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Prefeito interino de Cabedelo, na PB, exonera quatro alvos de operação que investiga elo com facção criminosa

Edvaldo Neto é afastado da Prefeitura de Cabedelo O prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), exonerou quatro auxiliares que foram alvos da operação da Polícia Federal que investiga um elo entre o poder público e uma facção criminosa. Entre os exonerados está Cynthia Denize Silva Cordeiro, sogra do prefeito afastado, Edvaldo Neto (Avante), que era secretaria de Ocupação e Uso do Solo.

Os outros exonerados foram Claudio Fernandes de Lima Monteiro, gerente geral de Recursos Humanos, e Josenilda Batista dos Santos, secretária de Administração. Claudio e Josenilda já tinham sido afastados do cargo por decisão da Justiça Esquema na prefeitura usava empresas terceirizadas para contratar pessoas ligadas à facção O esquema, de acordo com a investigação, contratava empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro do poder público para desviar recursos.

Sogra do prefeito articulou aliança com facção O desembargador Ricardo Vital de Almeida, citando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) nos autos do processo, ressaltou que a participação de Cynthia Denize no esquema "não teria sido acidental" e desempenhava um papel importante no esquema criminoso.

"Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto", diz trecho da decisão. De acordo com a decisão da Justiça, Cynthia também tem uma proximidade com o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Segundo o processo, há indícios de uma "relação de confiança" entre ela e o criminoso. Josenilda Batista dos Santos é apontada como principal braço operacional interno da facção na administração pública. Ela, segundo a invstigação, é responsável por receber as indicações da facção, operacionalizar contratações por meio da empresa terceirizada.

A Justiça aponta Diego Carvalho Martins como suspeito de ser responsável por conferir aparência de legalidade ao esquema, utilizando sua função técnica para emitir pareceres jurídicos que sustentariam a desclassificação de empresas concorrentes e favoreceriam a contratação de uma única empresa. Já Claudio Fernandes Monteiro é apontado como suspeito de ser responsável por atuar na fase de execução dos contratos entre o poder público e as empresas nas licitações, tendo sido designado como gestor contratual para evitar fiscalização e garantir a "blindagem" da execução dos acordos fraudulentos.

As defesas dos quatro não foram localizadas. A operação Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da Polícia Federal Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.

As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União. A Justiça também proibiu o acesso às dependências da prefeitura das seguintes pessoas: Edvaldo Neto, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.

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