{"id":2564,"date":"2026-05-10T12:55:07","date_gmt":"2026-05-10T15:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=2564"},"modified":"2026-05-10T12:55:07","modified_gmt":"2026-05-10T15:55:07","slug":"abrace-um-recem-nascido-mae-atipica-cria-projeto-para-oferecer-auxilio-a-gestantes-em-vulnerabilidade-na-pb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=2564","title":{"rendered":"&#8216;Abrace um Rec\u00e9m-nascido&#8217;: m\u00e3e at\u00edpica cria projeto para oferecer aux\u00edlio a gestantes em vulnerabilidade na PB"},"content":{"rendered":"<p>Joseane no in\u00edcio do projeto &#039;Abrace um RN&#039;, em Campina Grande Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti Para muitas mulheres que desejam ser m\u00e3es, a chegada de um beb\u00ea \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um grande sonho. Para outras, o momento pode ter o brilho apagado pelas dificuldades financeiras. Foi pensando em garantir acolhimento a gestantes em vulnerabilidade que o projeto &quot;Abrace um Rec\u00e9m-nascido&quot; surgiu e j\u00e1 atendeu mais de 150 mulheres em Campina Grande, Agreste da Para\u00edba.<\/p>\n<p>&quot;O projeto \u00e9 na verdade a minha dor. Eu fui a m\u00e3e do meu projeto h\u00e1 algum tempo atr\u00e1s, sendo que eu n\u00e3o tive o acolhimento que ofere\u00e7o. \u00c9 por isso que o projeto existe: para que outras m\u00e3es n\u00e3o passem pela dor que eu passei, e ainda caminhando sozinha&quot;, relata. De 2020 pra c\u00e1, mais de 150 m\u00e3es j\u00e1 foram alcan\u00e7adas pela iniciativa.<\/p>\n<p>O projeto funciona no bairro Santa Rosa e atua principalmente na maternidade Instituto de Sa\u00fade Elp\u00eddio de Almeida (Isea), em Campina Grande, doando n\u00e3o apenas roupas, mas o enxoval completo para beb\u00eas cujas m\u00e3es relatam n\u00e3o ter nada. V\u00eddeos em alta no g1 Joseane recolhe as doa\u00e7\u00f5es de itens como fraldas, pomada e len\u00e7o umedecido, al\u00e9m de roupinhas em bom estado de uso, junta todo o material e entrega kits com enxoval completo.<\/p>\n<p>Quando falta algo, ela compra do pr\u00f3prio bolso. Frequentemente ela ouve relatos de mulheres que acabam decidindo entregar seus filhos para ado\u00e7\u00e3o na esperan\u00e7a de que eles tenham uma vida melhor. Joseane acredita que oferecer apoio psicol\u00f3gico e material para essas m\u00e3es, ent\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de aumentar a chance de manter o la\u00e7o materno.<\/p>\n<p>&quot;L\u00e1 (no Isea) existem v\u00e1rias gestantes que chegam todos os dias, v\u00e3o ter seus filhos sem absolutamente nada e saem de l\u00e1 quase sempre de m\u00e3os vazias, deixando para tr\u00e1s um beb\u00ea por falta de condi\u00e7\u00f5es de sustent\u00e1-lo. Eu j\u00e1 sabia dessa realidade, que infelizmente s\u00f3 aumenta por conta da desestrutura familiar&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Sede do projeto &#039;Abrace um RN&#039; fica no bairro Santa Rosa, em Campina Grande Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti Solidariedade multiplicada Os kits de enxoval tamb\u00e9m s\u00e3o entregues a m\u00e3es que descobrem o projeto atrav\u00e9s das redes sociais. \u00c9 na internet que Joseane consegue dar ainda mais alcance \u00e0s hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o de muitas gestantes que, ap\u00f3s receberem os kits, compartilham a alegria de receber amor atrav\u00e9s da solidariedade.<\/p>\n<p>&quot;Percebi que sozinha era imposs\u00edvel fazer aquilo que meu cora\u00e7\u00e3o ardia, ent\u00e3o decidi criar uma p\u00e1gina na rede social e coloquei o projeto. Preciso da solidariedade de outras pessoas para chegar aos esses rec\u00e9m nascidos, para que com que elas n\u00e3o precisem desistir dos seus filhos&quot;, disse. Lojinha do &#039;Abrace um RN&#039; ajuda a manter doa\u00e7\u00f5es de enxovais em Campina Grande Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti A iniciativa foi conquistando cada vez mais seguidores e, consequentemente, doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje, o projeto tamb\u00e9m \u00e9 mantido por uma lojinha filantr\u00f3pica onde Joseane vende as pe\u00e7as de roupa para conseguir arcar com custos como transporte e aluguel. As m\u00e1quinas de costura tamb\u00e9m s\u00e3o frutos de doa\u00e7\u00e3o, e cinco pessoas ofertam mensalmente valores simb\u00f3licos, entre R$ 5 e R$ 10, para apoiar a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&quot;A maioria dos atendimento s\u00e3o feitos quando a m\u00e3e j\u00e1 est\u00e1 com a crian\u00e7a no colo sem saber o que fazer. Nessas situa\u00e7\u00f5es, quando elas chegam at\u00e9 esse momento, grande parte n\u00e3o sabe da exist\u00eancia do projeto, mas existe sempre algu\u00e9m que conhece, acaba informando sobre e perguntando se querem ajuda. Gra\u00e7as a Deus, at\u00e9 o momento, todas elas aceitaram&quot;, disse.<\/p>\n<p>O acolhimento \u00e0s m\u00e3es acontece desde a hora que a mulher pede ajuda, antes ou depois da chegada dos beb\u00eas. Quando as gestantes contatam o projeto com anteced\u00eancia, h\u00e1 possibilidade de acompanhamento psicol\u00f3gico. &quot;O est\u00e1gio final \u00e9 a entrega do enxoval em si, mas o acolhimento ocorre desde a hora que a m\u00e3e pede ajuda.<\/p>\n<p>H\u00e1 gestantes que chegam com tempo, at\u00e9 o nascimento fazemos o acompanhamento e vamos conseguindo fazer a arrecada\u00e7\u00e3o dos itens que cada um precisa e marcamos o grande dia: o dia delas conhecerem o enxoval&quot;, explicou. Maternidade multiplicada Joseane Cavalcanti, fundadora do &#039;Abrace um RN&#039;, tem dois filhos e transformou a dor para ajudar outras m\u00e3es Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti Para conseguir se dedicar ao Abrace um RN, um trabalho que \u00e9 totalmente volunt\u00e1rio, Joseane precisou renunciar a carreira profissional.<\/p>\n<p>M\u00e3e at\u00edpica de uma crian\u00e7a de dois anos com autismo n\u00edvel dois de suporte n\u00e3o verbal, ela se divide entre os cuidados com o filho e o acompanhamento \u00e0s gestantes que acabam enxergando nela um suporte emocional. &quot;\u00c9 totalmente volunt\u00e1rio e vivo pra isso. Renunciei a carreira profissional e a varias outras coisas para me dedicar exclusivamente ao projeto.<\/p>\n<p>Me divido diariamente entre os atendimentos do projeto e os cuidados com o meu pequeno autista, que precisa de terapias e atendimentos semanais e de uma rotina muito importante para o seu desenvolvimento. Entrega de kits com enxoval para beb\u00eas rec\u00e9m nascidos no Isea, em Campina Grande Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti Nos dias em que o filho de Joseane est\u00e1 em atendimento, ela organiza tudo da melhor forma poss\u00edvel para conseguir dar suporte \u00e0s fam\u00edlias que procuram ajuda.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos dias em que ele est\u00e1 em casa, ela costuma aproveitar as manh\u00e3s para cuidar das demandas do projeto, montado os kits para poder fazer as entregas. Os atendimentos \u00e0s gestantes de forma presencial s\u00e3o feitos no turno da tarde, quando Joseane visita as gestantes que est\u00e3o na maternidade e recebe as que est\u00e3o ainda gr\u00e1vidas na sede do projeto.<\/p>\n<p>Com prop\u00f3sito &quot;de fazer com que cada vez mais beb\u00eas n\u00e3o sejam afastados de suas m\u00e3es&quot;, Joseane segue transformando a pr\u00f3pria dor em ajuda para milhares de m\u00e3es paraibanas. &quot;Nosso prop\u00f3sito \u00e9 proteger o la\u00e7o materno para um novo tempo, tendo a convic\u00e7\u00e3o que vai dar tudo certo. Essa \u00e9 a grande motiva\u00e7\u00e3o: quando chego no final de cada doa\u00e7\u00e3o e consigo ver no olhar daquela m\u00e3e uma gratid\u00e3o t\u00e3o imensa que os olhos chegam a brilhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joseane no in\u00edcio do projeto &#039;Abrace um RN&#039;, em Campina Grande Arquivo Pessoal\/Joseane Cavalcanti Para muitas mulheres que desejam ser m\u00e3es, a chegada de um beb\u00ea \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um grande sonho. Para outras, o momento pode ter o brilho apagado pelas dificuldades financeiras. 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