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Operação Opera Paraíba atende cerca de 4 mil pacientes com varizes em apenas sete dias

FOTO REPRODUÇAO

A força‑tarefa do Opera Paraíba realizou aproximadamente quatro mil consultas para varizes em uma semana, ampliando o acesso da população a procedimentos especializados do SUS.

Na ação, os pacientes foram submetidos a consulta médica, exame Doppler e, se necessário, à ecoescleroterapia com espuma, técnica minimamente invasiva para varizes. O procedimento é ágil, seguro e reduz sintomas como dor, inchaço, sensação de peso e cansaço nas pernas.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a iniciativa integra as ações do Opera Paraíba para ampliar a oferta de procedimentos especializados. O secretário Ari Reis ressaltou que o programa executa cerca de 10 mil intervenções cirúrgicas mensalmente em todo o estado e que o mutirão de varizes reforça o compromisso de diminuir a demanda reprimida na rede pública.

Os atendimentos ocorreram em hospitais da rede estadual, com pacientes encaminhados pelo Sistema de Regulação (Sisreg) após avaliação nas Unidades de Saúde da Família (USFs). O propósito é proporcionar mais agilidade no tratamento e melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com dores e limitações provocadas pelas varizes.

PARAÍBA DA GENTE

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Fonte: Opipoco

Município de São Sebastião do Umbuzeiro lança palestra sobre cultura empreendedora em parceria com a Secretaria de Educação e o Sebrae

A Secretaria Municipal de Educação de São Sebastião do Umbuzeiro, em parceria com o SEBRAE, promoverá nesta segunda‑feira (28) a palestra “Cultura Empreendedora na Escola”, direcionada a pais, estudantes, docentes, gestores escolares e toda a comunidade escolar.

O propósito da ação é proporcionar um espaço de aprendizado e reflexão acerca da relevância do empreendedorismo no contexto escolar, evidenciando como essa temática contribui para o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida, reforça o protagonismo dos estudantes e prepara crianças e adolescentes para os desafios futuros.

Segundo os organizadores, o encontro visa estimular uma cultura de inovação, criatividade e responsabilidade, mostrando que a educação empreendedora ultrapassa a mera criação de empreendimentos, ao fomentar competências essenciais para a formação cidadã e profissional dos alunos.

A programação acontecerá no próprio município de São Sebastião do Umbuzeiro, com duas sessões no mesmo dia: uma às 10h da manhã e outra às 13h no período da tarde.

A Secretaria Municipal de Educação reforça o convite a toda a comunidade escolar para participar da palestra e prestigiar esse momento de troca de conhecimentos e fortalecimento da educação no município.

Focando Paraíba

O post São Sebastião do Umbuzeiro investe na formação empreendedora com ação da Secretaria de Educação e Sebrae.

Fonte: Opipoco

Justiça impede novas obras no condomínio de luxo da Praia de Lucena

A magistrada Juliana Duarte Maroja, da 2ª Vara Mista de Cabedelo, determinou a suspensão imediata de quaisquer novas obras, ampliações, reformas, movimentação de solo ou supressão de vegetação no Condomínio Victory Marine Residence (formado por 162 bangalôs na Praia do Holandês, em Lucena) sem autorização dos órgãos competentes, bem como proibiu o descarte inadequado de esgoto ou efluentes no solo, no lençol freático, no mangue ou na rede pluvial.

A decisão foi proferida em resposta a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público da Paraíba, que afirma que o condomínio desenvolve suas atividades há mais de três anos sem possuir a Licença de Operação da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA).

O documento indica que, embora tenham sido aplicadas diversas autuações e embargos da SUDEMA entre 2022 e 2026, o procedimento de regularização foi encerrado por falta de manifestação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), exigida porque o local trata‑se de ocupação em faixa de terreno de marinha.

“O perigo de dano decorre da vulnerabilidade ambiental da área na Praia do Holandês, em Lucena/PB, caracterizada por lençol freático elevado e proximidade de ecossistema de mangue, onde efluentes sanitários são lançados via fossas sépticas e sumidouros sem laudo técnico pericial conclusivo prestado pela autoridade competente”, disse a magistrada.

Na avaliação do pedido liminar apresentado pelo MPPB, a Justiça reconheceu a ilegalidade ambiental e os riscos ao manguezal e ao lençol freático, porém recusou a interdição total do condomínio, considerando a medida desproporcional sem a perícia oficial e sem a manifestação da União.

Foi fixada multa diária de R$ 5.000 por descumprimento de qualquer uma das obrigações e a intimação da Advocacia‑Geral da União (AGU) e da SPU para que se manifestem sobre o interesse no caso, período em que o réu também será citado para contestar a ação.

Informação adicional; o post “Justiça barra obras em condomínio de luxo na Praia de Lucena” foi publicado primeiramente.

Fonte: PolemicaPB

Decisão sobre Padre Zé não impacta candidaturas de Tibério Limeira e Pollyanna

A Justiça da Paraíba, por meio da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou o bloqueio cautelar de bens móveis e imóveis de 16 investigados na Ação Civil Pública por improbidade administrativa que apura supostos desvios no Projeto Prato Cheio, da Secretaria de Desenvolvimento Humano, no caso conhecido como Padre Zé.

O valor determinado é de até R$ 11,1 milhões, de forma solidária entre todos os réus, sem a individualização do montante atribuído a cada um.

Entre os investigados estão os ex-secretários de Estado do Desenvolvimento Humano Tibério Limeira e Pollyanna Werton.

Especialistas em direito eleitoral ouvidos afirmam que a medida não produz qualquer efeito sobre a elegibilidade dos citados, por se tratar de uma decisão cautelar de primeira instância, de caráter provisório.

A Lei da Ficha Limpa exige condenação por órgão colegiado (segunda instância) ou decisão com trânsito em julgado para gerar inelegibilidade, o que não ocorreu neste caso.

A lista completa de investigados inclui Amanda Duarte Silva Dantas, Andrea Ribeiro Wanderley, Carlos Tibério Limeira Santos Fernandes, Egídio de Carvalho Neto, Fillype Augusto Lima Bezerril, Iurikel Souza Marques de Aguiar, Jannyne Dantas Miranda e Silva, João Diogenes de Andrade Holanda, João Ferreira de Oliveira Neto, José Lucena da Silva, Kildenn Tadeu Morais de Lucena, Mariana Ines de Lucena Mamede, Maria Cassilva da Silva, Sebastião Nunes de Lucena, Sebastião Nunes de Lucena Junior e Yasnaia Pollyanna Werton.

Decisão diverge de posição técnica anterior

Antes da decisão judicial, o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba já havia analisado o mesmo caso e atribuído a responsabilidade pelo débito de R$ 11 milhões a Egídio de Carvalho Neto, afastando expressamente a responsabilidade de outros gestores apontados na ação.

A decisão da Justiça diverge, neste momento, do entendimento do órgão de contas e é passível de recurso por parte de todos os investigados.

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba

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Fonte: PolemicaPB

Pesquisa Quaest aponta Raquel Lyra com 43% e João Campos com 37% em Pernambuco

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça‑feira (28) mostra a situação atual da corrida pelo governo de Pernambuco. Raquel Lyra, do PSD, lidera com 43% das intenções de voto, enquanto João Campos, do PSB, registra 37% no primeiro turno da disputa pelo governo estadual.

Veja os números

  • Raquel Lyra (PSD): 43%
  • João Campos (PSB): 37%
  • Camila Falcão (UP): 1%
  • Ivan Moraes (PSol): 1%
  • Renan Hallais (Missão): 1%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 6%

Simulação de 2º turno

  • Raquel Lyra (PSD): 45%
  • João Campos (PSB): 39%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Segundo la pesquisa, 41% dos entrevistados ainda podem mudar sua preferência para o governo do estado, enquanto 58% já têm a decisão definida.

O estudo foi contratado pela Genial Investimentos e entrevistou 900 pessoas com 16 anos ou mais de 22 a 26 de julho. O erro amostral varia de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A confiabilidade da pesquisa atinge 95%, e ela consta registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PE-09649/2026.

A pesquisa foi divulgada sem vínculo a outras publicações.

O conteúdo foi divulgado sem referência a outras fontes.

O texto foi disponibilizado em portal de conteúdo.

Fonte: PolemicaPB

Pesquisadora faz vaquinha para bancar parte do doutorado e vira chacota nas redes: 'é a realidade da ciência no país'

Pesquisadora fez vaquinha para pagar visto de bolsa aprovada para mestrado na Austrália e foi alvo de deboche
Arquivo Pessoal
Uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) virou alvo de chacota nas redes sociais depois de pedir ajuda financeira para bancar a emissão de um visto para um doutorado sanduíche — quando parte da pesquisa é feita em uma universidade estrangeira. Talita Motta Beneli, doutoranda em ecologia, foi aprovada para uma temporada de pesquisa em uma universidade na Austrália e finalização do doutorado no Brasil. O visto exigido pela universidade em que ela foi aprovada, no entanto, só pode ser emitido por meio de uma agência particular, e esse custo não estava entre as demandas cobertas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Sem essa verba, ela recorreu a uma vaquinha online para arrecadar R$ 8 mil e pagar pelo processo. Com uma rede social fechada, de menos de mil seguidores, ela compartilhou o link com uma influenciadora que acompanha e que tem alguns milhões de seguidores nas redes sociais. Horas depois, viu sua situação — sem ser identificada nominalmente — se transformar em assunto de um vídeo em que a influenciadora criticava quem pede vaquinha para “financiar sonhos”, atraindo uma onda de ofensas nos comentários.

As pessoas começaram a me xingar de vagabunda, falar que eu tinha que ir trabalhar, que eu era preguiçosa, sem nem mesmo saber o que estava acontecendo. É muito triste mesmo que um pesquisador tenha que se expor a esse tipo de situação, mas isso não acontece porque a gente quer, e sim porque essa é a realidade da ciência no país. 🔴 O episódio expôs um problema pouco discutido fora da academia: as dificuldades de quem faz ciência no país.

Hoje, a maioria vive das chamadas “bolsas”, os salários pagos por agências de fomento a pesquisadores enquanto desenvolvem seus estudos. Algumas das principais são a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que pagam R$ 2,1 mil para quem faz mestrado a R$ 3,1 mil para quem faz doutorado. Talita pesquisa comportamento de peixes para entender impacto de mudanças do clima nos recifes
Arquivo Pessoal
Por que a pesquisadora fez vaquinha?

A vaga de Talita veio pelo Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), da Capes, que financia estágios de pesquisa de doutorandos brasileiros em instituições estrangeiras. Pelo edital do programa, os benefícios cobertos pela bolsa são:
mensalidade;
auxílio deslocamento, que inclui o voo, por exemplo;
auxílio instalação, que prevê os primeiros custos de aluguel e da casa onde vai passar os nove meses da pesquisa;
auxílio seguro-saúde. O próprio edital explica que taxas administrativas e acadêmicas, taxas de bancada e qualquer outra despesa adicional não entram na conta.

A pesquisadora explica que a maior parte desses custos, embora previstos, está defasada. O auxílio para passagem, por exemplo, considera algo em torno de R$ 8 mil, quando uma passagem de ida e volta para a Austrália, para a região aonde ela precisa ir, custa cerca de R$ 11 mil. Mesmo assim, conta que que sabia de tudo isso antes de aplicar, já tinha feito as contas e, com alguns ajustes, seria possível seguir.

“Você precisa ir fazendo ajustes nos seus custos para poder fazer tudo, porque os valores não correspondem com a realidade. Por isso, qualquer custo extra acaba sendo um problema”, explica Talita. O visto exigido pela universidade é o de atividade temporária (subclass 408), que não dá direito a trabalho remunerado complementar — diferente do visto de estudante, que permitiria.

Isso deixou as contas ainda mais apertadas. A pesquisadora já estava com o processo de visto em andamento quando a universidade passou a exigir que ele fosse feito por uma agência particular parceira, o que teria um custo adicional de R$ 8 mil. Talita fez vaquinha para bancar parte de um visto que garante sua pesquisa na Austrália
Arquivo Pessoal
O orientador chegou a escrever para a universidade pedindo que fosse aberta uma exceção, já que a estudante não teria suporte financeiro para arcar com o valor extra — mas recebeu uma negativa.

Hoje, Talita é pesquisadora exclusiva. Ou seja, seu trabalho é fazer pesquisa e, com isso, tem uma remuneração de R$ 3,5 mil vinda da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), que tem um valor um pouco maior que a Capes. Ainda assim, é um valor limitado para viver na capital Florianópolis e que não deixa margem para ter qualquer reserva.

Foi assim que a vaquinha surgiu como opção. Com vários dias de arrecadação aberta e nem perto da meta, vendo o sonho de completar a parte da Austrália da pesquisa indo embora, ela pensou em compartilhar com uma influenciadora que admirava e que tem uma base maior de seguidores. Na mensagem, enviou o link da campanha com uma explicação do que ia fazer na Austrália — que era uma pesquisa, qual a repercussão do estudo.

Mas, para sua surpresa, a influenciadora decidiu fazer um vídeo sobre o pedido, sem citá-la, debochando de quem pede dinheiro na internet. A repercussão foi instantânea: um engajamento de milhares de comentários com uma onda de ofensas. As pessoas falaram que quem pedia dinheiro era vagabundo, sinal de que não queria trabalhar, que ninguém tinha que patrocinar sonho de ninguém, que a internet tava cheia de gente preguiçosa.

Na hora, aquilo me deixou tão triste, mas também tão irritada, porque eu trabalho, trabalho muitas horas, e aquilo não tinha nada a ver com a realidade
Talita acabou se identificando nos comentários, respondendo a alguns deles com o contexto de sua história — a pesquisa, o doutorado, o cenário da ciência no Brasil. O vídeo viralizou e saiu do Tiktok para o X e o Instagram. Demorou dois dias até que algumas pessoas começaram a entender o contexto e se formou um movimento de apoio que reuniu outros pesquisadores.

Hoje, a vaquinha atingiu a meta, e ela finalmente já pode pagar pelo processo de visto exigido pela universidade e seguir para a pesquisa. Mas, ainda assim, o retrogosto é amargo. “A gente percebe que, fora da pesquisa, as pessoas não sabem o que está acontecendo com a ciência no país.

O financiamento vem sendo cortado ano após ano e não depende do retorno de uma pesquisa. Mesmo que a gente veja isso sendo falado, é em momentos assim que percebemos que as pessoas ainda não entenderam”, comenta. Pesquisa vai ajudar em tomada de decisão sobre proteção de animais em recifes com mudanças climáticas
Arquivo Pessoal
Sobre o que é a pesquisa de Talita e por que ela é importante?

Talita não é uma novata na pesquisa. Já atuou em projetos no exterior e publicou trabalhos científicos antes mesmo de ingressar no doutorado. A ida à Austrália é a continuação de um estudo para entender o que os peixes comem dentro dos recifes.

➡️ Parece simples, mas essa informação revela algo importante: qual é a função de cada espécie no ecossistema marinho. Um peixe pode ajudar a controlar o crescimento de algas. Outro pode depender diretamente dos corais para se alimentar.

Cada espécie ocupa um papel — e alguns desses papéis não são feitos por mais ninguém ali. É aí que mora o risco. Duas espécies podem ser parecidas — do mesmo tamanho, da mesma família — mas cumprirem funções bem diferentes no recife.

Isso quer dizer que, quando uma espécie desaparece de um lugar, o problema pode ser maior do que perder só mais um nome na lista de animais daquela região. Pode significar perder uma função que nenhuma outra espécie ali cumpre. Para entender melhor esse risco, Talita compara recifes em diferentes partes do mundo junto com seu grupo de pesquisa na UFSC, que também já viajou a outras partes do globo.

Uma das lacunas é uma região na Austrália, para onde ela vai. A proposta é que, ao final, com esse tipo de dado, seja possível entender melhor o papel dos peixes no recife, o que pode nortear estratégias de conservação e entender quais espécies ou regiões são mais vulneráveis no contexto de mudanças. Isso fica mais urgente quando se olha para o Brasil.

Com os recifes brasileiros cada vez mais fragilizados, esse tipo de dado ajuda a decidir onde a conservação precisa agir primeiro. Qual o salário de quem faz pesquisa no Brasil hoje? Hoje, um pesquisador exclusivo no Brasil depende de bolsas de pesquisa, pagas pelas agências de fomento.

Algumas das principais são a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os valores são:
Doutorado: R$ 3.100
Mestrado: R$ 2.100
Pós-doutorado sênior: R$ 5.500
Pós-doutorado júnior: R$ 5.200
➡️ Esses valores norteiam boa parte das demais agências no país, mas isso pode variar. A Fapesp, agência de fomento de São Paulo, por exemplo, paga a partir de R$ 3.270 para o mestrado e R$ 5.790 para o pós-doutorado.

No caso de Talita, que recebe da agência de fomento de Santa Catarina, os valores também são um pouco maiores. Apesar disso, os valores ainda são questionados por entidades ligadas à pesquisa. Isso porque, por trás deles, estão muitas horas de trabalho para além da pesquisa em si — publicações, congressos e outras atividades necessárias para se manter como pesquisador.

Além disso, envolvem alguns dos cérebros mais importantes do país, dedicados a pesquisas que protegem a saúde, desenvolvem produtos que ajudam a solucionar problemas da sociedade, protegem contra novas doenças, aproximam o país de curas, analisam riscos ambientais e preparam a sociedade para a mudança do clima e seus extremos, entre outras coisas. Esse valor limitado, segundo essas entidades, acaba gerando desestímulo à pesquisa e fuga de cérebros. Até 2024, um pesquisador não podia ter bolsa e, ao mesmo tempo, qualquer outra atividade remunerada.

Agora, pode — mas isso ainda depende da universidade, que pode ter exigências adicionais, e exige ciência do orientador. Além disso, o pesquisador precisa se dividir entre as horas da pesquisa em si, que também exigem prática, análise e relatórios, e a outra atividade. Na prática, não é tão simples.

Soma-se a isso o problema da instabilidade. Entidades ligadas à pesquisa apontam que as bolsas também não dão ao pesquisador estabilidade, porque ficam sujeitas a cortes e atrasos. O orçamento que mantém o pagamento de pesquisadores no país pelas bolsas consta como Despesa Primária Discricionária.

Essa categoria orçamentária permite ao governo cortar ou represar esse tipo de gasto a qualquer momento — ou seja, se em algum momento for necessário um ajuste, o salário de cientistas pode ser contingenciado. Em junho deste ano, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e outras mais de 35 entidades ligadas à pesquisa lançaram uma nota pedindo que isso mude e que o salário de pesquisadores seja tratado como um compromisso assumido, sem risco de corte no meio do ano. “A bolsa não é despesa discricionária qualquer — é a contraprestação do trabalho de quem dela depende para subsistir e pesquisar.

Seu atraso não gera economia: gera insegurança jurídica, evasão de talentos e interrupção de pesquisas que o país já financiou”, diz trecho da nota.

Fonte: G1 Nacional

Juiz Manoel Abrantes assume cargo de auxiliar da Presidência do TRE-PB

O juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes assumiu, nesta segunda-feira (27), o cargo de juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A nomeação foi anunciada pelo presidente da Corte, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, durante sessão plenária, e formalizada em seguida com a assinatura do termo de posse no Gabinete da Presidência.

Ao apresentar o novo auxiliar, o presidente do TRE-PB destacou a experiência e a trajetória do magistrado na Justiça Eleitoral e no Poder Judiciário. Segundo Márcio Murilo, a escolha levou em consideração o perfil técnico e a atuação de Manoel Abrantes.

“Optei por trazer um magistrado com experiência, estudioso e vocacionado. A partir de hoje, ele estará à disposição de todos os colegas para ser um elo com a Presidência”, afirmou o presidente, ressaltando que o juiz terá missões importantes durante o período eleitoral.

Durante a sessão plenária, integrantes da Corte deram boas-vindas ao novo juiz auxiliar. O desembargador eleitoral Rodrigo Marques, que ocupava anteriormente a função, elogiou a escolha e destacou a atuação profissional de Manoel Abrantes.

“É um juiz conhecido por todos, de ampla experiência, dignidade inquebrantável, imparcialidade e ética”, declarou Rodrigo Marques.

O desembargador eleitoral Rodrigo Clemente também ressaltou a trajetória do magistrado, afirmando que Manoel Abrantes possui experiência tanto na atividade jurisdicional quanto administrativa.

Após a posse, Manoel Abrantes agradeceu a confiança do presidente do TRE-PB e afirmou que assume a nova função com responsabilidade.

“Recebo essa nomeação para substituir o desembargador eleitoral Rodrigo Marques com o senso de responsabilidade que a função exige. Espero corresponder às expectativas e aos propósitos que teremos durante o período eleitoral”, declarou.

Como juiz auxiliar da Presidência, Manoel Abrantes irá atuar no assessoramento direto ao presidente do Tribunal, acompanhando atividades da Justiça Eleitoral e contribuindo para a comunicação entre a Presidência, os juízes eleitorais e os setores do TRE-PB na preparação das Eleições 2026.

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Fonte: PolemicaPB

MPF se opõe ao recurso do Grupo Ampar no STJ sobre a compra do Hotel Tambaú

O MPF apresentou manifestação contrária ao recurso interposto pelo Grupo Ampar na ação que trata da aquisição do Hotel Tambaú, localizado em João Pessoa. O documento foi remetido à ministra Nancy Andrighi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ficará responsável por analisar o pedido e definir se o recurso será admitido ou não.

A Ampar protocolou o recurso com o objetivo de anular a decisão da Quarta Turma do STJ, que considerou legítima a vitória do grupo potiguar A. Gaspar, vinculado ao Grupo Occean/AG Hotéis, no terceiro leilão do Hotel Tambaú. O imóvel foi arrematado por cerca de R$ 40,6 milhões em leilão ocorrido em 2021, no âmbito do processo de falência da extinta Varig.

No parecer enviado ao STJ, a subprocuradora-geral da República, Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, sustenta que o recurso da Ampar não cumpre os requisitos legais para sua apreciação. O MPF argumenta que as decisões judiciais citadas pela empresa para fundamentar o pedido referem‑se a contextos distintos do presente caso, inviabilizando o reconhecimento dos chamados embargos de divergência.

O Ministério Público ainda afirma que não há entendimento jurídico divergente que justifique nova análise do caso. Para o órgão, as decisões empregadas pela Ampar como referência apresentam contextos processuais e fatos diferentes, bem como níveis de julgamento variados, tornando inviável o recurso.

O parecer reforça que a decisão questionada pelo Grupo Ampar confirmou o terceiro leilão do Hotel Tambaú ao constatar a inexistência de perda do objeto do recurso e ao descartar alegações de irregularidades no procedimento. Dessa forma, foi restabelecida a decisão de primeira instância que validou a venda do imóvel ao grupo potiguar A. Gaspar, ligado ao Grupo Occean/AG Hotéis.

Com a manifestação do MPF, o processo segue para apreciação da ministra Nancy Andrighi, que determinará se o recurso da Ampar será admitido ou rejeitado. Caso a ministra siga o parecer do Ministério Público, a decisão que assegura a compra e a posse definitiva do Hotel Tambaú ao grupo potiguar permanecerá vigente.

O texto foi inicialmente divulgado em meio eletrônico, exibindo o título Disputa pelo Hotel Tambaú: MPF se manifesta contra recurso do Grupo Ampar no STJ e foi publicado primeiramente em portal de notícias.

Fonte: PolemicaPB

Leonardo Gadelha reafirma apoio do Podemos a Lucas Ribeiro e diz que decisão é irreversível

O deputado federal e presidente estadual do Podemos na Paraíba, Leonardo Gadelha, afirmou que o apoio do partido à pré-candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) à reeleição está definido e não deve sofrer alterações. A declaração foi dada nesta segunda-feira (27), durante entrevista ao programa Liga 360, da TV Norte Paraíba.

Segundo o parlamentar, a decisão foi construída de forma democrática dentro da legenda e aprovada pela maioria dos integrantes da convenção partidária. Para Gadelha, o posicionamento representa a vontade da maior parte dos filiados que participaram do processo interno.

“Não há dúvida nesse tocante. Essa foi uma questão que partiu como premissa inicial de todas as tratativas. Todos os companheiros estão livres para manifestar sua vontade, mas a convenção é soberana, e a maior parte dos convencionais decidiu formalizar o apoio a Lucas Ribeiro”, afirmou.

O presidente estadual do Podemos também comentou a mudança de posicionamento do partido, que por anos esteve associado ao grupo de oposição na política paraibana. De acordo com ele, a decisão levou em consideração não apenas a definição partidária, mas também a relação histórica entre os grupos políticos liderados pelas famílias Gadelha e Ribeiro.

“A nossa família é oposição há bastante tempo no cenário estadual. Mas existe também uma ligação histórica, bastante antiga, entre o nosso agrupamento político e o agrupamento do governador Lucas Ribeiro. Essa relação entre as duas famílias também pesa nesse processo”, declarou.

Com a decisão, o Podemos passa a integrar o grupo de partidos que apoiam a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026, fortalecendo a base aliada do atual governo estadual.

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Fonte: PolemicaPB

MPPB ajuíza ação para demolir parte de edifício na orla de Cabo Branco, em João Pessoa

Ação da MPPB contra prédio na orla de João Pessoa
Reprodução MPPB. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou, nesta segunda-feira (27), uma ação civil pública contra a Construtora Cobran Ltda. e o Município de João Pessoa para cobrar a reparação de danos ambientais, urbanísticos e paisagísticos relacionados ao Edifício Way, construído na orla de Cabo Branco, em João Pessoa.

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Francisco Bergson Formiga. Segundo o MPPB, o edifício foi construído em desacordo com as normas que estabelecem o limite de altura para construções na faixa da orla paraibana. A irregularidade, conforme o órgão, já havia sido apontada durante a análise técnica do projeto por uma arquiteta da administração municipal.


Mesmo com o alerta, o alvará de construção foi emitido em dezembro de 2019 pela Diretoria de Controle Urbano da Secretaria de Planejamento (Seplan). De acordo com o Ministério Público, a liberação teve como justificativa a existência de outro prédio na região com altura semelhante, mas o argumento não teria respaldo na legislação urbanística. Ainda segundo o MPPB, durante os cerca de quatro anos de execução da obra, a Prefeitura de João Pessoa não realizou embargo ou notificações para impedir o andamento da construção, que já apresentava irregularidades.

Agora no g1
Na ação, a construtora é apontada como responsável direta pelos danos, por ter executado a obra em desacordo com as normas de ocupação do solo. Já o Município de João Pessoa é citado como responsável indireto, devido à aprovação do projeto e à suposta falha na fiscalização. O MPPB pede que a edificação seja adequada aos limites legais, o que pode incluir a demolição parcial da área excedente.

A ação também solicita que a construtora e o município sejam condenados ao pagamento de indenização por danos materiais e morais coletivos, estimada inicialmente em R$ 19,5 milhões. Além disso, o Ministério Público pede a proibição de novas obras ou ampliações no prédio, a preservação da documentação técnica do empreendimento e a apresentação do cadastro atualizado dos proprietários e ocupantes dos imóveis. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Fonte: G1 PB