Marinha desenvolve exercício para reproduzir cenário de guerra no Porto de Santos, diz ‘Temos que nos preparar’
A Marinha promove exercício para simular cenário de guerra no Porto de Santos, assinado por Vanessa Rodrigues/AT
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Segundo o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo, capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, “Os navios da Esquadra vão ao mar, muitas vezes, em operações conjuntas, exercitando situações que podem ocorrer em uma guerra real”. O maior navio de guerra da América Latina permanece aberto para visitação neste domingo, e a reportagem de g1 adentra a embarcação para divulgar segredos do submarino de guerra, com a autoria de Vanessa Rodrigues/AT
Capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes
A Operação Aderex tem como objetivo principal elevar a prontidão operacional dos navios, aeronaves e tropas de fuzileiros navais. Conforme o comandante, a prática no oceano viabiliza a identificação de problemas e o treinamento da reação da equipe.
Destacando a necessidade de prevenção e preparo, Mendes afirma: “Nós temos que nos prevenir, temos que nos preparar, e a melhor maneira de fazer isso é exatamente praticando. Quando estamos no mar, identificamos problemas reais que podem acontecer”. A Marinha disponibiliza a abertura da escotilha para demonstrar o interior de um submarino de guerra.
A escolha foi feita em favor de Santos
A escolha de Santos possui relevância estratégica, já que trata‑se do maior porto do Hemisfério Sul. A defesa também abrange as plataformas de petróleo e as unidades da Transpetro ao longo do Litoral Norte. O capitão afirma: “A Marinha do Brasil sempre conta com Santos como um ponto muito importante, tanto para apoio quanto para ser protegido futuramente.”
Trata‑se de uma infraestrutura essencial ao desenvolvimento nacional, destaca o capitão, que ressalta a necessidade de zelar essa região.
Destaques da frota
Navio Atlântico, considerado a maior embarcação de guerra da América Latina, permanecerá aberto ao público para visitação a partir de amanhã.
Fragata Tamandaré, primeira das oito novas unidades previstas no plano de modernização da Marinha, foi projetada para ampliar a capacidade de defesa aérea, antissubmarina e de superfície. Conforme Mendes, os investimentos na renovação da Esquadra favorecem a atração de novos profissionais, cujo treinamento dura cerca de oito anos, passando pelo Colégio Naval, a Escola Naval e o estágio. Mesmo com o material moderno, o comandante enfatiza que o fator humano continua como prioridade.
“O pessoal é o nosso maior patrimônio. Material a gente consegue adquirir com planejamento. Pessoas preparadas e treinadas, não”.
A frota permanecerá na Baixada Santista até segunda‑feira, quando retornará ao Rio de Janeiro. O submarino Tikuna é mencionado, com crédito a Alexsander Ferraz/AT.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Fonte: G1 Nacional
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