Preso por crime contra bebê de 10 meses, homem afirma que não estava no mesmo quarto da criança
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A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que está detido sob suspeita de participar da morte de Helena, uma menina de 10 meses, declarou, em comunicado, que “não se encontrava no mesmo cômodo onde a criança dormia”. Ele mantém vínculo com a mãe da bebê.
Junto com seu primo, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, ele foi detido após o falecimento da menina.
A criança morreu em Fortaleza na segunda‑feira (13 de julho) e o motivo da morte permanece sob investigação. Conforme a polícia, o hospital informou que a menina apresentava lesões compatíveis com indícios de violência sexual.
A advogada Gleicy Kelly Leitão declarou que Francisco Ray concordou voluntariamente em fornecer material genético e que a defesa aguarda a análise dos laudos periciais para esclarecer os acontecimentos.
As duas prisões foram convertidas em medidas preventivas. A reportagem não conseguiu obter contato com a defesa de Roberto Levy, deixando o espaço aberto para eventuais manifestações.
Comunicado da defesa de Francisco Ray, preso suspeito pela morte da bebê de 10 meses.
Festa, agressão sexual e óbito
- O fato ocorreu em Fortaleza (CE) na segunda‑feira (13/7).
- De acordo com o depoimento da mãe de Helena à Polícia Civil, ela estava em uma festa dentro de um apartamento quando percebeu que a filha estava se sentindo mal.
- No início, ela supôs que a bebê havia se engasgado. Contudo, outros aspectos da dinâmica ainda não foram formalmente esclarecidos.
Conforme o depoimento, a mulher e Francisco Ray mantinham um relacionamento recente e se conheciam há poucos dias.
Ela ainda disse que o homem, inicialmente considerado padrasto da criança, e o primo dele estavam presentes no apartamento quando a bebê começou a se sentir mal.
A Polícia Civil do Ceará está investigando o caso por meio da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a unidade de saúde que atendeu Helena constatou sinais compatíveis com violência sexual, e a hipótese de asfixia também está sendo apurada pelas autoridades.
A causa da morte ainda não foi confirmada e a Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais.
De acordo com a Dececa, Francisco Ray e Roberto Levy foram conduzidos à delegacia apresentando indícios de embriaguez.
Mais detalhes do caso:
- A criança veio a falecer no hospital após receber socorro; no local, a equipe médica constatou sinais compatíveis com violência sexual.
- Conforme a SSPDS, o caso ocorreu no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
- A mãe de Helena prestou depoimento acompanhada do irmão, que é o tio da criança.
- A Dececa informou que os depoimentos da mãe e do tio serão fundamentais para reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar a participação de cada envolvido.
- A criança foi sepultada na terça‑feira (14/7); a mãe sentiu mal, desmaiou durante o velório e saiu do local em uma cadeira de rodas.
Fonte: Opipoco
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