{"id":2579,"date":"2026-05-10T18:19:02","date_gmt":"2026-05-10T21:19:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=2579"},"modified":"2026-05-10T18:19:02","modified_gmt":"2026-05-10T21:19:02","slug":"mae-paraibana-relata-rotina-em-portugal-longe-das-filhas-que-vivem-no-brasil-em-busca-de-algo-melhor-para-elas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=2579","title":{"rendered":"M\u00e3e paraibana relata rotina em Portugal longe das filhas que vivem   no Brasil: &#8216;Em busca de algo melhor para elas&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>m\u00e3e relata sa\u00edda do Brasil para buscar sustento para as filhas na Para\u00edba Arquivo Pessoal\/Adriana Couto A prestadora de servi\u00e7os para imigrantes na cidade de Porto, em Portugal, Adriana Couto, de 48 anos, saiu da Para\u00edba para ter um padr\u00e3o de vida melhor para as duas filhas dela, que moram em Jo\u00e3o Pessoa.<\/p>\n<p>Entre essas pessoas, estava Adriana. &quot;Voc\u00ea vai deixar as pessoas que voc\u00ea ama, mas ao mesmo tempo voc\u00ea se sente feliz porque est\u00e1 realizando o sonho e por saber que voc\u00ea est\u00e1 indo em busca de algo melhor, de poder dar uma melhor qualidade de vida para elas, porque na Europa o sal\u00e1rio m\u00ednimo de l\u00e1 corresponde a 6 vezes quase o sal\u00e1rio daqui do Brasil&quot;, contou.<\/p>\n<p>V\u00eddeos em alta no g1 M\u00e3e de Carol e Mariana, Adriana tamb\u00e9m precisou do apoio da fam\u00edlia para deixar as filhas sob os cuidados das av\u00f3s enquanto trabalhava em Portugal. Durante esse per\u00edodo, as duas continuaram os estudos normalmente e uma delas, inclusive, conseguiu concluir o ensino superior com a ajuda financeira enviada pela m\u00e3e.<\/p>\n<p>&quot;Resolvi que eu iria para Portugal organizar minha vida. E de seguida eu iria para o Brasil pegar minha filha menor Mariana, que na ocasi\u00e3o quando eu deixei ela no Brasil ela tinha 10 anos e ela ficou com a av\u00f3 por parte de pai, dona Telma, que foi quem me deu maior suporte. Nessa altura, minha m\u00e3e ainda era viva, dona Maria das Neves, que j\u00e1 tinha 78 anos, e ficou com a minha filha Carol, que Carol j\u00e1 tinha 25 anos&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Ao chegar em Portugal, Adriana contou com a ajuda de amigos que j\u00e1 moravam no pa\u00eds. Apesar de afirmar que estava preparada para o desafio e focada em garantir melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para as filhas, ela precisou buscar rapidamente formas de sustento, emprego e adapta\u00e7\u00e3o emocional \u00e0 nova rotina. Nos primeiros anos no exterior, trabalhou como assistente de cozinha e assistente administrativa.<\/p>\n<p>Antes da mudan\u00e7a, Adriana ocupava o cargo de gerente-geral de um restaurante em Jo\u00e3o Pessoa, fun\u00e7\u00e3o que decidiu deixar para investir no projeto de vida da fam\u00edlia. &quot;Na Europa, o estrangeiro, voc\u00ea come\u00e7a sua vida do menos zero, voc\u00ea n\u00e3o chega l\u00e1 trabalhando no que voc\u00ea j\u00e1 trabalhava no Brasil. Voc\u00ea tem que buscar essa oportunidade.<\/p>\n<p>E fiz isso l\u00e1&quot;, contou. As dificuldades com a dist\u00e2ncia das filhas \u201cResili\u00eancia\u201d \u00e9 a palavra usada por Adriana para definir os momentos mais dif\u00edceis provocados pela dist\u00e2ncia entre Portugal e o Brasil. Para amenizar a saudade das filhas e da fam\u00edlia, ela recorre a liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, chamadas de v\u00eddeo e outras ferramentas tecnol\u00f3gicas que ajudam a manter o contato di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ela explica que quando a m\u00e3e morreu, em abril de 2025, foi o momento mais dif\u00edcil encontrado por ela e pelas filhas nessa dist\u00e2ncia, quando ela n\u00e3o p\u00f4de estar presente e amparar as filhas. &quot;O momento mais dif\u00edcil pra mim foi quando minha m\u00e3e faleceu, eu n\u00e3o tava perto e tamb\u00e9m n\u00e3o valia a pena voltar porque minha m\u00e3e tinha falecido.<\/p>\n<p>Esse foi um momento muito dif\u00edcil pra mim, at\u00e9 porque minha m\u00e3e sempre viveu comigo e da mesma maneira que foi muito dif\u00edcil emigrar e deixar ela aqui. Foi muito dif\u00edcil receber essa not\u00edcia de que eu nunca mais iria ver minha m\u00e3e e que isso aconteceu e eu estava distante&quot;, disse. Depois desse momento, ela conseguiu voltar ao Brasil e ajudou no processo de recupera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica da fam\u00edlia e tamb\u00e9m \u00e0 n\u00edvel pessoal.<\/p>\n<p>O futuro Para o futuro, Adriana afirma que o sentimento de gratid\u00e3o guia a trajet\u00f3ria dela em Portugal. Atualmente morando no distrito de Amarante, na regi\u00e3o do Porto, ela diz que pretende continuar trabalhando em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para as filhas, Carla e Mariana. &quot;O sentimento que eu tenho \u00e9 de gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu sou grata a Deus por todos os momentos vividos em Portugal. Sou grata a Deus por ter guardado minha fam\u00edlia e os meus, minhas filhas. E tenho muita gratid\u00e3o pela maneira que eu fui acolhida por Portugal, pelas oportunidades que eu tenho l\u00e1&quot;, contou. Na entrevista ao g1, ela contou que est\u00e1 em Jo\u00e3o Pessoa passando uma temporada de f\u00e9rias em maio, mas logo vai retornar para Portugal.<\/p>\n<p>As f\u00e9rias coincidiram com o Dia das M\u00e3es, o que para ela \u00e9 um fator de muita alegria, principalmente na data comemorativa t\u00e3o celebrada por todo o pa\u00eds. &quot;Eu estou aqui no Brasil de f\u00e9rias junto das minhas filhas para passar o Dia das M\u00e3es com elas. \u00c9 o primeiro ano que eu n\u00e3o tenho minha m\u00e3e. Mas eu t\u00f4 no Brasil e vou poder passar o Dia das M\u00e3es com as minhas filhas.<\/p>\n<p>Mas o ano passado eu estava distante. E \u00e9 algo muito dif\u00edcil voc\u00ea estar longe dos seus filhos, porque Dia das M\u00e3es \u00e9 uma data muito representativa tanto pra quem \u00e9 m\u00e3e como pra quem tem sua m\u00e3e. \u00c9 o dia que n\u00f3s temos para homenagear a pessoa que nos deu a vida, que \u00e9 capaz de fazer qualquer coisa por amor, por n\u00f3s&quot;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>m\u00e3e relata sa\u00edda do Brasil para buscar sustento para as filhas na Para\u00edba Arquivo Pessoal\/Adriana Couto A prestadora de servi\u00e7os para imigrantes na cidade de Porto, em Portugal, Adriana Couto, de 48 anos, saiu da Para\u00edba para ter um padr\u00e3o de vida melhor para as duas filhas dela, que moram em Jo\u00e3o Pessoa. 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