{"id":711,"date":"2026-04-11T17:22:09","date_gmt":"2026-04-11T20:22:09","guid":{"rendered":"http:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=711"},"modified":"2026-04-11T17:22:09","modified_gmt":"2026-04-11T20:22:09","slug":"desova-de-tartaruga-e-registrada-com-sensor-termico-e-ia-em-projeto-inedito-no-litoral-da-paraiba-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=711","title":{"rendered":"Desova de tartaruga \u00e9 registrada com sensor t\u00e9rmico e IA em projeto in\u00e9dito no litoral da Para\u00edba; entenda"},"content":{"rendered":"<p>Registro pioneiro foi feito na divisa entre Jo\u00e3o Pessoa e Cabedelo Divulga\u00e7\u00e3o\/Labei UFPB\/ Associa\u00e7\u00e3o Guajiru Pesquisadores da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e da Associa\u00e7\u00e3o Guajiru conseguiram um registro in\u00e9dito no litoral paraibano: a assinatura t\u00e9rmica de uma tartaruga-marinha no exato momento da desova.<\/p>\n<p>No caso das tartarugas-marinhas, o equipamento capta a diferen\u00e7a de temperatura entre o animal e a areia da praia, formando uma esp\u00e9cie de \u201cimagem invis\u00edvel\u201d ao olho humano. Esse contraste permite localizar a presen\u00e7a da tartaruga e at\u00e9 identificar o ponto exato da desova, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia e durante a noite, quando a atividade costuma acontecer com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da pesquisa, o professor George Miranda, coordenador do Laborat\u00f3rio de Biodiversidade e Ecologia Integrativa (Labei), destaca o salto tecnol\u00f3gico. &quot;A capta\u00e7\u00e3o de imagens com sensores t\u00e9rmicos, associada a tecnologias de intelig\u00eancia de m\u00e1quina (IA), representa uma possibilidade de otimizarmos o monitoramento e, consequentemente, a prote\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie em nosso litoral&quot;, afirmou George.<\/p>\n<p>Veja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1 O registro \u00e9 considerado in\u00e9dito por unir, de forma integrada, tecnologias que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o eram aplicadas conjuntamente no monitoramento de tartarugas-marinhas. Segundo George, embora o uso de sensores t\u00e9rmicos j\u00e1 venha sendo explorado em estudos ambientais, a associa\u00e7\u00e3o dessas imagens com sistemas de intelig\u00eancia artificial capazes de reconhecer padr\u00f5es e acompanhar a desova em tempo real representa um avan\u00e7o pioneiro dentro de um projeto que re\u00fane laborat\u00f3rios da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e a Associa\u00e7\u00e3o Guajiru.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos inventando o ovo , at\u00e9 estamos em outra frente desenvolvendo um ovo espi\u00e3o, mas associar essas imagens a um software de reconhecimento e monitoramento em tempo integral \u00e9 in\u00e9dito para esta esp\u00e9cie\u201d, disse o pesquisador. Como funciona o sistema de capta\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica? Desova de tartaruga \u00e9 registrada com sensor t\u00e9rmico e IA em projeto in\u00e9dito no litoral da Para\u00edba Divulga\u00e7\u00e3o\/Labei UFPB\/ Associa\u00e7\u00e3o Guajiru O sistema opera com um drone a cerca de 40 metros de altura, dist\u00e2ncia considerada segura para n\u00e3o interferir no comportamento dos animais.<\/p>\n<p>O sensor t\u00e9rmico identifica a diferen\u00e7a de temperatura entre o corpo da tartaruga e a areia, gerando uma \u201cassinatura t\u00e9rmica\u201d. A partir disso, um software, ainda em desenvolvimento, utiliza intelig\u00eancia artificial para reconhecer automaticamente esse padr\u00e3o, al\u00e9m dos rastros deixados na areia, e indicar a localiza\u00e7\u00e3o do ninho em tempo real.<\/p>\n<p>\u201cAs tartarugas, assim como a maioria dos animais, com exce\u00e7\u00e3o dos humanos, n\u00e3o reconhecem fronteiras pol\u00edticas, elas buscam locais mais adequado para a postura dos ovos, poder\u00edamos dizer que elas preferem praias com grande extens\u00e3o de areia, presen\u00e7a de restinga preservada, aus\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o (fotopolui\u00e7\u00e3o) enseadas abertas\u201d, pontuou George Miranda.<\/p>\n<p>\ud83d\udc22Captar a cena exigiu precis\u00e3o e paci\u00eancia. Discretas, as tartarugas podem interromper a desova ao perceber qualquer est\u00edmulo externo, como luz, ru\u00eddo ou movimenta\u00e7\u00e3o. De acordo com Daniella Siqueira, a polui\u00e7\u00e3o luminosa \u00e9, hoje, uma das principais amea\u00e7as em \u00e1reas urbanizadas. &quot;Filhotes e as f\u00eameas se desorientam pela luz que a gente utiliza na nossa orla.<\/p>\n<p>O tipo de luz mais adequada n\u00e3o \u00e9 a branca, que majoritariamente n\u00f3s utilizamos, e sim a luz de cor \u00e2mbar&quot;, explicou. Ela tamb\u00e9m cita outros riscos, como a ingest\u00e3o de pl\u00e1stico e a captura acidental em redes de pesca. EXCLUSIVO WEB: pesquisadores monitoram desova de tartaruga marinha rara no ES Pr\u00f3ximos passos da pesquisa Tartaruga marinha pr\u00f3ximo \u00e0 Ilha das Palmas \u00c1thila Bertoncini\/Ilhas do Rio\/Divulga\u00e7\u00e3o A tecnologia, que conta com apoio da INOVATEC\/JP, surge como alternativa mais eficiente e acess\u00edvel ao monitoramento tradicional, reduzindo custos e ampliando o alcance das a\u00e7\u00f5es, sobretudo em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\ud83e\udebaO pr\u00f3ximo passo do projeto j\u00e1 est\u00e1 em desenvolvimento: um \u201covo espi\u00e3o\u201d, capaz de monitorar os ninhos por dentro. O chamado \u201covo espi\u00e3o\u201d \u00e9 uma tecnologia que simula um ovo verdadeiro dentro do ninho, mas com sensores instalados no interior. A ideia \u00e9 que ele seja colocado junto aos demais ovos sem interferir no desenvolvimento natural da ninhada.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o dispositivo consegue registrar dados importantes, como temperatura, umidade e at\u00e9 poss\u00edveis movimenta\u00e7\u00f5es, transmitindo essas informa\u00e7\u00f5es para os pesquisadores. Na pr\u00e1tica, isso permite acompanhar o desenvolvimento dos embri\u00f5es em tempo real, sem a necessidade de abrir o ninho, o que poderia comprometer a sobreviv\u00eancia dos filhotes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o monitoramento interno ajuda a identificar riscos, como varia\u00e7\u00f5es excessivas de temperatura ou interfer\u00eancias externas, ampliando as chances de sucesso na eclos\u00e3o e fortalecendo as estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. \u201cO monitoramento das \u00e1reas de desova \u00e9 essencial na prote\u00e7\u00e3o dos ninhos, principalmente na busca de uma maior efici\u00eancia reprodutiva.<\/p>\n<p>Bols\u00f5es de ninhos exigem maiores cuidados como o controle da fotopolui\u00e7\u00e3o, do tr\u00e1fego de ve\u00edculos,  e do desenvolvimento de atividades comerciais, essas \u00e1reas s\u00e3o priorit\u00e1rias para a prote\u00e7\u00e3o\u201d, explicou George. Atualmente, o trabalho acompanha, principalmente, as tartarugas-verdes e as de-pente, ambas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Grande Jo\u00e3o Pessoa, os principais pontos de desova est\u00e3o entre Bessa e Intermares, al\u00e9m das praias de Jardim Oceania e Gramame. V\u00ecdeos mais assistidos do g1 Para\u00edba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Registro pioneiro foi feito na divisa entre Jo\u00e3o Pessoa e Cabedelo Divulga\u00e7\u00e3o\/Labei UFPB\/ Associa\u00e7\u00e3o Guajiru Pesquisadores da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e da Associa\u00e7\u00e3o Guajiru conseguiram um registro in\u00e9dito no litoral paraibano: a assinatura t\u00e9rmica de uma tartaruga-marinha no exato momento da desova. 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