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Ministério da Saúde encaminha pedido para incorporação do cabotegravir injetável ao SUS

A pasta sanitária informou que, na semana que vem, protocolará à Conitec o requerimento que visa disponibilizar o cabotegravir, medicamento injetável para prevenção do HIV, no SUS.

O ministro Alexandre Padilha revelou a informação na Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, afirmando que o fabricante do fármaco trouxe ao governo uma proposta de preço que entende adequada, embora o valor final negociado não tenha sido divulgado.

Mesmo com a submissão da demanda, a disponibilização do remédio no SUS aguarda a avaliação da Conitec, que deverá analisar aspectos como eficácia, segurança, custo e repercussão financeira antes de formular uma recomendação ao Ministério da Saúde.

Hoje, a prevenção do HIV pelo SUS utiliza a profilaxia pré-exposição (PrEP) oral, baseada em comprimidos diários que assemelham-se à combinação de tenofovir e entricitabina.

O cabotegravir funciona como opção de longa ação: em vez de comprimidos cotidianos, ele é aplicado via injeção intramuscular nos glúteos, com duas doses iniciais separadas por quatro semanas e, subsequentemente, aplicações a cada oito semanas.

A substância recebeu aprovação da Anvisa em 2023, tendo anteriormente conseguido registro da FDA, nos Estados Unidos, em 2021, e contado com recomendação da OMS em 2022 para prevenir a infecção pelo HIV.

Investigações clínicas conduzidas em grupos de mulheres, homens que têm sexo com homens e pessoas trans, realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, indicaram que o cabotegravir é seguro e demonstrou eficácia 69% maior que a da PrEP oral diária.

Profissionais apontam que a principal benesse da nova tecnologia é tornar mais simples a adesão ao uso preventivo, ao eliminar a necessidade de ingestão diária e proporcionar proteção estendida contra o HIV.

O texto foi inicialmente divulgado em publicação especializada em saúde que noticia a proposta do Ministério da Saúde de incluir o medicamento injetável na prevenção do HIV pelo SUS.

Fonte: PolemicaPB

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