Skip to main content

Redes sociais questionam preço de doces artesanais na feira de Crato, Ceará

Nas últimas semanas, o TikTok e outras plataformas foram inundados com registros de consumidores revoltados após alegarem ter sido enganados em uma barraca de doces da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Ceará, que teria cobrado valores abusivos por unidades vendidas a peso.

Samiryan Meneses, usuária do TikTok, relatou que, ao participar da Expocrato no primeiro dia de evento, foi abordada por uma funcionária que ofereceu amostras gratuitas mediante o “sorriso” da cliente, conforme registrado em seu vídeo.

No material, a jovem aparece segurando três porções de doces que, segundo ela, somaram aproximadamente R$ 300. Ela ainda apontou que a placa da barraca indicava “100 g – R$ 19,90”, porém só constatou o peso real dos itens após o processo de pesagem.

O relato de Samiryan se juntou ao de diversos outros clientes, que passaram a denominar o caso de “golpe do doce”. Em resposta à comoção, o Ministério Público do Ceará, por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), realizou uma operação de vistoria no estande da Doceria de Leites para apurar possíveis irregularidades.

Segundo a nota oficial do MP, a fiscalização constatou a ausência de preços claramente exibidos e a inexistência de indicação de tamanho ou peso dos produtos, fazendo com que os consumidores adquirissem as porções sem saber o valor real.

O promotor de Justiça Thiago Marques explicou que o adequado seria que o consumidor visualizasse o produto e soubesse o equivalente a 100 g para escolher a quantidade desejada; diferentemente, a compra feita apenas por “olhômetro” pode gerar dúvidas, sobretudo em itens vendidos a peso.

O proprietário da Doceria de Leites, natural de Minas Gerais, gravou um vídeo de esclarecimento e negou a existência de qualquer golpe.

Ele afirmou que o preço é R$ 19,90 a cada 100 g – equivalente a R$ 199 por quilo – e que o cliente tem total liberdade para escolher a quantidade que desejar, já que não é possível precisar de uma fração exata de 100 g ao cortar o doce.

Ele ainda declarou que, após o corte, o doce não pode ser devolvido, pois a vigilância sanitária proibiu a reutilização dos pedaços para demonstração, impedindo que o estabelecimento retorne ou ofereça tais unidades como prova.

Conforme o dono, vários pedaços foram devolvidos por clientes que desistiram da compra e não podem ser vendidos nem utilizados como evidência.

O texto foi divulgado primeiramente em um portal de economia.

Fonte: PolemicaPB

No Comments yet!

Your Email address will not be published.