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Filho de diarista preso suspeito de participar de assalto que exigiu R$ 40 mil em Pix da família em Campina Grande

Homem é detido após manter família como refém e praticar arrombamento em residência em Campina Grande (PB)

Ele foi encontrado e apreendido na própria casa, situada no bairro das Malvinas.

De acordo com a investigação, o suspeito reconheceu sua participação no delito durante o depoimento. Em seguida, foi encaminhado à Polícia Civil e responderá pelos crimes de roubo majorado, extorsão mediante restrição da liberdade e lavagem de dinheiro.

Outro suspeito, apontado como colaborador do crime, foi preso em João Pessoa na mesma quarta‑feira.

Assalto ocorrido no bairro das Malvinas, em Campina Grande

Imagens captadas por circuitos de segurança

O fato ocorreu por volta das 21h do dia 8 de julho, quando uma mãe e suas duas filhas chegavam à casa. A Polícia Civil relatou que dois indivíduos encapuzados já haviam invadido o imóvel e aguardavam as vítimas no quintal.

As três mulheres permaneceram reféns por cerca de duas horas, obrigadas a efetuar várias transferências via Pix, totalizando aproximadamente R$ 40 mil. Além disso, os assaltantes subtraíram cinco celulares, uma caminhonete, dinheiro em espécie e outros objetos da família. Depois da ação, os criminosos fugiram usando a caminhonete da vítima.

A Polícia Civil declarou que as investigações prosseguem para localizar e capturar outros possíveis participantes do crime. Agora no g1

Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Fonte: G1 PB

Caso do engenheiro: Justiça torna réus empresário e namorada acusados do crime na Paraíba

A Justiça da Paraíba tornou réus o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pela morte do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”. A decisão foi proferida nesta terça-feira (21) pela juíza Flávia de Souza Baptista, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.

A medida ocorre após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentar denúncia formal contra os dois acusados. Segundo o órgão, Christian é apontado como o autor dos disparos que resultaram na morte do engenheiro, enquanto Larissa teria participado do crime ao instigar o namorado e prestar auxílio material para sua execução.

O Jornal da Paraíba entrou em contato com as defesas dos acusados. O advogado Júnior Moura, que representa Larissa Maria Leal de Freitas, informou que ainda não havia sido oficialmente comunicado da decisão judicial e que aguardava a notificação para se manifestar nos autos do processo. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Christian Medeiros Veiga Dantas Costa não havia se pronunciado.

O crime

Rubens Fernandes da Costa Filho foi baleado durante uma discussão e socorrido por uma ambulância particular. Ele foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde passou por procedimentos de urgência, mas não resistiu aos ferimentos.

Christian Medeiros Veiga Dantas Costa também ficou ferido durante a ocorrência. Após receber atendimento médico no Hospital de Trauma, ele foi levado para a Central de Polícia. Em seguida, passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida, sendo transferido para uma unidade prisional.

A Polícia Civil informou que a arma utilizada no crime foi apreendida.

O sepultamento de Rubens Fernandes da Costa Filho ocorreu em 22 de junho, no Cemitério de Guarabira, no Brejo paraibano.

Com informações do Jornal da Paraíba.

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Fonte: Opipoco

Motorista suspeito de atropelar produtor em Manaíra presta depoimento à polícia

O motorista suspeito de atropelar o produtor cultural em João Pessoa, Erick Araújo, de 36 anos, prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (22), na Central de Polícia, em João Pessoa.

Marcos Afrânio Garcez, bombeiro militar aposentado do Distrito Federal, foi ouvido pelo delegado Getúlio Machado, responsável pela investigação do caso.

Segundo o delegado, Marcos confirmou que dirigia o carro no momento do atropelamento, mas apresentou versões que divergem de informações reunidas durante a investigação.

“Ele caiu em algumas contradições quando afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e seguiu direto para casa, e não parou em nenhum bar, e que não havia bebida alcoólica. Depois que ele fez essa afirmação, caiu em contradição, porque nós mostramos a ele um vídeo, onde ele frequentou, nessa madrugada, no mesmo horário que ocorreu o acidente, onde a vítima também esteve no local”, afirmou o delegado.

Após assistir às imagens, de acordo com Getúlio Machado, Marcos reconheceu que esteve no estabelecimento na madrugada do atropelamento. O suspeito, porém, afirmou que não consumiu bebida alcoólica no local.

Ainda durante o depoimento, Marcos Afrânio Garcez afirmou que não conhecia Erick Araújo e que nunca havia tido qualquer contato com a vítimaAo explicar o atropelamento, o suspeito disse à Polícia Civil que acreditou ter atingido um animal, e não uma pessoa.

“Ele disse que, na hora do atropelamento, não imaginou que tivesse atingido uma pessoa, mas sim um animal. Isso diverge das condições em que o carro foi encontrado, porque o para-brisa estava quebrado. Que animal seria esse capaz de quebrar o para-brisa?

Provavelmente, uma parte do corpo da vítima atingiu o vidro e causou o dano”, afirmou o delegado.

Segundo o delegado Getúlio Machado, o carro conduzido por Marcos foi levado para uma oficina após o atropelamento.

O delegado informou que determinou que o veículo fosse encaminhado para a Central de Polícia para passar por perícia. Ainda de acordo com o suspeito, nenhum reparo havia sido realizado no automóvel até o momento.

O delegado também afirmou que Marcos disse ser o proprietário do carro, embora o veículo ainda não esteja registrado em seu nome porque a transferência não foi concluída.

Getúlio Machado informou que a Polícia Civil ainda analisa imagens e outras provas reunidas durante a investigação e que, por isso, não definiu a tipificação do crime neste momento.

Fonte: G1PB
Créditos: Polêmica Paraíba

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Fonte: PolemicaPB

Operação da Polícia Federal cumpre mandados contra grupo suspeito de fabricar moeda falsa na Paraíba e em três estados

Operação contra esquema de moeda falsa cumpre mandados na Paraíba e em três estados
Reprodução / Polícia Federal
Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta quarta‑feira (22) e cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, na Paraíba e em três estados, contra um grupo suspeito de fabricar, distribuir e comercializar moeda falsa. ✅
Na Paraíba, dois mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de João Pessoa e Mogeiro. Também há cumprimento de três mandados de prisão em Pernambuco: um na cidade de Paulista, um em Abreu e Lima e outro em Caruaru.

Um mandado de prisão foi executado na cidade de Lages, em Santa Catarina. Atualização disponível
Ao todo, a Justiça Federal determinou 24 medidas cautelares, com 14 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva. Segundo a investigação, o grupo operava em vários estados e mantinha um laboratório clandestino para produzir dinheiro falso.

De acordo com a PF, os investigados eram responsáveis por todas as etapas do esquema, desde a aquisição de materiais até a distribuição das cédulas. As investigações apontam que a comercialização das notas falsas ocorria por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços de envio postal. Conforme a Polícia Federal, os registros analisados revelam movimentação de valores elevados.

Além da apuração por moeda falsa, a PF informou que também investiga outros delitos ligados ao grupo, como organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. A investigação identificou ainda conexões com a comercialização de veículos roubados e clonados, a negociação de drogas e a circulação de armamentos. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes.

Vídeos mais visualizados da Paraíba

Fonte: G1 PB

Promessas de João Azevêdo e Lucas Ribeiro: governador e vice da PB realizaram concursos para profissionais de saúde e educação; meta de criar Hospital de Trauma no Sertão da Paraíba não foi cumprida

Após três anos e meio de mandato, o então governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) e o atual Lucas Ribeiro (PP) cumpriram 12 das 24 promessas assumidas durante a campanha em 2022, conforme levantamento do g1. O projeto Promessas dos Políticos, do g1, acompanha o cumprimento de compromissos assumidos pelos candidatos a prefeituras, governos estaduais e à Presidência da República. Azevêdo renunciou ao governo da Paraíba em abril para disputar uma vaga no Senado.

O vice-governador, Lucas Ribeiro, assumiu o cargo e será candidato a um novo mandato. Nesta etapa do projeto, o levantamento considera um balanço do que foi entregue entre 1º de janeiro de 2023 e 30 de junho de 2026, período equivalente a três anos e meio de mandato. Dos 24 compromissos assumidos pelo então candidato nas eleições de 2022:
12 foram integralmente cumpridos
3 foram cumpridos em parte, ainda com pendências
9 compromissos não foram cumpridos
O monitoramento das promessas dos políticos é feito por jornalistas do g1 de todo o Brasil desde 2015.

As equipes de checagem seguem uma metodologia própria para acompanhar os compromissos assumidos pelos governantes. Veja os critérios. Quando o mandato termina, em dezembro, o levantamento é atualizado.

Veja abaixo as promessas separadas por temas:
Educação
Segurança Pública
Infraestrutura
Saúde
Esporte
Economia
Habitação
Ampliar programa Conexão Mundo
No plano de governo, foi prometido aumentar as oportunidades no programa que oferece intercâmbio para estudantes da rede estadual e a promessa foi cumprida. Em 9 de julho de 2025, foi lançada a edição 2025/2026 do programa Conexão Mundo Estudantes, ofertando 400 vagas. Neste ano, houve a ampliação dos países – além do Reino Unido, da Espanha e do Chile, os intercambistas poderão ir para a Irlanda, o Canadá e a Colômbia.

Expandir a oferta de matrículas do Ensino Médio em tempo integral e parcial
A campanha prometeu aumentar a capacidade de matrículas na rede estadual de ensino, em tempo integral e parcial e cumpriu. Em 2026, a rede passou de 306 para 323 unidades com ensino médio integral e ensino médio integral técnico. Com isso, o número de matrículas ofertadas aumentou de 61.384, em 2025, para 71.509 neste ano.

Expandir a UEPB com aumento da oferta de cursos e vagas
Foi prometido ampliar a oferta de cursos e vagas na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a promessa foi cumprida
O Curso de Ciências Biológicas no Campus IV, em Catolé do Rocha, foi aprovado em 2024 e iniciou as aulas no ano seguinte, ampliando a oferta de cursos e vagas da universidade. Além disso, em 2023, o governo iniciou, em parceria com a UEPB, a implantação do programa Limite do Visível, que oferta vagas para egressos da rede estadual nos cursos de Ciência de Dados e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Realizar concurso público para a área de Educação
O plano de governo previa a abertura de vagas de concurso em conformidade com a necessidade do aumento do contingente na área de Educação.

A promessa foi cumprida e o concurso foi realizado, oferecendo 2 mil vagas. Em fevereiro de 2026, a nomeação de mil aprovados no concurso da Educação da Paraíba foi publicada no Diário Oficial do Estado. O concurso para a Secretaria de Educação da Paraíba ofereceu 2 mil vagas para professor de disciplinas diversas, com salários que chegavam a R$ 6.944,09.

As provas foram realizadas no dia 13 de julho de 2025, e o resultado final foi no dia 25 de novembro de 2025. Criar programa de atenção pedagógica e psicossocial para estudantes e profissionais de educação
A campanha prometeu oferecer assistência psicológica a profissionais da rede estadual de ensino e estudantes – mas a proposta foi cumprida em parte. Em maio de 2023, a Secretaria de Estado da Educação implantou o Serviço de Saúde Emocional nas escolas públicas estaduais da Paraíba.

O programa promove ações voltadas à saúde emocional dos estudantes e à integração entre família, escola e comunidade. Mas segundo apurou o g1, não há indicação de que o atendimento também contemple os profissionais da educação. O que diz o governo: Informa que existem o serviço de atenção socioeducacional e a Gerência Operacional de Desenvolvimento de Competências Socioeducacionais, implementados em 2023, que contam com uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais – uma equipe em cada gerência regional de educação.

Investir em Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e bolsa-desempenho para policiais na Paraíba
Em entrevista à TV Paraíba, em setembro de 2022, foi prometido colocar em prática o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para valorizar os agentes de segurança. O compromisso foi cumprido, conforme apurou o g1. O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e bolsa-desempenho para policiais na Paraíba foram instituídos pela Lei 12.455, de 23 de novembro de 2022, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 24 de novembro de 2022, data em que passou a entrar em vigor, reestruturando a carreira dos policiais civis do Estado.

Expandir a Patrulha Maria da Penha para 100 municípios do estado
Em entrevista à TV Cabo Branco, em agosto de 2022, foi prometido aumentar a capacidade do programa Patrulha Maria da Penha, realizado em parceria com a Polícia Militar, para prevenir e coibir situações de violência doméstica, para mais municípios. A promessa foi cumprida. Em 2022, o Programa Integrado Patrulha Maria da Penha alcançava 60 municípios e, em 2024, 130 cidades paraibanas.

O programa hoje atende as regiões de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras, ampliando sua atuação para 151 municípios paraibanos. Realizar concurso público para as forças de Segurança Pública e Defesa Social
Em entrevista à TV Cabo Branco em agosto de 2022, João Azevêdo prometeu ampliar o efetivo da segurança pública por meio da realização de concurso público. Não foram publicados novos editais para as forças de segurança no período analisado pelo g1.

Ampliar as delegacias especializadas de infância e juventude, além das Unidades de Polícia Solidária
No plano de governo, foi prometido diminuir a violência em locais de alta vulnerabilidade social através da criação de ferramentas de segurança, como as delegacias especializadas. Segundo apurou o g1, novas delegacias não foram criadas e a promessa não foi cumprida. O que diz o governo: Afirma que a Paraíba conta atualmente com duas Delegacias Especializadas de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude (DRCCIJ), em João Pessoa e Campina Grande.

E que as unidades existem há cerca de 20 anos, mas foram reformuladas em 2024, com mudanças na estrutura e reforço no efetivo após o último concurso da Polícia Civil. Implantar mais delegacias especializadas contra crimes LGBTfóbicos
Foi prometida no plano de governo a implementação de mais delegacias dedicadas à população LGBTQIAP+. O compromisso não foi cumprido porque novas delegacias não foram criadas.

O que diz o governo: Informa que, atualmente, a Paraíba conta com uma unidade deste tipo de delegacia especializada. A Delegacia de Repressão aos Crimes Homofóbicos, Étnico-raciais e Delitos de Intolerância Religiosa (DECHRADI) está localizada em João Pessoa. Expandir os serviços de saneamento básico no estado
No plano de governo, foi prometida a ampliação dos serviços de saneamento básico por meio da Cagepa.

A promessa foi cumprida. Segundo o governo, foram implantados mais de 460 quilômetros de redes de esgoto em municípios como Juazeirinho, Aparecida, São João do Cariri, Santo André, Boqueirão e Guarabira. Conforme apurou o g1, obras de esgotamento sanitário foram realizadas nessas cidades durante o período analisado.

Realizar concurso público para profissionais de saúde
A campanha prometeu aumentar a quantidade de profissionais de saúde na rede estadual, através de concurso público. O concurso foi realizado em setembro de 2024 e a promessa foi cumprida. O resultado final foi divulgado em março de 2025.

Implantar Centros de Distribuição Farmacêutica Regionais
No plano de governo, foi prometida a ampliação da assistência farmacêutica por meio da criação de Centros de Distribuição Farmacêutica Regionais, com o objetivo de expandir e integrar a rede de serviços. Os centros não foram implantados e, por isso, a promessa não foi cumprida. O que diz o governo: Informa que reformulou a Farmácia Especializada da Paraíba, que funciona em João Pessoa, Campina Grande, nas Gerências Regionais de Saúde e em 23 Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDMs).

Segundo a gestão, a rede descentralizou a entrega de medicamentos, permitindo que os pacientes façam o cadastro em unidades autorizadas e recebam os remédios no ponto de referência mais próximo de sua residência, conforme a organização regional da assistência farmacêutica. Modernizar o prontuário, tornando-o eletrônico e interligando todos os hospitais do estado
Em entrevista à TV Cabo Branco, em setembro de 2022, foi prometido modernizar o prontuário médico para facilitar a regulação de pacientes de um hospital para outro. A promessa foi cumprida em parte porque o sistema funciona parcialmente atualmente.

O que diz o governo: Afirma que o prontuário eletrônico AGHU está em funcionamento em 15 hospitais da rede estadual, com expansão prevista para 35 unidades até o final do ano. Implantar novo Hospital de Clínicas e Maternidade em Campina Grande
Em entrevista à Rádio CBN, em outubro de 2022, foi prometido implantar um novo Hospital de Clínicas e Maternidade em Campina Grande, desafogando a demanda da maternidade do Isea. O local ainda não foi entregue.

O que diz o governo: Afirma que o atual Hospital de Clínicas, inaugurado em 2020 em um prédio reaproveitado, segue em funcionamento com cirurgias eletivas. Segundo a gestão, o novo edifício, em construção desde 2024, tem previsão de conclusão para setembro de 2026. Criar o Hospital de Clínicas e Traumatologia no Sertão da Paraíba
Em entrevista à TV Cabo Branco, em setembro de 2022, foi prometido construir o Hospital de Trauma do Sertão, na cidade de Patos.

A unidade de saúde ainda não foi entregue. Em janeiro de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou que mais de 35% do projeto do Hospital de Trauma do Sertão já foi concluído. O que diz o governo: Afirma que o hospital segue em construção e deve ser entregue até o final de 2026.

Ampliar o programa Bolsa Esporte
Em entrevista do ge em setembro de 2022, foi prometido aumentar a capacidade de apoio a atletas paraibanos por meio do Bolsa Esporte, programa que movimenta R$ 4 milhões por ano. A promessa foi cumprida e a ampliação aconteceu na edição 2025/2026. Na época, eram pouco mais de 500 atletas beneficiados.

Inicialmente, foram 808 beneficiados e, posteriormente, cerca de 850 pessoas – entre atletas, paratletas e técnicos, representando um investimento de R$ 7 milhões. Construir a Vila Parahyba de Guarabira
Em entrevista do ge em setembro de 2022, foi prometida a implantação de equipamentos de infraestrutura de iniciação, formação e prática esportiva. O compromisso é que seriam equipamentos com dimensões oficiais para a prática de esportes olímpicos e paraolímpicos, com investimentos de R$ 33,5 milhões.

A promessa foi cumprida em parte. O local foi entregue, mas nem todos os equipamentos possuem dimensões oficiais, a exemplo da piscina, que é semiolímpica e possui dimensão de 25 metros de comprimento. Implantar programa de iniciação desportiva
No plano de governo, foi prometido implantar um programa de iniciação desportiva com a orientação dos professores da rede estadual, mas o programa não foi implantado.

O que diz o governo: Informa que vem realizando investimentos estruturantes para o fortalecimento da iniciação desportiva na rede estadual de ensino. Isentar IPVA de motos de até 170 cilindradas na Paraíba
Em entrevista à TV Cabo Branco, em setembro de 2022, foi prometido retirar a cobrança do IPVA para proprietários de motocicletas de até 170 cilindradas. A lei entrou em vigor em 2023 e a promessa foi cumprida.

Criar agência de fomento para pequenas empresas da Paraíba
Em entrevista à TV Cabo Branco, em outubro de 2022, foi prometido implantar uma agência que auxilie no desenvolvimento das pequenas empresas na Paraíba e a promessa foi cumprida. A Agência de Fomento do Estado da Paraíba foi criada pela Lei nº 13.527, de 19 de dezembro de 2024. A instituição oferece apoio financeiro a micro, pequenas e médias empresas e produtores rurais, além de financiar projetos voltados ao desenvolvimento econômico, à modernização de empreendimentos e à geração de emprego e renda no estado.

Instalar Centrais de Comercialização do Agronegócio
No programa de governo, foi prometido estabelecer uma aproximação entre mercados nas regiões geoadministrativas, por meio das Centrais de Comercialização do Agronegócio. No entanto, as centrais não foram criadas. O que diz o governo: Afirma que está em desenvolvimento um projeto para implantar centrais de processamento de leite e frutas, com investimento de cerca de R$ 1,2 milhão.

Expandir o programa Cidade Madura para Catolé do Rocha
Em entrevista à Rádio CBN, em outubro de 2022, foi prometido aumentar a capacidade habitacional do programa Cidade Madura, para idosos, construindo 40 novas unidades na cidade de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. A promessa foi cumprida. O Residencial Cidade Madura de Catolé do Rocha foi entregue no mês de maio de 2026, com 40 unidades habitacionais.

Atualmente, o Programa Cidade Madura conta com 12 unidades, sendo duas em construção. Expandir o programa Parceiros da Habitação (PPH) para as áreas rurais
No plano de governo, foi prometido construir unidades habitacionais para a população de baixa renda por meio do PPH em áreas rurais, mas as construções foram realizadas por outro programa para essas áreas. A promessa não foi cumprida.

O que diz o governo: Afirma que o PPH foi criado em um período em que o Programa Minha Casa, Minha Vida não disponibilizava recursos para novas habitações. Com a retomada da iniciativa pelo Governo Federal, o estado passou a direcionar os investimentos em habitação rural por meio do programa federal. Créditos
Apuração: Daniella Fechine
Edição : Vitor Januário e Felipe Turioni
Design: Kayan Albertin
Coordenação: Felipe Turioni, José Lopes e Megui Donadoni
João Azevêdo e Lucas Ribeiro, ex-governador e atual governador da PB
Arte g1

Fonte: G1 PB

Suspeito de tráfico de drogas é preso em Baía da Traição com drogas, dinheiro, drone e equipamentos

Na terça‑feira (21), a Polícia Civil prendeu em flagrante um homem suspeito de tráfico de drogas em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. O indivíduo, que conforme o delegado Sylvio Rabello trabalha a bordo de um navio turístico, também responde por suposto vínculo com uma facção criminosa.

Durante a operação realizada na residência do suspeito, os agentes apreenderam diversas drogas, dinheiro em espécie, pinos de cocaína, substância utilizada para a produção de “loló” e uma balança de precisão. Além disso, foi confiscada uma máquina de cartão que teria sido utilizada nas vendas dos entorpecentes.

Outros objetos vinculados à atividade foram incautados, entre eles celulares, câmeras de monitoramento e um drone, todos empregados na vigilância e no comando do tráfico. As investigações indicam que o comércio de drogas comandado pelo suspeito alcançava também o município vizinho de Rio Tinto.

O detido recebeu voz de prisão no local e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

Fonte: G1 PB

Motorista que atropelou produtor cultural em João Pessoa comparece à polícia para depoimento

Um vídeo registra a cena em que um homem foi atropelado em João Pessoa. O condutor suspeito de atropelar o produtor cultural Erick Araújo, de 36 anos, compareceu à Polícia Civil na quarta‑feira (22) na Central de Polícia de João Pessoa para prestar depoimento. Marcos Afrânio Garcez, bombeiro militar reformado do Distrito Federal, foi ouvido pelo delegado Getúlio Machado, que lidera a investigação. ✅

“Ele caiu em algumas contradições quando afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e seguiu direto para casa, e não parou em nenhum bar, e que não havia bebida alcoólica. Depois que ele fez essa afirmação, caiu em contradição, porque nós mostram a ele um vídeo, onde ele frequentou, nessa madrugada, no mesmo horário que ocorreu o acidente, onde a vítima também esteve no local”, afirmou o delegado.

Condutor suspeito de atropelar produtor cultural em João Pessoa comparece à polícia para depoimento

Depois de analisar as imagens, Getúlio Machado informou que Marcos reconheceu que estava no estabelecimento na madrugada do atropelamento.

O suspeito declarou que não ingeriu álcool no local. Durante o depoimento, Marcos Afrânio Garcez afirmou que não conhecia Erick Araújo e que nunca teve contato com a vítima. Ao relatar o ocorrido, o motorista disse à Polícia Civil que acreditava ter atingido um animal, e não uma pessoa.

“Ele disse que, na hora do atropelamento, não imaginou que tivesse atingido uma pessoa, mas sim um animal. Isso diverge das condições em que o carro foi encontrado, porque o para-brisa estava quebrado. Que animal seria esse capaz de quebrar o para-brisa?”

“Provavelmente, uma parte do corpo da vítima atingiu o vidro e causou o dano”, afirmou o delegado. Em seguida, Getúlio Machado informou que o carro conduzido por Marcos foi levado para uma oficina após o atropelamento e que determinou que o veículo fosse encaminhado à Central de Polícia para perícia.

Segundo o próprio suspeito, nenhum reparo foi realizado no automóvel até o momento. Ele ainda é considerado suspeito de ter atropelado o produtor cultural em João Pessoa e compareceu à Polícia Civil para depoimento.

O delegado declarou que Marcos afirmou ser o proprietário do carro, embora a transferência de registro ainda não esteja concluída. Getúlio Machado informou que a Polícia Civil continua analisando imagens e outras provas coletadas durante a investigação, e que, por isso, ainda não definiu a tipificação do crime.

Relembre o caso
Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa
O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança no bairro Jardim Oceania no último sábado (18) em João Pessoa. As imagens mostram Erick Araújo caminhando por uma calçada, após sair de uma festa, quando foi atingido por um carro. A Polícia Civil informou que o motorista abandonou o local sem prestar socorro.

Erick Araújo foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e trasladado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A unidade de saúde informou que ele recebeu procedimentos de emergência e continua internado em estado grave. Vídeos amplamente visualizados evidenciam o ocorrido.

Fonte: G1 PB

Motorista suspeito de atropelar produtor cultural em João Pessoa esteve no mesmo bar da vítima, diz polícia; veja cronologia

Vídeo mostra cronologia da noite do atropelamento que deixou produtor cultural ferido
O motorista suspeito de atropelar um produtor cultural em João Pessoa esteve no mesmo bar que a vítima antes do acidente, segundo a Polícia Civil. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (22), após o depoimento de Marcos Afrânio Garcez, bombeiro militar aposentado do Distrito Federal. ✅
De acordo com o delegado Getúlio Machado, responsável pela investigação, Marcos Afrânio Garcez afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e que, de lá, seguiu direto para casa, sem parar em bares ou restaurantes.

Motorista suspeito de atropelar produtor cultural esteve no mesmo bar da vítima, diz polícia
Pedro Hugo / TV Cabo Branco
A versão mudou depois que a Polícia Civil apresentou imagens que mostram o suspeito no mesmo bar frequentado pela vítima, Erick Araújo, de 36 anos, antes do atropelamento. “Ele caiu em algumas contradições quando afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e seguiu direto para casa, e não parou em nenhum bar, e que não havia bebida alcoólica. Depois que ele fez essa afirmação, caiu em contradição, porque nós mostramos a ele um vídeo, onde ele frequentou, nessa madrugada, no mesmo horário que ocorreu o acidente, onde a vítima também esteve no local”, afirmou o delegado.

Suspeito nega ter ingerido bebida alcoólica
Vídeo mostra homem sendo atropelado, em João Pessoa
Após assistir às imagens apresentadas pela Polícia Civil, Marcos Afrânio Garcez reconheceu que esteve no estabelecimento na madrugada do atropelamento. Segundo o delegado Getúlio Machado, o suspeito afirmou que não consumiu bebida alcoólica durante o período em que permaneceu no local. O delegado, no entanto, afirmou que as imagens mostram Marcos realizando um pagamento no caixa do bar, o que, segundo a investigação, contradiz parte da versão apresentada no depoimento.

“Ele aparece no vídeo fazendo um pagamento. Se ele está fazendo um pagamento, consumiu alguma coisa. Então, são essas algumas das contradições em que ele caiu durante o depoimento”, disse o delegado.

Suspeito diz que não conhecia a vítima e que pensou ter atropelado um animal
Suspeito de atropelar produtor cultural em João Pessoa presta depoimento à Polícia Civil
Pedro Hugo / TV Cabo Branco
Ainda durante o depoimento, Marcos Afrânio Garcez afirmou que nunca havia visto Erick Araújo e que não teve qualquer atrito com ele antes do atropelamento. Ao explicar o atropelamento, Marcos disse à Polícia Civil que acreditou ter atingido um animal, e não uma pessoa. “Ele disse que, na hora do atropelamento, não imaginou que se tratasse de uma pessoa, e sim de um animal.

Isso diverge das condições em que o carro foi encontrado, porque o para-brisa estava quebrado. Que animal seria esse capaz de quebrar o para-brisa? Provavelmente, uma parte do corpo da vítima atingiu o vidro e causou o dano”, afirmou o delegado Getúlio Machado.

Segundo o delegado, o carro conduzido por Marcos foi levado para uma oficina após o atropelamento. A Polícia Civil determinou que o veículo seja encaminhado para a Central de Polícia para passar por perícia. De acordo com o suspeito, nenhum reparo havia sido realizado no automóvel até o momento.

Marcos também afirmou ser o proprietário do veículo, mas disse que a transferência para o próprio nome ainda não foi concluída. Marcos também afirmou ser o proprietário do veículo, mas disse que a transferência para o próprio nome ainda não foi concluída. Após ser ouvido pelo delegado, o suspeito foi liberado.

Relembre o caso
O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança no bairro Jardim Oceania, no último sábado (18), em João Pessoa. As imagens mostram Erick Araújo caminhando por uma calçada, após sair de uma festa, quando foi atingido por um carro. Segundo a Polícia Civil, o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Erick Araújo foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Segundo a unidade de saúde, ele passou por procedimentos médicos de emergência e permanece internado em estado grave. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Fonte: G1 PB

Sumba: tradição milenar mantém homens e mulheres em condição de escravidão hereditária

Na vila de Tanggedu, em Sumba, o maramba Umbu Ana Rara, à esquerda, observa seu ata, Kanisius Kanyali Hambarita, enquanto ele prepara bebidas; a foto foi registrada na região.

Apenas duas horas de avião das praias de Bali, a ilha de Sumba é onde homens e mulheres nascem e morrem em condição de escravidão hereditária, mantida pela tradição. Eles trabalham para seus senhores sem receber salário e são transmitidos de geração em geração; às vezes sofrem maus‑tratos e, entre as mulheres, há casos de estupro.

Os descendentes herdarão o mesmo destino, pois essa condição “não pode ser apagada”, afirma Kanisius Kanyali Hambarita. Com 34 anos, ele é mantido em escravidão por Umbu Ana Rara, que tem três anos a menos que ele. Para chegar à aldeia de Tengeddu, é necessário percorrer uma estrada em ruínas que contorna o mar e as colinas secas, a 50 km de Waingapu, a principal cidade de Sumba.

A região se destaca por cachoeiras espetaculares. Ao longo da rota aparecem cabras, vacas e até manadas de cavalos selvagens. Em uma manhã de junho, os dois homens mastigam noz de betel, conhecida pelos efeitos eufóricos, sentados à frente da casa do senhor, que possui um telhado cônico típico.

À primeira vista, nada os diferencia. Vestem camisetas e sarongues, residem na mesma casa, onde criam galinhas e porcos e cozinham sobre lenha. Ambos dormem sobre o mesmo tipo de esteira no chão e nenhum deles possui sinal de celular.

Umbu Ana Rara afirma tratar seu escravizado “como um membro da família”. Ele permite que o escravizado ganhe algo de dinheiro como mototaxista e lhe confia um pedaço de terra para cultivar seu próprio sustento. Qual é a opinião de Kanisius?

“Não me oponho a isso, é assim que as coisas são. Não é um fardo. Não é nada mais do que o símbolo de uma tradição herdada de nossos ancestrais”, diz à AFP, enquanto o senhor frequentemente termina suas frases.

Umbu Ana Rara (à esquerda), um maramba (nobre), observa seu ata (escravo), Kanisius Kanyali Hambarita, na vila de Tanggedu, em Sumba.

Na ilha, a escravidão tem raízes no século XVI, conforme os historiadores. A Indonésia a aboliu oficialmente em 1860, quando ainda estava sob domínio holandês, porém a prática permanece profundamente enraizada na cultura de Sumba, sobretudo no leste. A ilha conta com 685 mil habitantes, dos quais 80% são cristãos em um país majoritariamente muçulmano.

A sociedade se divide em três castas: os nobres, denominados maramba, que costumam ser grandes proprietários de terras; o povo comum, chamado kabihu; e os escravizados ou servos, os atas, explica Martha Hebi, especialista no tema. A menos que seja libertado pelo senhor, o escravizado “não pode perder sua condição, nem mesmo por meio do casamento”, acrescenta ela. Os marambas possuem terra, gado e cavalos criados para corridas antes de serem exportados.

Esses elementos, junto com os escravizados, formam sua principal fonte de renda. Os atas trabalham do amanhecer ao crepúsculo, cultivando os campos que aram com búfalos d’água, e cuidam da casa, das crianças e dos animais; o tratamento que recebem varia conforme o senhor a quem são designados.

“Me batiam” precede a descrição de pessoas em pé na água perto de manguezais durante o pôr do sol na praia de Walakiri, em Waingapu, Sumba.

“Existem casos de trabalho forçado em outras partes da Indonésia ou de servidão temporária, como entre os dayak de Bornéu em casos de dívida”, explicou à AFP Bondan Kanumoyoso, historiador da Universidade da Indonésia em Depok. Contudo, segundo ele, a escravidão praticada em Sumba é singular, estando ligada ao marapu, uma religião local que combina animismo, culto aos ancestrais e o mundo espiritual, afirmou Umbu Remi Deta, sacerdote dessa crença ancestral.

Segundo a lenda, “os marambas obtiveram os atas ao chegarem a Sumba”. É difícil determinar o número exato; uma assistente social, que pediu anonimato, estima que existam “cerca de 1.700” escravizados no distrito de Sumba Oriental, que possui 350 mil habitantes.

Alguns estimam que o número seja milhares. A ilha, afastada dos grandes centros urbanos e turísticos, situa-se a 2.000 km de Jacarta e a 1.000 km de Bali, tendo permanecido isolada por muito tempo. Os portugueses, no século XVI, e a Companhia Holandesa das Índias Orientais, no século XVII, extraíram sândalo e escravizados da região, de acordo com o antropólogo britânico Rodney Needham.

Eles enviam os escravizados para Batávia (antiga Jacarta) ou outras regiões da Indonésia, bem como para Madagascar e Maurício. A modernidade não mudou o sistema; “Sofri muito desde a infância”, afirma M., um homem ata com 40 anos, nas proximidades da aldeia de Napu, sem a presença do maramba.

A AFP não divulgará o nome dele por questões de segurança. “Me batiam porque eu não trabalhava ou porque não trabalhava direito”, acrescenta. “Assim que chegava da escola, tinha que voltar a trabalhar, capinando e alimentando os porcos.”

“Os escravizados sofrem “não só violência física, mas também sexual.”

“Porque, segundo a tradição, o senhor tem o direito, entre aspas, de “usar” sua serva”, confirma Marlin Lomi, pastora e presidente do sínodo protestante de Sumba Oriental.

“Se eu gostar de uma escravizada, mas ela se recusar [a fazer sexo], vou bater no marido dela”, declara.

“Relações sexuais não são consideradas estupro. Segundo eles, é simplesmente uma questão de exercer autoridade sobre o que lhes pertence”, lembra Andy Yentriyani, ex‑presidente da Comissão Nacional contra a Violência contra a Mulher (Komnas Perempuan).

Estuprada desde os 13, os casos de violência frequentemente ficam impunes “porque as vítimas não se atrevem a denunciar”, afirma Hebi, fundadora da ONG Solidariedade para Mulheres e Crianças de Sumba (Sopan).

Em 2024, uma jovem de 18 anos, estuprada desde os 13 pelo senhor e seu filho, engravidou e deu à luz antes de denunciar os agressores à polícia de Waingapu. Conforme a imprensa local, o principal suspeito e mais dez pessoas foram interrogadas; dois anos depois, “a investigação ainda não terminou”, disse à AFP Dian Sasmita, membro da Comissão Indonésia para a Proteção da Infância (KPAI), que acompanha de perto outros casos.

A jovem vítima foi inicialmente acolhida por uma ONG e agora reside em uma aldeia sob proteção. Segundo o pastor Marlin Lomi, o sínodo “ajuda as vítimas” sempre que ela denuncia o abuso. O sistema está profundamente enraizado e a pressão da elite local é tão forte que “mudar a mentalidade dos nobres exigirá um longo processo”, reconhece Gidion Mbilijora, ex‑chefe do distrito de Waingapu (2008‑2021).

Ele possui “dois atas”. Durante o funeral de um nobre, a AFP encontrou‑se com ele; o evento reuniu 4.000 convidados, inclusive os atas. A cerimônia seguiu o rito marapu, praticado pela maioria dos habitantes de Sumba, tanto cristãos quanto muçulmanos, e incluiu o sacrifício ritual de dois cavalos.

Até o início da década de 1990, a polícia monitorava esse tipo de cerimônia fúnebre por receio de sacrifícios humanos, afirma a antropóloga americana Janet Hoskins. No passado, um nobre precisava ser enterrado ao lado de um de seus escravizados, conforme o ritual marapu.

A escravidão é proibida por lei.

De acordo com a Constituição de 1945, “ninguém pode ser submetido à escravidão ou servidão”, e o Código Penal criminaliza “qualquer pessoa que, de forma intencional e ilegal, prive outra de sua liberdade”. Contudo, o código reconhece certas formas de direito consuetudinário. “É preciso entender que a Indonésia é uma sociedade extremamente plural e que o desenvolvimento social não é o mesmo para todos os grupos étnicos”, afirmou o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Yusril Ihza Mahendra, à AFP.

“O governo não quer impor mudanças abruptas, mas sim acompanhar o desenvolvimento social de cada comunidade passo a passo”, acrescentou. O porta‑voz da Anistia Internacional Indonésia, Haeril Halim, afirma que o governo “não tomou nenhuma medida para eliminar as práticas escravagistas”. ‘Ser independente’

“Um dia isso certamente mudará.” Por causa dos avanços da ciência, do conhecimento e da tecnologia, as pessoas das classes mais baixas perceberão que esse vínculo social não é mais adequado”, afirma o ex‑chefe distrital Gidion Mbilijora. M., o ata da aldeia de Napu que sofreu muito na infância, já sabia disso há muito tempo: “Eu vi o maramba, seu modo de vida.”

Pensei: ‘É tão fácil para eles nos darem ordens assim…’ Mas não me rebelei diretamente. Trilhei meu próprio caminho”, diz à AFP. Ele lutou “para ser independente”, explica.

Continua sendo escravizado pelo senhor que o maltratava, mas M. agora vive com a esposa e quatro filhos em uma casa desocupada que pertence ao maramba. Ele cultiva milho e mandioca em terras que o senhor empresta e cria galinhas e porcos.

“existem leis que nos protegem. Talvez o maramba entenda. Ele não nos incomoda tanto mais”, acrescenta.

Graças à venda de animais e às bolsas de estudo do governo, ele enviou dois filhos para a universidade. “Se tivermos conhecimento, somos livres”, afirma. “Digo aos meus filhos: ‘Não quero que vocês passem pelo que eu passei’.”

VÍDEOS: os mais assistidos do g1

Fonte: G1 Nacional

Cientistas da USP criam teste que detecta superbactéria em 6 horas e encurta o diagnóstico em até três dias

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Um paciente entra em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faz uma coleta de rotina para descobrir se carrega, no intestino, uma das bactérias mais temidas da medicina. Pelo método tradicional, a resposta leva de dois a três dias. Durante a espera, ele fica isolado por precaução —ocupa um leito reservado, consome aventais e luvas— antes que a equipe saiba se o cuidado extra é mesmo necessário.

E, se for portador, pode transmitir a bactéria em silêncio a outros pacientes vulneráveis nesse intervalo. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) desenvolveram e validaram uma estratégia que comprime essa espera para seis horas. O trabalho, reunido em quatro estudos publicados em três periódicos científicos internacionais, mostra que um teste rápido de baixo custo —parecido com os de farmácia para Covid-19 ou gravidez— consegue apontar quem carrega esses microrganismos e cortar até 60 horas do diagnóstico convencional.

A ressalva que os próprios autores fazem questão de sublinhar é que essa velocidade não se converte automaticamente em menos contágio. Agora no g1
As ‘superbactérias’ e por que assustam
As chamadas Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC) não são uma única bactéria, mas um grupo de micróbios intestinais comuns —como a Klebsiella pneumoniae e a Escherichia coli— que se tornaram resistentes aos carbapenêmicos, antibióticos reservados para as infecções mais graves. A Organização Mundial da Saúde (OMS) as classifica como ameaça de prioridade crítica à saúde humana.

Quando uma dessas bactérias deixa de apenas habitar o intestino e invade a corrente sanguínea, o pulmão ou o trato urinário de um paciente grave, as opções de tratamento encolhem. O resultado é um atraso no início da terapia eficaz, internações mais longas e um risco de morte que dispara. No Brasil, entre casos de sepse com confirmação laboratorial, infecções por ERC foram associadas a uma mortalidade de 63,8%, ante 33,4% nas sepses causadas por outras bactérias.

O infectologista Matias Chiarastelli Salomão, professor colaborador da FMUSP e um dos autores dos estudos, explica que a resistência bacteriana —somadas todas as bactérias resistentes— esteve associada a mais de 4,7 milhões de mortes no mundo em 2021, segundo estimativa da OMS. Nas infecções mais graves por ERC, como as da corrente sanguínea, a letalidade costuma variar de 30% a 50%, conforme o perfil do paciente e a rapidez do tratamento adequado. Colonizado não é o mesmo que infectado
Boa parte das pessoas que carregam a bactéria não apresenta sintoma algum —é o que a medicina chama de colonização.

O micróbio está presente, em geral no intestino, mas não provoca doença, e o paciente colonizado não precisa necessariamente de antibiótico. O quadro muda quando esse paciente está internado e, sobretudo, quando está gravemente doente, imunossuprimido ou depende de dispositivos invasivos, como cateter venoso, sonda urinária ou ventilação mecânica. Nessas condições, a mesma bactéria que apenas convivia com o organismo pode causar uma infecção.

E pode ainda passar de um paciente a outro —pelas mãos dos profissionais de saúde, por equipamentos ou pelo próprio ambiente hospitalar. É por isso que as UTIs testam quem chega. Como funciona o teste

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O método parte de uma amostra coletada por swab retal, uma haste semelhante a um cotonete. Em vez de esperar a bactéria crescer em uma cultura de laboratório, o que consome dias, a amostra é mergulhada em um caldo nutritivo por apenas seis horas. Depois, o material é aplicado diretamente no teste imunocromatográfico, que revela, por uma reação parecida com a dos testes de farmácia, se há produção das enzimas que destroem os antibióticos —as carbapenemases— e qual delas está presente.

Esse último dado tem peso operacional: saber que enzima o paciente carrega ajuda a equipe de controle de infecção a decidir se basta o isolamento ou se convém rastrear outros pacientes, sobretudo quando surge um tipo incomum na região. No Brasil, a enzima KPC responde pela ampla maioria dos casos. Para Salomão, é a combinação de rapidez, simplicidade e baixo custo que dá ao teste seu maior trunfo.

“Ele entrega a velocidade de um teste molecular caro por uma fração do preço e sem depender de máquinas complexas. Isso abre a porta para que qualquer hospital público ou laboratório com poucos recursos, no Brasil e no mundo, identifique portadores mais cedo, economize ao suspender isolamentos desnecessários e proteja quem está internado”, afirma. O que os estudos mostraram
A validação percorreu etapas.

Primeiro, em laboratório, o teste alcançou 100% de sensibilidade e especificidade para as cinco enzimas mais comuns quando as amostras foram incubadas por seis horas. Depois, aplicado a amostras reais de pacientes de UTI, o desempenho variou conforme a qualidade do material: a sensibilidade ficou em 65% no conjunto geral, mas subiu para cerca de 82% quando o swab trazia quantidade adequada de fezes —um lembrete de que a técnica de coleta influencia o resultado. O passo mais revelador veio quando os pesquisadores mediram o efeito da nova rotina dentro de duas UTIs.

O teste rápido derrubou o tempo até o diagnóstico e permitiu suspender mais cedo os isolamentos preventivos: a espera para retirar da precaução um paciente que não era portador caiu de 47 para 23 horas. Ainda assim, o número de pacientes que adquiriram a bactéria durante a internação não recuou de forma estatisticamente significativa. Salomão não lê o resultado como fracasso, e sim como um recorte do problema.

O teste faz uma parte do trabalho, não o trabalho inteiro. “O diagnóstico rápido cria uma janela para agir mais cedo. O benefício final, porém, depende da qualidade das medidas tomadas a partir daquele resultado”, diz.

Ele pondera que a nova estratégia manteve a mesma capacidade de controle do sistema de vigilância por cultura usado havia cerca de dez anos no hospital, só que entregando a resposta dois ou três dias antes —o que sugere que o teste pode substituir o método convencional em determinados cenários. Um quarto estudo, dedicado aos fatores de risco, ajuda a explicar por que identificar cedo não resolve tudo. A análise de 751 pacientes mostrou que a colonização já presente na chegada à UTI se associa a internações recentes e a transferências entre hospitais, enquanto a aquisição da bactéria durante a internação está ligada ao uso de antibióticos de amplo espectro, à sonda urinária e, principalmente, à pressão de colonização —a proporção de pacientes já colonizados na mesma unidade.

Onde essa pressão é alta, os autores observaram que as precauções de contato, isoladamente, podem não dar conta. Quem se beneficia e quanto custa
O maior ganho potencial está nos setores que reúnem pacientes de alto risco e nos quais uma transmissão tem consequências mais graves: UTIs, unidades de transplante, hematologia, oncologia e unidades de queimados, além de pacientes transferidos de outros serviços ou com histórico de colonização. O teste imunocromatográfico é mais simples e tende a custar bem menos que os moleculares, como o PCR —rápidos e precisos, mas caros e dependentes de equipamentos complexos, barreira que os torna inviáveis para boa parte da rede pública.

Nas contas dos pesquisadores, embora a cultura convencional seja o exame individualmente mais barato, o teste rápido reduz os dias de isolamento desnecessário e pode gerar economia semanal estimada entre 2,4 mil e 3,9 mil dólares a cada 100 leitos de UTI. Salomão vê espaço para a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo em hospitais com grande circulação dessas bactérias. O caminho, porém, não é automático: a tecnologia precisaria estar regularizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que pesa desempenho, benefício clínico, custo-efetividade e impacto no orçamento.

Só depois de eventual aprovação viriam o planejamento de compra, a distribuição e a capacitação dos laboratórios. A engrenagem maior
Na avaliação de Salomão, o teste age em um ponto sensível: encurtar o intervalo entre coletar a amostra, reconhecer o risco e tomar uma decisão. “É uma mudança incremental, mas com potencial de transformação quando bem incorporada à vigilância.

O teste isolado não elimina surtos — o que ele muda é a velocidade com que o hospital reconhece e responde a eles”, afirma. Essa velocidade, contudo, só vira proteção se estiver amarrada a outras medidas. “Nenhum teste controla a transmissão sozinho.

O resultado precisa estar ligado à higiene das mãos, às precauções de contato, à limpeza do ambiente, ao dimensionamento das equipes e ao uso racional de antibióticos”, diz o infectologista. O controle das superbactérias, resume, não cabe em uma única ferramenta —depende de combinar diagnóstico, prevenção, vigilância e melhores condições de assistência.

Fonte: G1 Nacional