Santa Rita, na Paraíba, figura entre as 10 cidades mais violentas do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública
Anuário da Segurança Pública revela que os feminicídios atingiram novo recorde, enquanto a taxa de homicídios permanece em seu nível mais baixo desde 2012.
Segundo o estudo, a cidade, que abriga mais de 149.900 residentes, apresentou taxa de 60,9 homicídios por 100 mil pessoas. No ano anterior, ela sequer constava entre as vinte primeiras do ranking.
O levantamento aponta que a rivalidade entre facções criminosas contribui para o crescimento da violência em Santa Rita. O Fórum destaca que a localização próxima à estrutura portuária de Cabedelo confere à região vantagem estratégica para organizações criminosas, o que intensifica os confrontos pelo domínio do território.
O estudo também indica que a dinâmica criminal é potencializada pelas rodovias federais que cortam a cidade, como as BR‑101 e a BR‑230 (Transamazônica), que facilitam o deslocamento de mercadorias ilegais oriundas da Amazônia.
No recorte estadual, a Paraíba teve taxa de 24,6 homicídios intencionais por 100 mil habitantes em 2025. Em Santa Rita, a taxa chegou a 60,9 por 100 mil habitantes.
João Pessoa aparece na 74ª posição do ranking nacional, com taxa de 27,6 homicídios intencionais por 100 mil habitantes. No Sertão, Patos ocupa a 96ª colocação, com índice de 23,1 por 100 mil habitantes. Campina Grande registrou o menor índice entre os municípios paraibanos analisados: 8,1 homicídios violentos por 100 mil habitantes.
Com esse resultado, a cidade ficou na 261ª posição do ranking nacional. As cidades brasileiras mais violentas: as dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes.
A tabela a seguir contém a lista dos dez municípios mais violentos do país em 2025.
Conclusões do Anuário de Segurança Pública de 2025: os feminicídios bateram recorde em 2025, o que contrasta com a redução geral das mortes violentas. Em média, quatro mulheres foram mortas por dia; o Brasil registrou 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024, o menor número desde 2012; pela primeira vez, a taxa de mortes violentas ficou abaixo de 20, alcançando 19,1, o menor valor histórico.
É o menor número registrado no histórico feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública; outros indicadores de violência contra a mulher registraram alta: casos de violências psicológicas aumentaram 17%, stalking 30%, descumprimento de medida protetiva 17% e ameaças 0,5%. O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025.
As dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes; São Paulo ocupava essa posição desde 2014; as mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%; os registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil cresceram 25%; os casos de bullying e cyberbullying cresceram mais de 60% entre jovens, após a criação de tipo penal específico em 2024; a quantidade de adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Brasil caiu 54% em nove anos, totalizando 12,2 mil jovens, dos quais 93% são meninos, 74% negros e 76% têm entre 16 e 18 anos; as ocorrências mais comuns são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%).
O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% e chegou a 964 mil; o estudo prevê que, se for mantida a tendência, o Brasil pode chegar a 1 milhão de presos já em 2027; há 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas, sendo 1 milhão com licença de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) e 1,6 milhão de armas cadastradas, das quais três em cada dez têm registro vencido. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Fonte: G1 PB
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