
Abóboras gigantes, com peso de até 100 kg, impressionam em Goiás; a colheita inicia nesta sexta‑feira (24) em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, e a Prefeitura projeta a captação de cerca de 500 toneladas para decorar as celebrações dos 178 anos da cidade. ✅
Em 1870, cerca de 3 mil soldados que retornavam da Guerra do Paraguai passaram pela região e encontraram nas abóboras uma fonte de alimento. O episódio foi registrado pelo escritor Visconde de Taunay e deu origem ao apelido de “Rio Verde das Abóboras”. Segundo a engenheira e agrônoma da Secretaria Municipal de Agricultura de Rio Verde, Camila Caixeta, responsável pelo cultivo, neste ano foram plantadas cinco variedades de abóboras, entre elas duas americanas e três brasileiras.
“Nós plantamos cinco variedades. Temos duas americanas, a Atlântico Gigante e a Mamute, além de três brasileiras, entre elas a Brasileirinha, que tem as cores verde e amarela”, explicou.
As abóboras gigantes espalhadas pelas ruas chamam atenção dos moradores de Rio Verde; há ainda anúncios de bancos que leiloam imóveis em Goiás com lances entre R$ 22 mil e R$ 77 milhões, e a reportagem destaca que elas fazem sucesso em Rio Verde, com o crédito de arquivo pessoal a Camila Caixeta e a menção “Manejo especial”.
Apesar de pertencerem à mesma espécie das abóboras comuns, as gigantes recebem um manejo diferenciado para expressar o potencial genético. Segundo Camila, o cultivo envolve adubação, nutrição, uso de hormônios, manejo biológico e irrigação constante. “As plantas recebem um acompanhamento mais de perto e muita água.”
O fruto exige bastante irrigação para atingir esse porte”, afirmou. O sistema de irrigação é feito durante cerca de 120 dias, com aplicações três vezes por semana. Engenheira responsável pelas abóboras gigantes, em Rio Verde, com crédito de arquivo pessoal a Camila Caixeta.
A expectativa da equipe é superar os resultados do ano passado, quando a maior abóbora colhida pesou 92 quilos.
Neste ano, algumas devem se aproximar dos 100 quilos, segundo a engenheira. Ela explica que o clima influenciou o desenvolvimento das plantas. Com o fim antecipado das chuvas, foi necessário iniciar a irrigação mais cedo, o que aumentou os desafios do cultivo.
O plantio ocupa uma área de aproximadamente 6 hectares. A estimativa é de uma colheita superior a 10 mil abóboras, totalizando cerca de 500 toneladas, o equivalente a aproximadamente 60 caminhões carregados. Além das tradicionais variedades, a novidade deste ano é a Brasileirinha, de coloração verde e amarela, criada para compor a decoração das festividades do município.
Para Camila, participar da produção é motivo de orgulho. “É uma satisfação muito grande trabalhar com um símbolo de Rio Verde. Ver as pessoas tirando fotos e encantadas com as abóboras é muito gratificante”, disse.
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Fonte: G1 Nacional





