Nova geração de escritores paraibanos ganha espaço e conquista novos leitores; conheça os autores
Celebrado em 25 de julho, o Dia do Escritor é uma homenagem a quem transforma histórias, memórias, sentimentos e reflexões em literatura. Mais do que recordar nomes consagrados, a data também abre espaço para destacar uma nova geração de escritores paraibanos que vem conquistando leitores, prêmios e reconhecimento nacional, mostrando que a produção literária da Paraíba vive um momento de renovação.
Instituído em 1960, o Dia do Escritor surgiu após o I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), por iniciativa de intelectuais como Jorge Amado e João Peregrino Júnior. Desde então, a data celebra o papel fundamental dos escritores na preservação da cultura, na formação de leitores e no fortalecimento da identidade brasileira.
Na Paraíba, uma nova safra de autores tem ampliado a visibilidade da literatura produzida no estado, explorando diferentes gêneros, como romance, poesia, fantasia, suspense, dramaturgia e contos.
Entre os destaques está Andrea Nunes, escritora pessoense e promotora de Justiça, que ganhou projeção com o romance policial Corpos Hackeados, obra que une investigação criminal e temas contemporâneos.
Natural de Campina Grande, Cibele Laurentino vem conquistando espaço com uma escrita marcada pela valorização da cultura nordestina. Seu romance Nobelina retrata o cotidiano da mulher do interior paraibano e reforça a identidade regional em sua narrativa.
Também de João Pessoa, Isabor Quintiere tornou-se referência entre os leitores de literatura fantástica. Seus contos transitam entre o horror e o realismo mágico, reunidos na premiada coletânea A Cor Humana.
Um dos principais nomes da literatura contemporânea paraibana é Marília Arnaud. Nascida em Campina Grande, a escritora acumula prêmios por romances, contos e crônicas, sendo reconhecida nacionalmente por obras como O pássaro secreto.
Já Tarcísio Pereira une literatura e teatro em uma produção que valoriza a cultura popular do Brejo paraibano, consolidando-se como um importante dramaturgo e escritor do estado.
Outro nome em evidência é Ricardo Oliveira, jornalista e escritor que transita entre os contos e os romances. Entre suas publicações estão Eu Te Filmei e Isso Não Fez de Mim um Cineasta e Verde Gás, romance distópico ambientado em João Pessoa.
A poesia também ganha força com Luiza Paiva, historiadora e professora que estreou na literatura com Herética, lançado em 2020, reunindo poemas que abordam identidade, memória e existência.
Natural de Patos e radicada em João Pessoa, Bianca Dantas construiu trajetória na poesia e em coletâneas literárias, como Ritos e Versos para o Fim do Mundo, conciliando a escrita com o jornalismo e a
Entre os jovens autores, Luan Barbosa vem chamando atenção pela produção de poemas, contos e autoficção. Em Cabrita da Peste, mistura experiências pessoais e elementos da cultura nordestina em uma narrativa contemporânea.
Já Jadna Alana, formada em Letras e natural de Campina Grande, alcançou projeção ao ser vencedora do Prêmio Kindle (2025) com a novela Se tu me quisesse, consolidando seu nome entre os novos talentos da literatura brasileira.
Além desses escritores, a cena literária paraibana segue revelando novos autores, como Ana Márcia Maciel, Annecy Venâncio, Marília Teles Cavalcante, Gilmar Leite Ferreira, Nadezhda Bezerra Batista, Robson Junior e Tiago Monteiro, que vêm ampliando a diversidade de temas e estilos presentes na produção do estado.
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Fonte: PolemicaPB
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