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Ministro da Educação da Índia deixa o cargo após protesto das baratas

O primeiro-ministro da Índia anunciou a criação de tribunais especiais para julgar fraudes em provas após dias de protestos; o ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renunciou neste sábado (25) após semanas de manifestações que exigiam sua demissão por supostos vazamentos em exames de admissão concorridos e irregularidades no sistema educacional. O anúncio, feito em publicação na rede social X, representa a primeira grande concessão do governo de Narendra Modi diante das protestos, ocupações e greves de fome organizados pelo movimento “Barata”.

O que começou como demanda de reformas educacionais evoluiu para um protesto amplo que aborda desemprego, responsabilidade do governo e oportunidades econômicas. Manifestantes – estudantes, trabalhadores, famílias e ativistas – realizaram caminhadas em Nova Délhi e em diversas cidades do país. Em rede social, o Partido ‘Cockroach Janta’ comemorou: “A DEMOCRACIA VENCEU!” após a saída do ministro.

Ainda na sexta‑feira, 24 de julho de 2026, ativistas da ala estudantil de partidos políticos se reuniram em Calcutá para marchar, integrando o movimento “Partido Cockroach Janta”, conforme registrado pela agência AP/Bikas Das.

Os protestos se consolidaram como um dos principais indícios de resistência ao governo de Modi nos últimos anos, com milhares de pessoas voltando às ruas apesar da repressão com gás lacrimogêneo e cassetetes. A tensão se acirrou na segunda‑feira (20), quando as autoridades dispersaram milhares de manifestantes que avançavam em direção ao Parlamento.

Vários estudantes resultaram feridos durante a repressão, agravando a revolta dos manifestantes. Por anteriormente, o governo de Modi havia buscado acalmar a situação anunciando tribunais de tramitação rápida para casos de vazamento de provas e prometendo legislação mais rígida contra fraudes e corrupção nos exames. Contudo, os líderes do protesto declararam que as manifestações só encerrariam quando Pradhan deixasse o cargo.

Além disso, exigem reformas abrangentes nos processos de avaliação e pedem indenização às famílias de estudantes que se suicidaram após os supostos vazamentos de provas.

Fonte: G1 Nacional

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