{"id":1611,"date":"2026-04-25T23:52:37","date_gmt":"2026-04-26T02:52:37","guid":{"rendered":"http:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=1611"},"modified":"2026-04-25T23:52:37","modified_gmt":"2026-04-26T02:52:37","slug":"padre-denuncia-suposto-erro-em-obra-publica-apos-demolicao-de-igreja-historica-em-joao-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoracariri.bops.com.br\/?p=1611","title":{"rendered":"Padre denuncia suposto erro em obra p\u00fablica ap\u00f3s demoli\u00e7\u00e3o de igreja hist\u00f3rica em Jo\u00e3o Pessoa"},"content":{"rendered":"<p>Par\u00f3quia Nossa Senhora das Dores, no bairro de Mangabeira, em Jo\u00e3o Pessoa Janinne Vivian \/ g1 O que hoje \u00e9 um terreno vazio no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de Jo\u00e3o Pessoa, j\u00e1 foi o primeiro templo religioso do bairro. A demoli\u00e7\u00e3o da Par\u00f3quia Nossa Senhora das Dores, que aconteceu em agosto de 2025, \u00e9 atribu\u00edda, segundo a par\u00f3quia, a problemas estruturais que teriam surgido ap\u00f3s interven\u00e7\u00f5es feitas durante uma obra p\u00fablica no entorno do templo.<\/p>\n<p>Pra\u00e7a est\u00e1 sendo construida em frente \u00e0 paroquia, em Mangabeira Janinne Vivian \/ g1 Com receio de poss\u00edveis desabamentos causados por infiltra\u00e7\u00f5es e rachaduras, a demoli\u00e7\u00e3o do templo foi definida ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e com anu\u00eancia da Arquidiocese. Procurada pelo g1, a Arquidiocese da Para\u00edba informou que acompanha o caso e que as informa\u00e7\u00f5es repassadas pelo padre refletem, tamb\u00e9m, o entendimento da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Veja os v\u00eddeos que est\u00e3o em alta no g1 O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa e com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) sobre o suposto erro de obra, mas apesar das diversas tentativas, n\u00e3o houve retorno at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem. Mangabeira completou 43 anos na \u00faltima quinta-feira (23).<\/p>\n<p>Com mais de 70 mil habitantes, o bairro \u00e9 o mais populoso da capital. A igreja, segundo o p\u00e1roco, foi erguida em 1944, passou por duas reformas ao longo da hist\u00f3ria e foi o primeiro templo religioso do bairro. Par\u00f3quia Nossa Senhora das Dores, no bairro de Mangabeira, antes da demoli\u00e7\u00e3o Arquivo pessoal\/Raphaela Felix \u2018Disseram que a igreja a qualquer hora iria cair, mas j\u00e1 houve duas reformas\u2019 Terreno em frente a igreja Nossa Senhora das Dores, em Jo\u00e3o Pessoa Janinne Vivian \/ g1 Segundo o padre Paulo, durante o in\u00edcio das obras na pra\u00e7a, a cal\u00e7ada lateral da igreja foi retirada, o que, segundo ele, aconteceu sem permiss\u00e3o e de forma irregular.<\/p>\n<p>Com a estrutura exposta, surgiram infiltra\u00e7\u00f5es e rachaduras, agravadas pelas chuvas de maio do mesmo ano. Tapumes chegaram a ser instalados, mas foram furtados. Ainda de acordo com o padre, t\u00e9cnicos chegaram a avaliar alternativas de refor\u00e7o, mas a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ou por falta de seguran\u00e7a. \u201cEles queriam refazer a parede, colocar mais colunas e vigas, mas n\u00e3o sentimos seguran\u00e7a na estrutura, em ficar embaixo dessa estrutura.<\/p>\n<p>Que garantia n\u00f3s ter\u00edamos? Com a anu\u00eancia do arcebispo, o processo foi de demoli\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o valeria a pena fazer apenas um remendo\u201d, afirmou. O padre afirma que a prefeitura informou que n\u00e3o se considera causadora da situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se disp\u00f4s a colaborar com a reconstru\u00e7\u00e3o do templo. Ele tamb\u00e9m contesta vers\u00f5es de que a igreja apresentava risco iminente antes das interven\u00e7\u00f5es no entorno.<\/p>\n<p>\u201cDisseram [a prefeitura] at\u00e9 que a igreja a qualquer hora iria cair. A igreja \u00e9 de 1944, mas j\u00e1 houve duas reformas, inclusive de reconstru\u00e7\u00e3o. Essa foi a primeira igreja de Mangabeira, que fundou o bairro. Tudo que aconteceu aqui n\u00e3o foi falta de zelo de nossa parte\u201d, disse. Projeto de reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 estimado em R$ 2,2 milh\u00f5es Novo projeto arquitet\u00f4nico da par\u00f3quia Nossa Senhora das Dores foi feito por fi\u00e9is, em Jo\u00e3o Pessoa Reprodu\u00e7\u00e3o \/ @paroquiansdores Segundo a par\u00f3quia, o projeto de reconstru\u00e7\u00e3o da igreja est\u00e1 or\u00e7ado em R$ 2,2 milh\u00f5es e foi dividido em tr\u00eas etapas.<\/p>\n<p>A primeira prev\u00ea aterro e constru\u00e7\u00e3o do muro. A segunda envolve a funda\u00e7\u00e3o e a montagem da estrutura pr\u00e9-moldada. A terceira corresponde ao fechamento em alvenaria. A antiga matriz tinha cerca de 350 metros quadrados. O novo projeto prev\u00ea aproximadamente mil metros quadrados, com capacidade para 716 pessoas sentadas.<\/p>\n<p>Ainda segundo o padre, j\u00e1 foram executadas a drenagem pluvial, a demoli\u00e7\u00e3o da antiga matriz e a devolu\u00e7\u00e3o do terreno. A prioridade agora \u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o do muro, por seguran\u00e7a. A previs\u00e3o era iniciar essa etapa em 15 de abril, mas, segundo apura\u00e7\u00e3o do g1 no local, a obra ainda n\u00e3o foi iniciada. Para viabilizar a obra, a par\u00f3quia lan\u00e7ou uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n<p>Uma equipe de paroquianos foi formada para auxiliar no processo. \u201cAmo meu povo e fa\u00e7o tudo com zelo. Mas n\u00f3s estamos sem uma casa para fazer a primeira eucaristia, casamentos e para o povo poder se sentar para ouvir a Palavra de Deus. E n\u00e3o foi culpa deles. Tivemos que adaptar o sal\u00e3o, mas n\u00e3o comporta todo o p\u00fablico e estamos na luta da reconstru\u00e7\u00e3o e para cuidar dos fi\u00e9is&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>Fi\u00e9s celebram missa na parte externa do terreno da igreja Nossa Senhora das Dores, em Jo\u00e3o Pessoa Arquivo Pessoal \/ Padre Paulo Henrique \u2018Marcamos o nosso casamento e fomos pegos de surpresa\u2019 A demoli\u00e7\u00e3o da igreja tamb\u00e9m afetou fi\u00e9is que tinham eventos marcados para o espa\u00e7o. Emanuela Cavalcante conta que frequentava a par\u00f3quia desde a inf\u00e2ncia e que o espa\u00e7o fazia parte da rotina da comunidade.<\/p>\n<p>\u201cEu lembro da minha inf\u00e2ncia\u2026a minha tia servia na pastoral da fam\u00edlia, na Dorinha, e aos domingos a gente ia l\u00e1 pra com uma grande sopa, e toda a comunidade vinha para pegar. Nas festividades era aquela festa grande, cheia de crian\u00e7a. E ver ali, hoje, s\u00f3 terrenos, \u00e9 bem marcante para mim, que frequentava a igreja\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Em maio de 2025, ela e o esposo, j\u00e1 casados no civil, decidiram realizar a cerim\u00f4nia religiosa. O casamento foi marcado quando a igreja ainda estava de p\u00e9. Meses depois, segundo ela, veio a informa\u00e7\u00e3o de que o templo seria demolido. O casamento foi cancelado e o casal precisou encontrar, \u00e0s pressas, outro templo.<\/p>\n<p>\u201cMarcamos o nosso casamento e fomos pegos de surpresa. Foi algo que nos chocou  bastante, porque como n\u00f3s pertencemos \u00e0 comunidade, desej\u00e1vamos tamb\u00e9m realizar a cerim\u00f4nia l\u00e1. O casamento da gente era para o m\u00eas de novembro de 2025. A secretaria da igreja disse que, com certeza, at\u00e9 essa data, a igreja n\u00e3o iria estar de p\u00e9 novamente.<\/p>\n<p>Foi algo muito triste. Muito triste mesmo\u201d, disse. Moradores relatam falta de manuten\u00e7\u00e3o em outras pra\u00e7as Pra\u00e7a Bosque das \u00c1guas, na Rua Comerciante Jos\u00e9 C\u00e2ndido dos Santos, em Jo\u00e3o Pessoa Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Cabo Branco Moradores de Mangabeira tamb\u00e9m relatam problemas de manuten\u00e7\u00e3o em pra\u00e7as do bairro.<\/p>\n<p>Na Pra\u00e7a Bosque das \u00c1guas, na Rua Comerciante Jos\u00e9 C\u00e2ndido dos Santos, h\u00e1 relatos de lixo acumulado, falta de poda, brinquedos quebrados e uma ponte danificada, com reparos improvisados feitos por moradores. Catarina da Costa, que mora h\u00e1 mais de 30 anos no bairro, afirma que a situa\u00e7\u00e3o se agrava \u00e0 noite.<\/p>\n<p>\u201cDe noite \u00e9 um caos. A placa \u2018pare\u2019 estava no ch\u00e3o e eu recolhi. A gente est\u00e1 aqui entregue \u00e0s baratas e precisa de uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Pra\u00e7a acumula entulhos e registra falta de poda e limpeza, em Mangabeira Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Cabo Branco Em nota, a Secretaria de Servi\u00e7os Urbanos e Zeladoria (Sesuz) informou que enviou uma equipe ao local na quarta-feira (22).<\/p>\n<p>Segundo Catarina, os servi\u00e7os foram iniciados, mas n\u00e3o finalizados, e os problemas permanecem. H\u00e1 relatos semelhantes em uma pra\u00e7a localizada na Rua Airton Pinheiro de Farias, tamb\u00e9m em Mangabeira. Segundo moradores, h\u00e1 ac\u00famulo de lixo e entulhos, pontos com \u00e1gua parada, estruturas danificadas e falta de ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pra\u00e7a localizada na Rua Airton Pinheiro de Farias, em Mangabeira Janinne Vivian \/ g1 J\u00e1 a pra\u00e7a da Rua Francisco Rocha Ferreira apresenta brinquedos danificados, vegeta\u00e7\u00e3o sem poda e quadras esportivas com grades quebradas e partes enferrujadas. Pra\u00e7a na Rua Francisco Rocha Ferreira, em Mangabeira, Jo\u00e3o Pessoa Janinne Vivian \/ g1 Sobre isso, o g1 entrou em contato com a Sesuz, que informou que estar\u00e3o atendendo todas as pra\u00e7as de Mangabeira com os servi\u00e7os de Zeladoria e Manuten\u00e7\u00e3o em 30 dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Par\u00f3quia Nossa Senhora das Dores, no bairro de Mangabeira, em Jo\u00e3o Pessoa Janinne Vivian \/ g1 O que hoje \u00e9 um terreno vazio no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de Jo\u00e3o Pessoa, j\u00e1 foi o primeiro templo religioso do bairro. 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