Duas vítimas, desaparecidos e falta de energia: o que a ventania no Rio de Janeiro provocou nesta quarta
Ventania atinge o Rio de Janeiro
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As duas vítimas foram registradas após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central da cidade. Na Tijuca, na zona norte, fios elétricos entraram em chamas. Diversos bairros ficaram sem energia e semáforos ficaram apagados.
A metrópole sentiu o impacto no horário de pico, quando os trabalhadores retornavam para casa. Uma nuvem de poeira cobriu a Linha Vermelha, principal via expressa. Na Avenida Brasil, uma placa publicitária atingiu um automóvel e um motociclista.
Em Ipanema, houve agitação na saída da praia. Turistas também viveram tensão no Cristo Redentor. O vento gerou susto no teleférico do Morro da Providência e em um andaime na Barra da Tijuca.
Rajadas intensas danificaram residências em várias áreas. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, um homem foi atingido pelo temporal. Mais de 30 árvores caíram em bairros da capital e em municípios da Região Metropolitana.
“Negócio tá agarrado, está complicado. Só o caos. Não tinha visto algo assim”, declarou um morador.
Trens, metrô e VLT suspenderam o funcionamento.
A volta para casa também trouxe dificuldades para quem usa ônibus, barcas e o BRT. Além disso, a estrutura de dois postos de gasolina foi derrubada pelo vento em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e em Itaipu, em Niterói. Nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, os voos precisaram ser redirecionados.
Uma frente fria gerou rajadas superiores a 100 km/h.
De acordo com a Defesa Civil, a entrada de uma frente fria alterou rapidamente as condições climáticas no estado. O dia de calor intenso deu lugar a um vendaval, com rajadas que ultrapassaram 100 km/h em alguns bairros da capital.
O órgão emitiu alerta e recomendou que a população evitasse deslocamentos. O meteorologista César Soares explicou que o fenômeno resultou da interação entre uma massa de ar frio que avançou do Sul do país e uma atmosfera muito quente sobre a região, afirmando: “Temos um choque de massas de ar muito efetivo.”
Nesse processo, ocorre a formação de ventos intensos, o que a meteorologia denomina de frente de rajada”, explicou.
O litoral sul também registrou estragos
Rajadas acima de 100 km/h atingiram também o litoral sul fluminense. Em Paraty, o vento arrancou telhados de casas, que caíram nas ruas.
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Em Angra dos Reis, um pescador desapareceu. Os ventos derrubaram árvores em vários pontos da cidade, provocando a interdição de trechos de rodovias.
Fonte: G1 Nacional
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