Denúncia: mulher relata erro em teste de toxicologia para CNH que resultou em corte de cabelo na Paraíba; assista ao vídeo
Uma mulher denunciou nas redes sociais que, ao realizar o exame toxicológico obrigatório para a emissão da CNH, teve parte da cabeça raspada durante a coleta, em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba, no sábado (11). A denúncia foi publicada por ela mesma em um vídeo nas redes sociais.
✅ Desde maio de 2024, quem busca a primeira carteira de motorista também deve apresentar resultado negativo no exame toxicológico, conforme a Senatran. No vídeo divulgado por Ana Karolina, ela relatou que, durante a coleta no laboratório de Sapé, foram retiradas duas mechas de cabelo consideráveis, uma do centro da cabeça e outra da lateral.
Ana Karolina afirmou que o procedimento gerou dor e abalou sua autoestima, e que a coleta deveria ocorrer apenas uma vez, porém, após a profissional indicar que o envelope destinado à amostra estava rasgado, foi necessária uma nova retirada de cabelo.
“Ela cortou meu cabelo duas vezes, quando eu deveria ter tido apenas uma retirada, e em quantidade menor.”
Ana Karolina contestou a necessidade de outra coleta de cabelo e sugeriu que fosse substituído apenas o envelope danificado; ela relatou que, diante da insistência da profissional, foi dito que a amostra poderia ser enviada mesmo com o pequeno rasgo no recipiente.
Ao retornar para casa, ela percebeu o tamanho da área onde o cabelo foi raspado e considerou a coleta desnecessária; no vídeo, afirmou sentir dor durante o exame, que segundo ela foi filmado, e disse que a profissional orientou a manter o cabelo preso para ocultar a região lesionada.
O laboratório reconheceu erro no procedimento, informando que a cabeça da cliente foi raspada duas vezes durante a coleta, conforme reprodução de imagens divulgadas no Instagram.
Em resposta à repercussão, o laboratório publicou nas redes sociais uma nota afirmando que realizou apuração interna, constatando falha no procedimento. A empresa declarou que o ocorrido não reflete seus valores de cuidado, respeito e acolhimento, e pediu desculpas, citando: “Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história.”
O laboratório disse ter contatado a paciente para prestar apoio após o ocorrido. Em publicação de segunda‑feira (13), a denunciante afirmou ter chegado a um acordo com a clínica, que se comprometeu a fornecer o suporte necessário, cobrir o tratamento capilar e o acompanhamento psicológico para mitigar os danos ocasionados.
Na publicação, ela declarou esperar que todas as cláusulas do acordo sejam observadas “com responsabilidade e respeito”. O laboratório ainda não respondeu ao pedido de comentário. O exame toxicológico tornou‑se obrigatório para a primeira habilitação.
O exame toxicológico passou a ser exigido para novos motoristas; antes restrito às categorias C, D e E, a medida agora se estende também às categorias A, B e AB, visando comprovar que o futuro condutor não utiliza substâncias psicoativas.
De acordo com a Senatran, a norma assegura que todos os novos condutores cadastrados no Renach apresentem exame negativo antes de receber a CNH, embora quem já possuía registro antes da data estabelecida não esteja sujeito à obrigatoriedade. Funcionamento do exame toxicológico
A mulher registrou as amostras coletadas no dia do exame, conforme reprodução divulgada no Instagram.
O teste de toxicologia para a emissão da CNH deve ser realizado apenas em laboratórios credenciados pela Senatran ou em postos de coleta vinculados a eles.
A coleta não pode ocorrer em locais não credenciados, como domicílios, empresas ou veículos móveis. Normalmente, a amostra é uma pequena mecha de cabelo próxima à raiz; quando a quantidade é insuficiente, podem ser usadas pelos do corpo ou, em casos especiais, unhas.
O procedimento prevê a coleta de duas amostras: uma para análise laboratorial e outra reservada para eventual contraprova, que o candidato pode solicitar para contestar o resultado. O laboratório dispõe de até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Renach. O exame tem validade de 90 dias e permite detectar o consumo de substâncias psicoativas nos três meses anteriores à coleta.
Laboratórios que realizam o exame devem obedecer às normas técnicas da Senatran e estão sujeitos à fiscalização dos órgãos de trânsito, podendo ser penalizados por descumprimento. O método permite identificar o consumo de drogas ao longo de aproximadamente 90 dias ou mais, sendo considerado um dos exames de maior alcance para detectar uso retrospectivo.
Entre as substâncias detectáveis estão maconha, cocaína, anfetaminas, ecstasy, LSD, heroína, morfina e outras. O exame também é usado em processos admissivos, investigações judiciais, acompanhamento de tratamentos contra dependência química e em situações de suspeita de intoxicação ou overdose. Vídeos mais assistidos no g1 Paraíba
Fonte: G1 PB
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