaro reduz responsabilidade de bancos em setores onde atuava o Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou em diferentes etapas da tramitação da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental para defender um dispositivo que limita a responsabilidade de instituições financeiras por danos ambientais causados por empreendimentos financiados.

A regra, incorporada ao artigo 58 da Lei nº 15.190/2025, será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas próximas semanas. O dispositivo foi questionado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pelo PSOL, com apoio do Observatório do Clima e de outras organizações da sociedade civil.

O artigo estabelece que bancos e demais instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central devem exigir a licença ambiental apenas no momento da contratação do financiamento. Após essa etapa, deixam de ter a obrigação de acompanhar continuamente a regularidade ambiental do empreendimento.

Na prática, especialistas avaliam que a medida restringe a possibilidade de responsabilização dos financiadores por danos ambientais ocorridos posteriormente, desde que a licença tenha sido apresentada na contratação.

Banco Master atuava em setores diretamente afetados

Durante a tramitação da proposta, o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, mantinha operações em segmentos diretamente relacionados ao licenciamento ambiental, como mineração, minerais críticos e créditos de carbono.

Não há, contudo, qualquer prova de que a atuação parlamentar de Flávio Bolsonaro tenha ocorrido para beneficiar Daniel Vorcaro ou o Banco Master, nem elementos públicos que indiquem que as propostas defendidas pelo senador tenham sido elaboradas a pedido do banqueiro ou da instituição financeira.

Apesar disso, Daniel Vorcaro aparece em outras investigações da Polícia Federal envolvendo sua atuação junto ao Congresso Nacional. Em um desses casos, a PF identificou indícios de que o empresário teria buscado influenciar a apresentação de emendas parlamentares relacionadas ao sistema financeiro, entre elas uma articulação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) sobre mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Caso também aparece em investigação da PF

O tema também se relaciona com a investigação da Operação Dark Horse, conduzida pela Polícia Federal, que apura a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Uma das linhas investigativas busca esclarecer se atos parlamentares tiveram alguma relação com recursos atribuídos ao controlador do Banco Master para supostamente financiar um filme inspirado no ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, a Polícia Federal não concluiu pela existência de contrapartida nem identificou irregularidades envolvendo a atuação parlamentar do senador.

O que prevê o artigo 58

O artigo 58 altera uma interpretação consolidada da legislação ambiental brasileira.

A Constituição Federal estabelece que a proteção ao meio ambiente é dever do poder público e da coletividade. A Política Nacional do Meio Ambiente e a Lei de Crimes Ambientais consolidaram o entendimento de que financiadores de atividades potencialmente poluidoras também podem responder por danos ambientais, direta ou indiretamente.

Esse entendimento foi reforçado ao longo das últimas décadas por iniciativas como o Protocolo Verde, firmado por bancos públicos em 1995, além de compromissos internacionais assumidos pelo sistema financeiro brasileiro.

Para a especialista Monique Rocha Salerno Lisboa, a nova regra representa uma mudança significativa nesse modelo.

“O artigo 58 rompe justamente com essa construção histórica, retirando das instituições financiadoras o dever de fiscalizar a regularidade ambiental do contratado”, afirma.

Segundo ela, a simples apresentação da licença ambiental passa a limitar a responsabilidade das instituições financeiras.

“A simples apresentação da licença passa a ser suficiente para reduzir a responsabilidade do financiador, que deixa de responder de forma solidária e passa a ter uma responsabilização mais restrita.”

Na avaliação da especialista, a mudança também enfraquece o caráter preventivo do sistema.

“Isso muda a lógica de prevenção. O banco deixa de ter um papel ativo de controle e passa a atuar quase exclusivamente na verificação formal do documento.”

O advogado especialista em direito ambiental Fernando Persechini compartilha avaliação semelhante. Segundo ele, a nova regra torna mais difícil responsabilizar instituições financeiras, pois passa a exigir a demonstração de um vínculo direto entre a atuação do banco e o dano ambiental.

“Passa a ser necessário demonstrar o nexo causal entre a conduta da instituição e o dano efetivo”, explica.

Ele ressalta que a responsabilidade não desaparece completamente, mas fica significativamente mais limitada.

Veto de Lula foi derrubado

Ao sancionar a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o artigo 58 sob o argumento de que o dispositivo poderia restringir a responsabilização dos financiadores e gerar insegurança jurídica.

O Congresso Nacional, entretanto, derrubou o veto, permitindo que o artigo fosse incorporado definitivamente à legislação. A constitucionalidade da norma agora será analisada pelo STF.

Como Flávio Bolsonaro atuou

Flávio Bolsonaro participou de todas as principais etapas da tramitação do dispositivo.

Em maio de 2025, votou favoravelmente ao projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que já continha o artigo 58.

Após o veto presidencial, apresentou a Emenda nº 157 durante a tramitação da Medida Provisória nº 1.308/2025, embora a medida provisória tratasse de outro tema ambiental.

Posteriormente, em 27 de novembro de 2025, votou pela derrubada do veto presidencial ao artigo 58, permitindo que a regra entrasse em vigor.

Poucos dias antes, em 18 de novembro de 2025, o Banco Central havia decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master e de empresas do grupo, após concluir pela inviabilidade financeira da instituição.

Apesar disso, a regra aprovada possui aplicação geral e alcança todo o sistema financeiro nacional.

Segundo Fernando Persechini, a mudança atendia a um interesse amplo do mercado.

“Era uma pauta de interesse das instituições financeiras em geral, em consonância principalmente com o agronegócio”, afirma.

Setores impactados

Entre as atividades financiadas pelo Banco Master estavam projetos de mineração, infraestrutura e ativos ambientais.

Um exemplo foi um financiamento de R$ 152,9 milhões concedido à 3D Minerals, empresa ligada à exploração de minerais críticos. Posteriormente, o crédito foi cedido ao Banco de Brasília (BRB).

Projetos de mineração dependem de licenciamento ambiental e costumam envolver riscos relacionados a passivos ambientais.

Outro segmento diretamente afetado é o mercado de créditos de carbono, que depende de certificações ambientais e estruturação financeira para viabilizar operações.

Segundo especialistas, o artigo 58 reduz o risco jurídico para bancos que financiam esse tipo de empreendimento ao limitar sua responsabilidade à verificação inicial da licença ambiental.

Reportagens da Folha de S.Paulo também apontaram que familiares de Daniel Vorcaro estavam ligados a projetos de créditos de carbono investigados por suposto inflamento de fundos associados ao Banco Master e à Reag, além de apurações conduzidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Outro episódio citado envolve a Serra do Curral, em Minas Gerais, onde empresas ligadas ao entorno do banqueiro participaram de projetos de mineração. A empresa Victoria Falls, mencionada em investigações, tinha o Banco Master como controlador, e Vorcaro manteve participação na mineradora Itaminas até 2025.

Cronologia

Segundo Flávio Bolsonaro, o primeiro contato com Daniel Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, durante tratativas relacionadas ao caso Dark Horse, envolvendo o financiamento de um projeto audiovisual inspirado em Jair Bolsonaro.

Em abril de 2025, um escritório ligado ao senador emitiu notas fiscais para empresas associadas ao entorno de Vorcaro, conforme revelou o portal Metrópoles. Parte desses documentos foi cancelada no mesmo dia. Flávio sustenta que todas as operações foram legais.

Nos meses seguintes, o senador votou favoravelmente ao projeto de lei, apresentou emenda relacionada ao tema e, posteriormente, apoiou a derrubada do veto presidencial ao artigo 58.

A Polícia Federal também investiga possíveis tentativas de influência em emendas parlamentares relacionadas ao sistema financeiro, incluindo articulações envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Polêmica Paraíba com ICL Notícias

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Fonte: PolemicaPB

Pai é filmado agredindo filho cadeirante com socos em condomínio de João Pessoa; VÍDEO

Pai é flagrado agredindo filho cadeirante com socos, em João Pessoa
Um homem foi filmado agredindo o filho, que usa cadeira de rodas, dentro de um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa, na quarta‑feira (29). As gravações do sistema de monitoramento registraram a violência. Veja acima.


De acordo com informações, o pai compareceu à Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, à tarde, após o vídeo das agressões circular nas redes sociais. O registro ocorreu por volta das 1h da madrugada em uma área comum do condomínio. A Polícia Civil informou que o indivíduo já havia gerado transtornos no prédio, com ameaças e intimidações.

Também foi relatado que ele estava armado. Após ser ouvido na Central de Polícia, o homem foi liberado e não foi registrado boletim de ocorrência, e a vítima não apresentou queixa. Pai é flagrado agredindo filho cadeirante com socos em condomínio, em João Pessoa
Reprodução
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Fonte: G1 PB

MPF solicita que Governo da Paraíba notifique a Funai sobre situação de saúde de indígenas Warao em João Pessoa

Abrigo onde os indígenas da etnia Warao atualmente residem – Reprodução/TV Cabo Branco O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) seja comunicada acerca da grave condição de saúde que põe em risco a vida dos indígenas venezuelanos da etnia Warao. A orientação foi enviada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH‑PB) por meio do Centro Estadual de Referência para Migrantes e Refugiados (Cermir). ✅

O MPF, por meio do procurador da República Douglas Balbi Araújo, orientou a SEDH‑PB a acionar a Funai, visando garantir um atendimento adequado à população Warao por meio de cooperação intergovernamental.

A recomendação foi motivada após a apuração da morte, em setembro de 2025, de uma indígena Warao idosa em João Pessoa. Um relatório do Cermir constatou que a idosa enfrentava barreiras linguísticas e falta de suporte para acessar serviços públicos, além de identificar falha de comunicação entre a SEDH e a Coordenação Regional da Funai na Paraíba.

Segundo ofício da Funai, a instituição não recebeu comunicação formal acerca do caso. A SEDH‑PB deverá informar, em até 10 dias, se adotará a recomendação.

Fonte: G1 PB

MP-Procon autua quatro estabelecimentos por irregularidades no Cariri da Paraíba

Operação de fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) em Monteiro, no Cariri da Paraíba, realizada na quarta‑feira (29). Dois postos de combustíveis e duas farmácias foram autuados, com participação do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.


Um total de três postos de combustíveis e três farmácias foram inspecionados. Conforme o MP-Procon, dois locais não apresentaram irregularidades. Nos demais, foram identificadas violações à legislação do consumidor e às normas de segurança contra incêndio e pânico.

Entre as irregularidades constatadas estão: alvará de funcionamento e certificados do Corpo de Bombeiros com validade expirada; falta da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART); ausência de exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC); falta de cartazes obrigatórios exigidos por lei; ausência de informações sobre descontos concedidos mediante apresentação do CPF; não divulgação do telefone do Procon para o atendimento ao consumidor; e ausência de informação sobre o percentual do preço do etanol em relação à gasolina. Também foram constatados descumprimentos dos laudos de vistoria do Corpo de Bombeiros. Em uma das farmácias, os fiscais constataram a inexistência da lista de medicamentos do Programa Farmácia Popular em local visível e a ausência da relação de medicamentos genéricos em braile para pessoas com deficiência visual.

Esta foi a segunda fase das auditorias conduzidas pelo MP-Procon em Monteiro. No dia anterior, na terça‑feira (28), as equipes realizaram inspeções em bancos, supermercados e demais estabelecimentos comerciais da região. Os vídeos mais visualizados foram divulgados.

Fonte: G1 PB