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Esposa mata influenciadora a tiros após denunciar o marido por pedofilia

A influenciadora Sara Duffey, de 43 anos, que usava o nome Sara Gilson nas redes, foi baleada pelo marido, Jeremiah Shawn Duffey, de 48 anos, depois que ela o denunciou por pedofilia em um vídeo postado nas redes sociais. O crime ocorreu na cidade de Collinsville, em Oklahoma, nos Estados Unidos, e causou comoção na região.

Entenda

Segundo relatos de autoridades, o homem disparou várias vezes contra a influenciadora e, em seguida, suicidou-se. Os dois foram encontrados mortos com ferimentos de bala na quinta‑feira (23/7), segundo as autoridades locais.

As acusações contra Jeremiah iniciaram-se após ele ser flagrado por um treinador de basquete juvenil beijando e acariciando uma menina de 15 anos. A jovem informou à mãe que recebeu mensagens de texto inadequadas do homem.

Acusações

Em 11 de julho, Sara publicou um vídeo no TikTok abordando as acusações contra o marido. Sentada numa cadeira, com semblante grave, ela escreveu na legenda: “Me preparando para o lançamento do documentário da Netflix sobre meu futuro ex‑marido, que acabei de descobrir ser pedófilo”.

Um mês antes, em 10 de junho, Sara Gilson já havia requerido uma medida protetiva contra o marido, alegando que ele possuía arma de fogo, proferia ameaças de suicídio e demonstrava comportamento preocupante. No mesmo dia, a mãe da suposta vítima de Jeremiah também protocolou pedido de proteção para afastar o homem da filha.

A polícia local continua a investigação, mas indicou que o homem teria matado a esposa antes de se matar. Os agentes foram até a residência do casal após vizinhos relatarem ter ouvido gritos e tiros por volta das 23h15.

Informações sobre o caso foram divulgadas por veículos de imprensa.

Um texto com o mesmo título foi divulgado em um site de notícias.

Fonte: Opipoco

Polícia Civil informa que acusado de homicídio em hotel de João Pessoa é menor de idade

O indivíduo que supostamente assassinou Washington Rodrigo, de 33 anos, corporal encontrado sem vida em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa, é menor de idade, conforme confirmado pela Polícia Civil na segunda‑feira (27).

Segundo a corporação, a Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa está à frente das investigações. O caso foi inicialmente encaminhado ao delegado Gustavo Carleto, que apenas recepcionou a ocorrência.

Não foram divulgados detalhes que identifiquem o adolescente, mas a TV Cabo Branco revelou que ele teria se registrado no hotel usando um nome falso.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima chegou ao estabelecimento por volta das 4h da manhã da sexta‑feira (24) e só foi encontrada morto à tarde. O corpo estava sobre a cama, com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano cobrindo a boca.

As primeiras constatações indicam que a vítima teria ido ao hotel para se encontrar com um hóspede, e o suspeito saiu do local sem deixar rastros.

Familiares de Washington Rodrigo, em entrevista à TV Cabo Branco, informaram que ele atuava como motorista autônomo e havia mencionado à mãe que realizaria uma corrida particular para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer.

O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para exame e, depois, liberado para velório e sepultamento em Bayeux, município onde residia.

Fonte: Jornal da Paraíba

O post Suspeito de matar homem em hotel em João Pessoa é menor de idade, aponta Polícia Civil apareceu primeiro em Polêmica Paraíba.

Fonte: PolemicaPB

Motocicleta perde controle e causa morte em São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba

Um homem morreu na noite de domingo (27) após perder o controle da motocicleta e cair na PB-391, em São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Militar, a vítima caiu e morreu no local, e foi identificada como Elias Dantas Braga, 29 anos.

Segundo a PM, ele era morador de Uiraúna. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para o incidente, porém, quando a equipe chegou, Elias já estava sem vida, e a perícia foi realizada no trecho onde o acidente ocorreu.

Depois dos procedimentos, o caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as causas do acidente. Agora no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Fonte: G1 PB

Vigilância registra assalto a depósito de bebidas em Sapé, PB

Câmeras de segurança registraram um assalto a um depósito de bebidas em Sapé, na Paraíba, no domingo (26). De acordo com a Polícia Militar, três suspeitos chegaram ao local usando capacetes e armados. Veja o vídeo acima.


Os suspeitos entraram pelo portão do depósito no térreo, renderam o comerciante e um cliente, amarraram as mãos das vítimas, colocaram mordaças e fecharam o estabelecimento. As gravações de câmeras de segurança comprovam o assalto ao depósito de bebidas na Paraíba.
Reprodução / Polícia Civil da Paraíba

As imagens do circuito de segurança registraram parte da ação. Os vídeos exibem os criminosos saqueando o caixa do depósito durante o assalto.

Segundo a PM, após imobilizar as vítimas, os homens subiram ao primeiro andar do imóvel, onde está a residência do proprietário, e roubaram R$ 35 mil que estavam armazenados. Além do dinheiro, os assaltantes levaram garrafas de uísque antes de fugir.

A Polícia Civil investiga o caso para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos suspeitos havia sido preso. Vídeo mais assistido

Fonte: G1 PB

Menor de idade é apontado como responsável por homicídio em hotel da orla de João Pessoa

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito que matou Washington Rodrigo, de 33 anos, e foi encontrado morto em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa, possui menos de 18 anos.

A Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa está à frente das investigações, conforme informado pela corporação.

O delegado Gustavo Carleto foi o primeiro a atender à ocorrência, porém não divulgou detalhes adicionais sobre a identidade do menor.

Segundo a apuração, o indivíduo teria se registrado no hotel utilizando um nome falso.

O corpo da vítima foi encontrado por volta das 15h da sexta‑feira (24), depois de ter entrado no hotel por volta das 4h da manhã da mesma data, de acordo com as informações coletadas.

O cadáver estava sobre a cama, com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano cobrindo a boca.

As primeiras constatações indicam que a vítima dirigiu-se ao hotel para encontro com um hóspede, enquanto o suspeito saiu do local sem deixar rastros.

Familiares de Washington Rodrigo disseram que ele trabalhava como motorista autônomo e havia relatado à mãe que realizaria uma corrida particular para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer.

O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica para exame e, posteriormente, liberado para velório e sepultamento em Bayeux, município onde residia.

Fonte: G1 PB

Como o K-pop abriu caminho na sufocante ditadura da Coreia do Norte, onde 'só pode haver um ídolo: Kim Jong-un'

O álbum mais recente da banda de K-pop BTS foi lançado este ano e se chama ARIRANG
HYBE/Big Hit Music via BBC
Em um sábado ensolarado de junho, Lee Yeon-su tirou o dia de folga no trabalho e pegou um trem de Seul para Busan para assistir a mais um show da super banda pop BTS. Era a terceira vez em três meses. Em março, ela esteve entre a multidão que lotava o centro de Seul quando o septeto fez seu retorno, mas o palco estava longe demais.

Em abril, no primeiro dia da turnê mundial, choveu torrencialmente, abafando as vozes dos cantores. Mas, desta vez, em Busan, foi “incrível”. “Toda vez que vou a um show do BTS, percebo como sou feliz por poder admirá-los e apoiá-los por decisão própria”, diz Yeon-su, que não é seu nome verdadeiro.

“Isso teria sido inimaginável na Coreia do Norte.”
Agora no g1
Foi lá que ela nasceu, no chamado “Reino Eremita”, logo ao norte da fronteira fortemente vigiada com a Coreia do Sul. O mundo exterior estava fora de seu alcance, isolado por um regime baseado no medo, na vigilância e na lealdade. “Você precisava ser selecionada para participar dos eventos e, se não fosse, tinha que ficar em casa com as cortinas fechadas.”
Agora, na Coreia do Sul, ela pode decidir para quem torcer e como fazer isso.

Em Busan, ao lado de uma enorme multidão de fãs, gritou, pulou e cantou com toda a força, especialmente durante suas músicas favoritas: a enérgica Fire e o sucesso de hip-hop Mic Drop. Ao crescer em uma família militar, Yeon-su aprendeu que o Sul era o inimigo. Quando conseguiu escapar, tentou se manter afastada da cultura sul-coreana.

Mas a música encontrou seu caminho até sua vida. Yeon-su nasceu na Coreia do Norte, onde só assistia a shows se fosse “selecionada”
Lee Yeon-Su via BBC
Ela conseguiu deixar seu país natal em 2011, antes da estreia do BTS e antes de o K-pop se tornar um fenômeno mundial. Hoje, até mesmo ouvir música ou assistir a programas do Sul é um crime que pode levar as pessoas à prisão ou a algo pior na Coreia do Norte.

Alguns, como Yeon-su, dizem que nunca tinham ouvido música sul-coreana até cruzarem a fronteira. Quando isso aconteceu, descobriram todo um mundo de liberdade e diversão, o que os ajudou a se adaptar a uma vida nova e estranha que agora lhes pertencia completamente. Mas outros desertores dizem à BBC que, apesar das restrições, o K-pop abriu caminho na sufocante ditadura de Kim Jong-un.

Eles afirmam que costumavam ouvir músicas em segredo, muitas vezes sem saber quem eram os artistas, mas se apegando às letras misteriosas e cheias de esperança. Alguns chegaram até a assistir a apresentações de K-pop, surpreendidos com os ídolos de cabelo azul e maquiados: “Por que os homens são assim?”. “A Coreia do Norte é um lugar onde todo o sistema foi concebido para que só possa haver uma celebridade, um ídolo: Kim Jong-un”, diz Hannah Oh, uma desertora de 25 anos.

Mas acontece que os norte-coreanos descobriram outros ídolos, como BTS e Blackpink e, antes deles, Girls’ Generation, Teen Top e 2PM. O nome coreano do BTS, Bangtan Sonyeondan, chegou até a se tornar parte da linguagem cotidiana no Norte, segundo um desertor: “As pessoas dizem coisas como: ‘Você experimentou um colete Bangtan?’ ou ‘Você colocou uma mochila Bangtan?'”. Yeon-su, que aparece aqui em uma foto tirada em um café temático do BTS em Seul, nunca tinha ouvido música sul-coreana antes de deixar seu país
BBC
‘Coreanos como nós, mas diferentes’
Para Kang Gyu-ri, que fugiu da Coreia do Norte em 2023, há um sucesso do BTS que se destaca acima dos demais: Dynamite.

O BTS bateu recordes de reproduções em plataformas de streaming quando lançou Dynamite em 2020, uma música com influências da disco music que, segundo o grupo, pretendia animar um mundo exausto pela pandemia de covid. A canção chegou até aos ouvidos dos norte-coreanos, apesar de ser o primeiro single do grupo inteiramente em inglês. “Eu não entendia a letra, mas a melodia era tão boa que fazia você se emocionar.

Todo mundo acompanhava”, conta Gyu-ri, de 26 anos. Na época, ela morava em Kyongsong, um condado costeiro no norte do país, onde as famílias conseguiam captar com uma antena os sinais de televisão que chegavam do outro lado do mar. Quando a recepção era boa, assistiam a programas de fim de semana nos quais ídolos do K-pop competiam, com seus cabelos coloridos e coreografias impecáveis.

“Tudo era impressionante. Eu pensava que eram coreanos como nós, mas tinham uma aparência muito diferente.”
O rap também era uma novidade. “No começo pensei: ‘Isso sequer é uma música?’.

Mas eles pareciam tão legais dançando enquanto faziam rap que os meninos começaram a imitá-los.”
Aprender o passo de dança mais característico de uma música virou moda entre os adolescentes, explica ela. Quem gostava de dançar se inspirava no BTS e, antes deles, no Teen Top, um grupo muito popular na década de 2010 por suas músicas de electropop dançante. Enquanto fala, Gyu-ri pega o celular e procura um antigo vídeo no YouTube em que o Teen Top interpreta No More Perfume on You.

“Assim”, diz, rindo, enquanto imita o gesto característico de borrifar perfume da coreografia. “Muito rapidamente, todos os meninos ao meu redor faziam isso. Era muito divertido.

Depois que você via, não conseguia esquecer.”
Como ouviam tantas músicas em segredo, Gyu-ri não consegue lembrar os títulos. Ela ouviu Girls’ Generation, o maior e mais icônico grupo feminino da Coreia do Sul, e mais tarde tornou-se admiradora de Jennie, integrante do Blackpink: “É difícil explicar, mas há algo muito decidido e poderoso na música dela.”
Ela diz que não consegue compará-la às músicas norte-coreanas, que “era como se batessem nos meus ouvidos. A maioria das músicas que ouvi enquanto crescia falava sobre a revolução ou a política.

Tínhamos que manter as transmissões estatais ligadas, até dentro de casa.”
Gyu-ri descobria rapidamente quais eram as músicas populares porque muitas vezes as via na televisão. Mas muitos norte-coreanos usavam aparelhos de MP3 ou pequenos cartões SD. A música se espalhava com mais facilidade do que os dramas, embora lentamente.

Em meados e no fim da década de 2010, enquanto o K-pop se expandia pelo mundo, músicas novas conviviam com baladas de épocas anteriores nos cartões SD que circulavam pela Coreia do Norte. Os nomes dos arquivos costumavam estar corrompidos, por isso Hannah Oh raramente sabia o título, o cantor ou a data de lançamento. “Saber disso não teria significado nada para mim naquela época.

Então eu prestava mais atenção à letra”, diz a jovem de 25 anos, que desertou em 2019. Houve uma música que realmente ficou gravada em sua memória. Ela a ouviu repetidas vezes, anotando cada palavra em coreano.

Anos depois, ao chegar ao Sul, descobriu que se tratava de It’s Not Too Late, do Green Zone, ou Noksaek Jidae, uma popular dupla masculina da década de 1990, quando as baladas românticas dominavam as paradas da música coreana. “Era toda em coreano, então era muito mais fácil de entender do que o K-pop que eu ouvia”, diz. “Foi a primeira vez que pensei: ‘É assim que as pessoas expressam o amor’.”
A música do Teen Top sobre o relacionamento amoroso de um homem com uma mulher mais velha foi um sucesso entre os jovens norte-coreanos
Getty Images via BBC
Uma janela para o mundo exterior
Ouvir música sul-coreana sempre foi arriscado.

Quando era adolescente, Hannah carregava dois cartões SD. “Um tinha música sul-coreana. O outro era um cartão vazio que eu podia entregar se fosse descoberta.”
Sempre que estudantes eram flagrados assistindo a conteúdos sul-coreanos, as escolas de toda a cidade se reuniam para realizar “sessões públicas de crítica”, conta Hannah.

“Eles anunciavam exatamente quais vídeos sul-coreanos aquela pessoa tinha assistido e declaravam publicamente que ela seria enviada para um centro de detenção para menores. Era uma forma de mostrar aos outros o que aconteceria se fossem descobertos.”
E, ainda assim, Hannah continuou ouvindo música e assistindo a esse tipo de conteúdo: “Depois que você conhece esse mundo, é difícil desviar o olhar.”
Manter os norte-coreanos isolados do mundo exterior sempre foi um elemento central para a sobrevivência da família Kim. Sua propaganda transmite uma única mensagem: o regime norte-coreano se destaca em tudo, da economia às artes, de modo que nada pode superar a vida sob a liderança dos Kim.

Qualquer indício de que a liberdade espera do outro lado da fronteira sul é perigoso. Agora que a cultura popular sul-coreana se tornou um gigante do soft power, Kim Jong-un endureceu ainda mais a repressão. Em 2022, três adolescentes teriam sido executados em público por distribuir conteúdos sul-coreanos.

Segundo desertores norte-coreanos, o nome do grupo BTS faz parte da linguagem codificada do cotidiano na Coreia do Norte
Big Hit / BTS via BBC
Ainda assim, uma pesquisa de 2023 revelou que 98% dos desertores afirmaram ter assistido a dramas ou filmes sul-coreanos quando viviam na Coreia do Norte. Cerca de 80% disseram que isso despertou sua curiosidade pelo Sul e influenciou hábitos, como a forma de falar e de se vestir. Hannah acredita que é exatamente isso que o regime teme.

“Algumas pessoas começam a usar saias mais curtas ou a pintar o cabelo. Quando as pessoas começam a se expressar, isso afeta um sistema em que todos deveriam pensar e agir da mesma maneira.”
Foi isso que aconteceu com Gyu-ri. Ela diz que não deixou a Coreia do Norte porque a vida fosse difícil.

Na verdade, foi o contato com a música e a televisão sul-coreanas que tornou impossível ignorar o contraste. “Eu não suportava: assistia à televisão e depois saía para a rua”, onde agentes de vigilância observavam as pessoas em busca de sinais de influência estrangeira. Gyu-ri diz que houve uma época em que conhecer conteúdos sul-coreanos era motivo de orgulho.

“Isso fazia você parecer um pouco moderno. As pessoas diziam: ‘Eles sabem se divertir’. Mas, depois que as leis ficaram mais rígidas, as pessoas passaram a ser muito mais cautelosas.”
Primeiro, ela ficava sabendo de que alguém havia sido preso, conta.

Depois chegavam notícias de execuções. Ela acrescenta que essas informações eram divulgadas deliberadamente como advertência. “Ouvi dizer que dois rapazes que eu conhecia foram executados.

Um tinha mais ou menos a minha idade e o outro era mais novo, tinha cerca de 19 anos.”
Gyu-ri observa músicas que são proibidas em seu país, mas que enchem as prateleiras da Coreia do Sul
BBC
Mas isso não fez com que as pessoas deixassem de consumir esses conteúdos proibidos, continua ela. “Era o nosso balão de oxigênio, a nossa janela para o mundo exterior. As pessoas arriscam a vida por isso porque isso lhes dá a esperança necessária para aguentar mais um dia.”
Esse é um risco que os norte-coreanos assumem há anos.

“Sabe por que as pessoas que conheci na prisão estavam lá? Porque tinham sido flagradas assistindo a dramas sul-coreanos ou ajudando alguém a escapar para a Coreia do Sul”, diz Yeon-su, que desertou na década de 2000. Na primeira tentativa, ela acabou na prisão depois que as autoridades chinesas a prenderam quando atravessava a fronteira para fugir e a devolveram à força para a Coreia do Norte.

Até mesmo na prisão, conta ela, uma música sul-coreana lhe deu forças para seguir em frente. “Levante-se. Não deixe que o derrubem”, cantava repetidamente em voz baixa.

“Eu pensava: preciso sobreviver. Preciso chegar à Coreia do Sul.”
‘A coragem para parar de fugir’
E ela conseguiu. Mas adaptar-se à vida na Coreia do Sul não foi fácil.

Nas entrevistas de emprego, os empregadores perguntavam se ela era norte-coreana ou uma coreana de origem chinesa. Ela diz que, depois disso, raramente voltavam a entrar em contato. Então, um dia, ela encontrou um vídeo do BTS interpretando Idol, o sucesso enérgico lançado em 2018, e ficou fascinada.

Entrou para a comunidade de fãs do grupo, conhecida como ARMY, participou de encontros, abriu uma conta de fã, votou em concursos de K-pop e passou a publicar conteúdo regularmente. Mas a maior mudança foi deixar de sentir a necessidade de esconder de onde vinha. “Quando contei aos meus amigos mais próximos da ARMY que eu era da Coreia do Norte, ninguém me tratou de forma diferente.

Assim como havia fãs do Brasil ou do Japão, eu era da Coreia do Norte.”
Pela primeira vez, ela sentiu que pertencia à Coreia do Sul, e a música foi mudando aos poucos a forma como ela via a si mesma. A trilogia de álbuns Love Yourself, do BTS, centrada na aceitação e na cura, juntamente com o apelo de RM, líder do grupo, para “nos usar, usar o BTS para amar a si mesmo”, conectou-se com milhões de pessoas em todo o mundo, entre elas Yeon-su. Houve uma música em especial, Answer: Love Myself, interpretada por seu integrante favorito, Jimin, que a emocionou profundamente: “Por que você continua tentando se esconder atrás da sua máscara?

Até as cicatrizes deixadas pelos erros fazem parte da minha constelação.”
“Encontrei a coragem para parar de fugir e enfrentar essa parte de mim mesma”, diz Yeon-su. “À medida que fui me compreendendo melhor, descobri que tinha mais espaço no coração para aceitar os outros.”
Hana Kang, que chegou à Coreia do Sul há 20 anos, diz que se tornou fã do BTS porque foi atraída por algo que nunca conheceu na Coreia do Norte: a liberdade de expressar o que se sente. A música que mais a emocionou foi Spring Day, lançada em 2017, uma canção melancólica, mas esperançosa, sobre separação e saudade.

Ela a fazia lembrar de sua cidade natal e da família que deixou para trás na Coreia do Norte. “Eu sentia saudades deles e, cada vez mais, parecia que pertenciam a outro mundo.”
Hana e Yeon-su descobriram o BTS enquanto o grupo alcançava fama mundial, mas ambas sentiram afinidade com seus integrantes ao conhecerem as dificuldades que haviam enfrentado, algo sobre o qual o grupo falava e cantava com franqueza. Para Yeon-su, apoiar o BTS era uma forma de “dar força a si mesma”.

Para Hana, o grupo tornou-se um espelho: “Ao vê-los, eu pensava: ‘Se eles conseguem continuar se esforçando assim, talvez eu também consiga’.”
A situação é diferente para os desertores que chegaram nos últimos anos. Eles chegam em uma época em que a música coreana é uma potência mundial e o BTS é seu maior símbolo. Além disso, têm muito mais opções à disposição.

Hannah Oh, que chegou em 2019, conta que imaginava passar boa parte do tempo colocando em dia as músicas e os dramas que antes assistia em segredo. Em vez disso, deparou-se com algo novo: a possibilidade de escolher. “Havia muitas outras coisas que eu podia fazer”, diz.

“De certa forma, agora vivo no tipo de mundo que antes só via nos dramas.”

Fonte: G1 Nacional

Viagens, favores e suspeitas de propinas: os bastidores da relação entre coronéis da PM e integrantes do PCC

“Podemos ir para Campos do Jordão, na Colônia dos Oficiais”, diz um coronel da PM a um suposto integrante do PCC. Mensagens obtidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Ministério Público de São Paulo revelam uma série de contatos entre oficiais da Polícia Militar, incluindo coronéis da reserva, e investigados por suposta atuação em esquemas ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As conversas incluem convites para viagens, hospedagens em colônias de férias da corporação, pedidos de favores e indícios de pagamentos de propina, segundo os investigadores.

O material foi encontrado pela Polícia Federal durante uma investigação sobre doleiros. Ao identificar possíveis vínculos entre policiais e suspeitos ligados à facção criminosa, a PF encaminhou as informações ao Ministério Público paulista, que aprofundou as apurações. No centro da investigação está o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, aposentado da PM desde 2019.

De acordo com o relatório do MP, ele mantinha contato frequente com Cleber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, investigados por envolvimento com o PCC. Os promotores afirmam que o oficial seria um “grande amigo” dos dois e apontam indícios de que ele atuava para facilitar o acesso do grupo a integrantes da corporação. Viagens, favores e suspeitas de propinas: os bastidores da relação entre coronéis da PM e integrantes do PCC
Reprodução/TV Globo
Convites para colônias de férias
Uma das conversas analisadas ocorreu em setembro de 2020, em um grupo de mensagens chamado “Viajar Gente Linda”.

Nela, o coronel convida participantes para uma estadia na colônia de férias de oficiais da PM em Campos do Jordão. O convite foi aceito por Cleber Azevedo dos Santos, que, segundo a investigação, já era alvo de apurações por suspeita de ligação com a facção criminosa. Dois anos depois, em setembro de 2022, novas mensagens mostram conversas entre Pereira Martins e Robson Martins de Souza sobre uma reserva na colônia de férias de Boraceia, no litoral paulista.

Segundo o MP, os diálogos reforçam a proximidade entre os investigados e o oficial da reserva. Em mensagem, coronel convida participantes para uma estadia na colônia de férias de oficiais da PM
Reprodução/TV Globo
Indícios de influência dentro da corporação
Em outra conversa, de 2023, Cleber envia ao coronel a foto de um oficial da PM e pergunta se ele o conhecia. Pereira Martins responde que o policial era seu amigo e se oferece para fazer contato diretamente.

Para os investigadores, a mensagem reforça a suspeita de que o coronel utilizava sua rede de relacionamentos na corporação em benefício do grupo investigado. Ainda segundo a apuração, Cleber é apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema, mantendo contato tanto com integrantes da cúpula do PCC quanto com policiais militares. Já Robson seria responsável pela articulação de pagamentos de propina a agentes públicos.

Ambos foram presos nesta semana em operação das autoridades. Dinheiro e suspeita de propina
Uma das mensagens consideradas mais relevantes pelos investigadores foi registrada em outubro de 2022. Após uma conversa sobre coronéis da PM, um integrante do grupo envia a foto de uma sacola com dinheiro e informa o valor de R$ 270 mil.

A Polícia Federal avalia a hipótese de que os recursos pudessem ser destinados ao coronel Pereira Martins e ao coronel José Augusto Coutinho. A investigação também aponta que parte dos recursos teria origem em um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia comerciantes da região do Brás, na capital paulista. Segundo o MP, valores provenientes do tráfico de drogas, operações com criptomoedas e golpes seriam transferidos por meios digitais e posteriormente sacados em espécie para dar aparência de legalidade aos recursos.

Suspeito informa sobre foto de uma sacola com dinheiro e valor de R$ 270 mil
Reprodução/TV Globo
Coronel Coutinho também é citado
O coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo e ex-comandante da Rota, também aparece nas investigações. Em mensagens analisadas pela PF, suspeitos fazem referências ao oficial. Os investigadores apontam ainda uma possível ligação entre Coutinho e um doleiro conhecido como Amin, atualmente foragido.

A defesa de Coutinho afirmou que as menções ao coronel são “meramente incidentais e indiretas” e que não há atribuição de qualquer conduta ilícita ao oficial. Segundo os advogados, a inocência dele será comprovada ao longo das investigações. Além do caso atual, Coutinho já era investigado pela Corregedoria da PM em outros procedimentos relacionados ao PCC.

Um deles apura a suspeita de que policiais tenham prestado segurança privada a uma empresa de ônibus ligada à facção. Outro investiga um possível vazamento de informações que teria permitido a fuga de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa fora dos presídios. Coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, é citado em investigação que apura relação de agentes com integrantes do PCC
Reprodução/TV Globo
Polícia Civil também é mencionada
As conversas analisadas pelos investigadores incluem ainda referências a supostos pagamentos a policiais civis.

Em uma troca de mensagens, Robson pede dinheiro vivo para realizar pagamentos relacionados a delegacias identificadas por números. Em outra conversa, Cleber menciona a necessidade de obter R$ 100 mil para pagar policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Há também um áudio de 2022 em que ele relata a cobrança de R$ 300 mil envolvendo uma investigação contra Robson.

conversas analisadas pelos investigadores incluem ainda referências a supostos pagamentos a policiais civis
Reprodução/TV Globo
O que dizem os investigados
A defesa de Cleber Azevedo dos Santos afirmou que ele nunca atuou como operador financeiro do PCC e negou qualquer envolvimento dos policiais citados com suas empresas ou influência na resolução de problemas empresariais. O advogado de Robson Martins de Souza não respondeu aos contatos feitos pela reportagem. O Ministério Público informou que a investigação sobre os policiais continua em andamento e que não comentará o caso neste momento.

Já a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que as corregedorias das polícias Militar e Civil adotaram providências para apurar os fatos e que eventuais responsabilidades serão investigadas com rigor. O coronel Luiz Carlos Pereira Martins não respondeu aos contatos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico
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Fonte: G1 Nacional

'Não encontramos justificativa': hospital comenta caso de bebê dado como morto que voltou a apresentar sinais vitais

Pais do bebê Noah relatam emoção de encontrar filho vivo após cinco horas de luto
O caso do bebê Noah, que foi declarado morto após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias e acabou sendo encontrado vivo por funcionários de uma funerária horas depois, ainda intriga médicos. Em entrevista ao Fantástico, o diretor médico da Santa Casa onde Noah estava internado, Marco Aurélio Mestrinel, afirmou que, do ponto de vista da medicina, a equipe seguiu todos os protocolos antes de declarar a morte do bebê. “Essa criança ficou em reabilitação por mais de 40 minutos.

Todos os aparelhos evidenciavam morte da criança. E, depois disso, ainda faz-se a constatação clínica”, disse. Questionado sobre como explica o caso, o médico foi direto.

“A gente não encontrou nenhuma justificativa do que pode ter acontecido.”
Segundo Mestrinel, o hospital realizou uma investigação administrativa e o caso também está sendo analisado pela comissão de ética da instituição. “Já foi investigado administrativamente, agora está sendo investigado pela comissão de ética. Até o momento, a gente não tem nenhuma correção para ser feita”, afirmou.

Médicos tentam explicar caso de bebê dado como morto que voltou a respirar
Reprodução/TV Globo
O que dizem especialistas? Para tentar entender o episódio, o Fantástico também ouviu especialistas que não participaram diretamente do atendimento de Noah. O gerente médico do Hospital Infantil Sabará, Nelson Rorigoshi, explicou que casos semelhantes são extremamente raros e que, quando ocorrem, costumam envolver adultos ou idosos.

“Isso é muito raro no mundo inteiro. Tem uma revisão que foi feita em 2020. Conseguiram pegar 65 casos.

A grande maioria é adulto e idoso. A criança já fica fora da curva”, disse. Segundo o especialista, uma das hipóteses discutidas na literatura médica é a chamada síndrome de Lázaro, nome dado ao retorno espontâneo da circulação após a interrupção das tentativas de reanimação.

“Eles falam em síndrome de Lázaro, relembrando episódios bíblicos que Jesus fez Lázaro ressuscitar. É uma tentativa de explicação baseada em dados fisiológicos, para não aceitar a teoria de que é algo miraculoso”, explicou. Apesar disso, Rorigoshi destaca que o caso de Noah foge do padrão observado nesses episódios.

“Normalmente são minutos. Mais ou menos 70% das pessoas que retornam, retornam até cinco minutos. E o restante retorna em até dez minutos.

Olha só como o caso dessa criança é excepcional. A gente está falando de horas”, afirmou. Dois dias depois de ser encontrado respirando no necrotério da Santa Casa, Noah foi transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru, especializado em doenças genéticas e anomalias congênitas.

O bebê segue internado, entubado e sem previsão de alta. Segundo os pais, ele apresenta evolução clínica e continua sendo acompanhado pela equipe médica. Noah com os pais
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Nacional

Dupla em motocicleta mata jovem de 21 anos a tiros em Pedras de Fogo

Na noite de sábado (25), um jovem de 21 anos recebeu tiros e morreu em Pedras de Fogo; a Polícia Militar identificou a vítima como Ryan Adriano dos Santos Abreu.

O crime aconteceu na Rua 1º de Janeiro, no centro da cidade.

De acordo com a PM, o rapaz caminhava quando dois indivíduos chegaram em uma motocicleta e dispararam contra ele, resultando em sua morte no local. Até o momento, os autores ainda não foram identificados nem capturados. A Polícia Civil investiga o caso. Confira os vídeos mais assistidos da Paraíba.

Fonte: G1 PB

Paraíba registra a menor taxa de crimes de estelionato entre todos os estados brasileiros

Os registros apontam que, entre 2024 e 2025, a Paraíba apresentou a menor taxa de crimes de estelionato do país, com aproximadamente 250 ocorrências para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional alcançou 1.059,43 casos por 100 mil habitantes.

O delito de estelionato, previsto no Código Penal, ocorre quando alguém engana a vítima para obter vantagem ilícita, gerando prejuízo financeiro, e inclui tanto fraudes presenciais quanto digitais.

O furto de aparelhos móveis na Paraíba subiu 51% entre 2024 e 2025, passando de 3.174 para 4.799 ocorrências, o que representa 1.625 casos a mais em um ano. A taxa grew from 76 para 115 incidentes por 100 mil habitantes. Somente o Rio de Janeiro superou a Paraíba no crescimento do indicador que soma roubos e furtos de celulares em 2025, registrando 22% de aumento, enquanto a Paraíba teve 21%; todos os demais estados registraram queda.

Os roubos de celulares caíram 23,3% em 2025, caindo de 2.082 para 1.598 casos, e a taxa diminuiu de 50,2 para 38,4 por 100 mil habitantes. No total, o estado contabilizou 6.397 ocorrências de roubo e furto de celulares no período.

Entre os principais achados do levantamento de 2025 estão: o número de feminicídios atingiu recorde, com quatro mulheres mortas por dia em média; o total de homicídios registrou o menor valor desde 2012, totalizando 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024; a taxa de mortes violentas chegou a 19,1 por 100 mil, o menor número da série histórica; índices de violência contra a mulher avançaram, como violência psicológica (+17%), stalking (+30%), descumprimento de medida protetiva (+17%) e ameaças (+0,5%); e houve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado. Maranguape (CE) lidera o ranking de violência por 2º ano consecutivo, sendo o único município a ultrapassar 100 mortes violentas por 100 mil habitantes; Santa Catarina tem a menor taxa de mortes violentas, 7,6 por 100 mil, superando São Paulo que mantinha a posição desde 2014; óbitos de policiais subiram 5%, enquanto mortes de policiais caíram 3%; produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil aumentou 25%; bullying e cyberbullying entre jovens cresceram mais de 60% após a criação de crime específico em 2024; número de adolescentes em medida socioeducativa caiu 54% nos últimos nove anos, totalizando 12,2 mil jovens, maioria meninos (93%), negros (74%) e com idades entre 16 e 18 anos (76%).

As ocorrências mais frequentes são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%); o número de presos cresceu 6%, atingindo 964 mil, e a projeção indica que o país pode chegar a 1 milhão de presos até 2027; existem 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a portar armas, das quais 1 milhão têm licença CAC e 1,6 milhão de armas cadastradas, sendo três em cada dez com registro vencido.

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Fonte: G1 PB