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MPPB aciona Prefeitura de João Pessoa, Governo da Paraíba e Sudema na Justiça para conter degradação da barreira do Cabo Branco; entenda

Obra de entroncamento da barreira do Cabo Branco consiste na colocação da pedras em uma faixa de extensão da praia, em João Pessoa Secom-JP/Divulgação O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública para obrigar a Prefeitura de João Pessoa, o Governo da Paraíba e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) a adotarem medidas urgentes contra a degradação da barreira do Cabo Branco, em João Pessoa.

O Ministério Público também pede a interdição imediata de trechos com risco de desabamento. Na ação, o órgão requer, ainda, a elaboração e apresentação de um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad), com ações de contenção da encosta, melhoria do sistema de drenagem e recomposição da vegetação nativa.

Em caso de descumprimento das medidas, o MPPB solicita a aplicação de multa diária de R$ 10 mil para cada um dos órgãos acionados. Vídeos em alta no g1 O g1 entrou em contato com os órgãos citados na ação. A Defesa Civil de João Pessoa informou que só deve se pronunciar após manifestação da Procuradoria-Geral do Município.

A Sudema informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da ação e que irá analisar o processo antes de se pronunciar. Já a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) não respondeu até a publicação desta reportagem. MP alega "problema antigo" Parte atingida pelo deslizamento de terra na barreira do Cabo Branco, em João Pessoa Diogo Pinheiro/TV Cabo Branco De acordo com o Ministério Público, a ação é resultado de uma investigação iniciada em 2021, que identificou problemas como ocupações irregulares, queimadas, retirada de vegetação e descarte irregular de lixo na região.

O órgão afirma que a situação da barreira do Cabo Branco vem se agravando ao longo dos anos, sem a adoção de medidas efetivas para conter o avanço da degradação ambiental. Um parecer técnico recente aponta que a área apresenta “instabilidade progressiva”, com risco real de desabamentos. Na ação, o MPPB detalha as responsabilidades atribuídas a cada órgão: À Prefeitura de João Pessoa cabe o isolamento das áreas de risco, a interdição de trechos perigosos e a apresentação do plano de recuperação ambiental; Ao Governo do Estado foi solicitado apoio nas ações de defesa civil e monitoramento dos riscos; Já a Sudema deverá reforçar a fiscalização ambiental e apresentar um diagnóstico técnico atualizado da área.

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