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No Cariri, Lucas Ribeiro tem o apoio de 24 prefeitos, Efraim Filho de 3 e Cícero Lucena de 2; veja levantamento atualizado

Um levantamento atualizado realizado sobre o posicionamento político dos prefeitos e prefeitas do Cariri paraibano revela que o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) ampliou sua vantagem, e já conta com o apoio declarado de 24 gestores municipais da região.

De acordo com os dados apurados, o senador Efraim Filho (UB) aparece em segundo lugar, com três prefeitos alinhados ao seu projeto político. Outros cinco municípios ainda seguem com posição indefinida, indicando que o cenário, embora majoritariamente desenhado, permanece em movimento.

O prefeito da Capital, Cícero Lucena (MDB), conta apenas de dois prefeitos.

O prefeito de Alcantil, Cícero do Carmo, e a prefeita do Congo, Flávia Quirino, seguem indefinidos. A tendência é que a prefeita do Congo anuncie apoio a Lucas Ribeiro.

Entre os prefeitos que declararam apoio a Lucas Ribeiro estão gestores de cidades-polo e de municípios estratégicos, o que amplia o peso político governador na região. Já Efraim mantém respaldo em localidades específicas, mas sem conseguir expandir sua base no mesmo ritmo.

CONFIRA O LEVANTAMENTO EXCLUSIVO:

De Olho no Cariri

Com Cariri da Gente

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Campanha de Destinação de Imposto de Renda segue até 29 de maio em Sumé

A Secretaria de Assistência Social de Sumé segue mobilizada na Campanha de Arrecadação de Imposto de Renda para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Sumé.

Este mês, a Secretaria de Assistência Social, juntamente com contadores parceiros, tem feito mobilização para incentivar a doação. São parceiros dessa iniciativa junto à Prefeitura, os escritórios de NE Contabilidade e Condata.

O objetivo é ampliar o engajamento da população para que sejam aumentadas as doações para o Fundo. O prazo termina em 29 de maio.

Quem declara imposto de renda, pessoa física ou jurídica, pode destinar até 3% do imposto ao Fundo Municipal, sem custo adicional, e com isso apoiar projetos culturais do município com crianças e adolescentes.

A arrecadação é uma forma legal e segura de apoiar projetos sociais. O contribuinte pode destinar parte de sua doação fazendo diretamente na declaração/ECA, seguindo os passos:

– Indique o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Sumé – Paraíba – CNPJ: 21.025.594/0001-65;

– Responda o valor que deseja doar (no máximo 3%) – o programa calculará automaticamente;

– Imprima a DARF e pague até o dia 29 de maio de 2026.

Sua destinação ajuda a incentivar projetos sociais, é um ato de cidadania efetiva, amplia a proteção para crianças e adolescentes do município de Sumé

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Cícero Lucena escolhe Serra Branca para primeira agenda de construção do plano de governo

O MDB realiza nesta quinta-feira (14), em Serra Branca, no Cariri paraibano, a primeira oficina de trabalho do projeto “Paraíba em Novo Ritmo”, iniciativa que vai percorrer todas as regiões do estado para construir, de forma participativa, o plano de governo de Cícero Lucena. O encontro será realizado no salão de eventos da Pousada Itamorotinga às 16h e será aberto ao público.

A proposta do projeto é ouvir a população, lideranças, entidades, associações e representantes de diversos segmentos da sociedade, promovendo debates e grupos de trabalho em áreas como segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico, agricultura e governança. Além dos encontros presenciais, também haverá canais para participação remota.

Segundo Cícero Lucena, a iniciativa nasce da necessidade de construir um projeto conectado com a realidade da população e com os desafios de todas as regiões da Paraíba.

“Nosso objetivo é ouvir as pessoas e construir soluções a partir da realidade de cada região. A Paraíba precisa de um governo sensível, que saiba priorizar o que verdadeiramente importa para a vida das pessoas. É preciso olhar o estado como um todo, e não apenas uma região”, destacou.

Serviço:

Oficina Plano de Governo MDB Município: Serra Branca Local: Salão de eventos da Pousada Itamorotinga Endereço: Av. Onildo Ribeiro de Assis, S/N. Horário: 16h.

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Após saída de André Gomes, Bruno nomeia Anny Karenine para a Cultura de Campina

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), usou suas redes sociais para anunciar a nova secretária de Cultura do município. Trata-se de Anny Karenine, que, às vésperas de mais uma edição d’O Maior São João do Mundo, assume a pasta deixada por André Gomes.

Anny Karenine já atuava na pasta, ocupando a função de chefe de gabinete. Ela é aliada do ex-titular da secretaria, André Gomes, que precisou se desincompatibilizar para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A ligação entre a nova secretária e o ex-secretário foi destacada no texto publicado por Bruno Cunha Lima. De acordo com o gestor, esse foi um dos motivos que levaram à escolha de Anny Karenine para chefiar a Cultura em Campina Grande.

“Ninguém faz nada sozinho e na cultura não seria diferente. Existe uma equipe inteira que se soma aos artistas, aos movimentos culturais, à vida cultural de Campina. Exatamente por isso, reconhecendo o trabalho da nossa equipe, convidei Anny Karenine pra “sair da coxia” e entrar em cena como a nova secretária de cultura de uma terra que pulsa poesia, música, arte, teatro, artesanato e tantas outras expressões do nosso ‘campinismo’ “, escreveu o prefeito.

A nomeação de Anny Karenine deve ser oficializada na próxima separata do Semanário Oficial de Campina Grande.

Com Jornal da Paraíba

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Paraíba registra mais de 2,3 mil casos de dengue em 2026

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Reprodução/TV Vanguarda A Paraíba registrou 2.398 casos prováveis de dengue em 2026. Também foi confirmada uma morte pela doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (12) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).

Segundo a SES, a morte confirmada por dengue é de um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para óbito. Além desse caso, outros oito óbitos seguem em investigação para a doença no estado. Vídeos em alta no g1 A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, explicou que, mesmo em um cenário de menor sazonalidade, a dengue continua concentrando a maior parte das notificações.

“Hoje, mais de 96% dos casos prováveis de arboviroses na Paraíba são de dengue. Por isso, é importante que a população fique atenta a sintomas como febre, dor abdominal, náuseas e vômitos persistentes, buscando atendimento de forma oportuna para evitar o agravamento dos casos”, Para conter o avanço das arboviroses, o estado tem adotado medidas como uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para aplicação de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios.

Dentista é presa suspeita de levar celular e drogas para detentos em penitenciária na Paraíba

Uma dentista foi conduzida à delegacia, nesta segunda-feira (11), suspeita de levar aparelhos eletrônicos e substâncias ilícitas para detentos da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB), a descoberta ocorreu após um atendimento odontológico. Durante um procedimento de segurança, policiais penais apreenderam com um detento um aparelho celular, carregadores e fones de ouvido.

Questionado, o interno afirmou ter recebido o material da dentista responsável pelo atendimento. Em seguida, a profissional foi abordada e, segundo a Seap, foi flagrada tentando esconder substâncias ilícitas.

A dentista foi conduzida à Central de Polícia e autuada em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e favorecimento.

Com G1/PB

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Radialista morre após acidente entre moto e carro, no Agreste da Paraíba

Inácio Anselmo de Araújo, de 46 anos, morreu após um acidente entre moto e carro, na PB Reprodução / TV Cabo Branco Um radialista identificado como Inácio Anselmo de Araújo, de 46 anos, morreu após uma colisão entre a moto que ele pilotava e uma picape, na PB-100, no municípío de Fagundes, no Agreste da Paraíba, na tarde da terça-feira (12).

Ainda segundo a PM, o motorista da picape permaneceu no local do acidente e realizou o teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool. Ele foi orientado a prestar esclarecimentos na Delegacia da Polícia Civil. As causas do acidente serão investigadas. Inácio Anselmo morreu no mesmo dia do aniversário.

Eliminação de concorrentes e anulação de licitações: investigação detalha esquema entre empresa e prefeitura de Cabedelo que desviou R$ 270 milhões

MP e Polícia Federal detalha estrutura de facção e ligação com agentes políticos de Cabedelo Uma investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e também da Polícia Federal, apontou suspeitas de irregularidades envolvendo aditivos de contratos milionários firmados pela Prefeitura de Cabedelo, de acordo com o documento que a Rede Paraíba teve acesso.

O esquema, de acordo com investigação dos órgãos, contratava empresas terceirizadas para o poder público, com intuito de empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro da administração para desviar recursos. Na prática, esses recursos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.

Um dos principais pontos destacados pelos investigadores envolve um contrato de 2020, originado a partir de uma licitação em 2019. De acordo com o documento, o contrato teve vigência iniciada em 16 de janeiro de 2020 e permaneceu válido até 15 de janeiro de 2026 após a celebração de 11 aditivos consecutivos.

Ainda conforme a investigação, o valor inicial do contrato era de R$ 14.914.000,00. Após aditivos e supressões que somaram R$ 13.879.381,14, o montante final pago chegou a R$ 28.793.381,14. O MP afirma que o crescimento contratual representou um acréscimo de 93,06% ao longo de 72 meses, enquanto a inflação medida pelo IPCA no mesmo período teria sido de 38,2%.

Outro trecho da investigação do MP trata de um contrato firmado em 6 de fevereiro de 2024 após uma licitação em 2023. O órgão também encontrou as seguintes irregularidades: O contrato foi celebrado no valor de R$ 9.297.419,88, com pagamento mensal de R$ 774.784,99 para prestação de serviços terceirizados destinados às unidades de saúde municipais; A investigação aponta que o contrato foi prorrogado em 6 de fevereiro de 2025 por mais 12 meses.

Segundo a PF e o Gaeco, a renovação ocorreu um dia após a inabilitação de uma empresa concorrente da Lemon, em um pregão eletrônico que resultaria na vitória da Lemon. No documento, o MPF afirma que o procedimento garantiu a “eternização da Lemon à frente do mencionado objeto de prestação de serviços” e cita “indícios de prévio ajuste entre os gestores públicos e representantes da LEMON para direcionamento do contrato”.

Também segundo o documento, considerando valores já empenhados entre agosto de 2019 e janeiro de 2026, além de possíveis renovações futuras permitidas por lei, o potencial de recursos destinados às empresas poderia alcançar R$ 273.407.871,08. Além das suspeitas relacionadas aos contratos, a investigação menciona depoimentos que apontam para a existência de uma suposta “folha paralela” operacionalizada por meio da estrutura da Lemon.

Segundo o documento, o depoimento de Ariadna Thalia apontou que pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho teriam recebido aumentos artificiais de salários para gerar excedentes financeiros destinados ao pagamento de integrantes do grupo. Prefeitura iniciou processo para romper contrato com a empresa A Prefeitura de Cabedelo iniciou o processo que rompimento de contrato com a empresa Lemon, responsável por uma série de serviços na administração municipal, e que é suspeita de fazer parte do esquema.

De acordo com o atual prefeito interino da cidade, José Pereira, que assumiu após o afastamento de Edvaldo Neto, o processo de rompimento contratual vai ser feito de forma gradual, com objetivo de não interromper os serviços municipais abruptamente. Cerca de 700 pessoas são empregadas pela empresa e prestam serviços terceirizados para a administração municipal atualmente.

Integrante de facção criminosa apontou 'acordo' com ex-prefeito Integrante de facção criminosa fala sobre 'acordo' entre ex-prefeito na PB e Fatoka Identificada como chefe do núcleo de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho na Paraíba, Ariadna Thalia, presa em dezembro do ano passado, disse em depoimento que o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, atuou para manutenção do esquema que desviou mais de R$ 270 milhões, e que também afastou o prefeito interino Edvaldo Neto no mês passado.

Veja o vídeo acima. O esquema, de acordo com investigação da Polícia Federal, contratava empresas terceirizadas para o poder público, com intuito de empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro da administração para desviar recursos. Na prática, esses recursos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.

A Rede Paraíba teve acesso ao depoimento completo de Ariadna após a prisão dela. As informações foram prestadas por ela à polícia e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), e foram utilizadas como base pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), para autorizar o afastamento do então prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e também de vários mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao crime organizado e também da administração pública da cidade.

Ela relatou que em dezembro de 2024, uma operação da Polícia Federal, a "En Passant", interferiu no esquema e gerou demissões de funcionários da empresa Lemon, contratados de forma terceirizada após a indicação de chefes do Comando Vermelho, entre eles, Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, um dos criminosos mais procurados do Brasil, pela lista do Ministério da Justiça.

Na época, Vitor Hugo era o prefeito e em janeiro de 2025, André Coutinho, assume a prefeitura. "Teve a operação, foi avisado que as pessoas iam ser demitidas. (Quem assinou foi) o atual prefeito, na época, já era o André (Coutinho). E era um acordo do Vitor Hugo, mas esse acordo foi firmado e permanecido com o André, até a data da operação.

Quando teve a operação, ele ficou com medo, acho, de chegarem até a ele também e o (André) rompeu o acordo. Aí ele rompeu o acordo e tirou todas as pessoas que eram ligadas à facção e às indicações de Fatoka", disse ela. Depois da quebra do acordo e as demissões, Ariadna disse para a Justiça que o chefe da facção criminosa, Fatoka, cobrou de Vitor Hugo para que o esquema fosse mantido.

Segundo ela, Vitor Hugo informou que "uma pessoa dele" assumiria a prefeitura para manter o esquema funcionando. André Coutinho foi afastado do cargo público em dezembro de 2025. Edvaldo Neto assumiu interinamente no mesmo mês e Vitor Hugo já não era mais prefeito naquela época. "Sim, ele se recusa (André).

Na verdade, ele não faz parte, nem ele, nem a vice (Camila Holanda), não concordaram com o esquema. Aí o Vitor já tinha avisado que ia ter esse rompimento e que a pessoa que iria assumir a prefeitura era uma pessoa dele. E tudo iria voltar. Mas não iria voltar tudo de uma vez. Iria voltar aos poucos, as contratações", disse.

Ariadna também diz que quando Edvaldo Neto assume interinamente, o esquema é, de fato, retomado parcialmente, com algumas contratações e que, em troca desse aparelhamento de pessoas na prefeitura, a facção criminosa garantia para o então prefeito interino que opositores políticos não fizessem campanha eleitoral para a Eleição Suplementar de Cabedelo, ocorrida em 12 de abril, nos territórios dominados por ela.

"(O esquema acontecia em troca) do domínio territorial. (A facção) dominava a cidade toda, tudo. (Fatoka) ele dita o político que vai entrar na comunidade, quem pode fazer campanha, quem não pode, os votos, o apoio das pessoas, principalmente das comunidades (…) Inclusive, o Wallber (Virgolino) não faz campanha", contou.

Ela também explicou que apenas a comunidade do bairro Renascer não é dominada territorialmente pelo Comando Vermelho, através do braço "Tropa do Amigão". Ricardo Vital tratou o depoimento de Ariadna como sendo importante para o desenrolar da decisão judicial. O que dizem os citados A Rede Paraíba entrou em contato com Vitor Hugo, André Coutinho e Edvaldo Neto, ex-prefeitos de Cabedelo, assim como a ex-vice-prefeita Camila Holanda, e também a empresa Lemon.

Em nota, a defesa de Vitor Hugo disse que repudia "de forma veemente, qualquer tentativa de vinculação do seu nome a organizações criminosas ou ao tráfico de drogas" e que "não sabe quem é Ariadna nem Fatoka, nunca tratou nenhum assunto pessoal nem administrativo com os referidos". Camila Holanda, também por meio de nota, informou que "causa supresa a tentativa absurda de envolver o meu nome em qualquer fato dessa natureza" e já encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) provas "as quais em nenhum momento apontaram para qualquer envolvimento dela" e com relação a última operação da PF "não é alvo de absolutamente nada e não tem conhecimento a respeito de qualquer documento".

Edvaldo Neto também respondeu, por meio de nota, que "o gestor interino jamais manteve qualquer acerto com organizações criminosas, tampouco houve, durante sua breve passagem pela Prefeitura Municipal, qualquer vínculo ou relação dessa natureza". A defesa do ex-prefeito interino também ressalta que "a única referência ao nome de Edvaldo Neto no depoimento divulgado decorre de questionamentos formulados pelo próprio interrogador, sem que haja narrativa espontânea da depoente atribuindo ao gestor interino participação pessoal em reuniões, ordens, pagamentos ou tratativas com facções criminosas" A empresa Lemon informou que Ariadna foi funcionária da Lemon por sete meses e que foi desligada "por não corresponder às expectativas" e disse "não ser razoável" a chefe de um núcleo da facção criminosa "se submeter ao emprego de auxiliar de serviços gerais, recebendo um salário-mínimo, tendo que registrar ponto de presença e tendo suas faltas descontadas".

A Lemon também disse que " já apresentou toda a documentação comprovando que paga os salários dos funcionários nas respectivas contas-salário, por meio de transferência digital, não em espécie", como afirmou Ariadna ao falar de "folha de pagamentos paralela". Sobre a alegação de que a empresa voltou a manter vínculo com o poder público no mandato interino de Edvaldo Neto, a Lemon disse a ex-colaboradora "estava presa (quando ele assumiu)" e "também afirmou que estava afastada da facção" e que no entendimento da empresa isso "compromete diretamente seu depoimento e seu suposto 'conhecimento direto da engrenagem ilícita'".

André Coutinho disse, em nota, "que não conhece" Ariadna e que "não assumiu qualquer compromisso não republicano com quem quer que seja durante todo o tempo em que militou politicamente em Cabedelo". Ele reafirmou que "nunca soube ou compactuou com qualquer acordo envolvendo o crime organizado na cidade".

O esquema, segundo a Justiça Edvaldo Neto (Avante) Reprodução/TV Cabo Branco De acordo com as investigações, os recursos públicos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina. Até mesmo uma "folha de pagamento paralela" chegou a ser implantada.

Segundo o documento que o g1 teve acesso, o modelo operava da seguinte forma: A Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras.

Isso ocorria, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nessas contratações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório. Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba.

As indicações, segundo a investigação, partiam da liderança do grupo criminoso e eram operacionalizadas dentro da administração pública por intermediários e servidores, que recebiam currículos e efetivavam contratações dentro da estrutura das empresas terceirizadas. Na prática, isso teria criado a chamada "folha de pagamento paralela", na qual recursos públicos pagos às empresas terceirizadas eram desviados, total ou parcialmente, para financiar a organização criminosa e pagar propinas a agentes públicos.

O dinheiro circulava por meio de salários inflados desses funcionários terceirizados contratados, pagamentos em espécie e uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento dessas quantias, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro, também conforme a decisão. Com isso, a estrutura formal da administração municipal, conforme palavras do desembargador, “teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado”.

A operação Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo Divulgação/Polícia Federal Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.

As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União. A Justiça também proibiu o acesso às dependências da prefeitura das seguintes pessoas: Edvaldo Neto, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.

Prefeita, vice e 11 vereadores de Juazeirinho anunciam apoio às pré-candidaturas de João Azevêdo e Nabor para o Senado Federal

A prefeita de Juazeirinho, Anna Virginia (Republicanos), a vice-prefeita Sandra Paulino e 11 vereadores do município reafirmaram nesta terça-feira (12) apoio aos pré-candidatos ao Senado Federal, João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) e Lucas Ribeiro para o governo. As lideranças foram recebidas por João Azevêdo em João Pessoa.

A gestora disse que essa é uma decisão de uma mulher que acredita que a Paraíba vai continuar avançando com Lucas, João e Nabor. “A gente já vem caminhando com o ex- governador João Azevedo com parcerias em várias áreas e Lucas está dando seguimento a essa belíssima gestão que vem transformando a Paraíba. Gratidão se paga com Gratidão”, afirmou.

Dentre as parcerias entre o governo do Estado e a prefeitura, Anna Virgínia elencou a construção e reforma de sete praças, a criação de um Cemei, que é um centro para crianças com autismo, a reforma da Escola Severino Marinheiro, as travessias urbanas, passagens molhadas e as pontes melhorando a mobilidade. “Enfim, são diversas obras e políticas como o Tá na Mesa e programas como o Opera Paraíba que fez com que o Juazeirinho avançasse e com certeza vai avançar muito mais”.

“Obrigado a você, Anna Virginia, obrigado a Sandra, obrigado a todos que fazem essa grande corrente do bem por toda Paraíba. Eu fico muito feliz de receber aqui, mais uma vez, lideranças que demonstram compromisso com a Paraíba e com a cidade de Juazeirinho, que vem sendo muito bem administrada por Anna Virgínia e sua equipe de governo”, destacou João Azevêdo.

Além da prefeita Anna Virgínia e da vice-prefeita Sandra Paulino, participaram da reunião com João Azevêdo os vereadores de Juazeirinho Admilson de Pitula, presidente da Câmara Municipal, Fernando Cadete, Antônio Motta, Maria José, Emanuely da Colônia, Jó da Ilha, Wellignton Costa, Waguinho, Deda de Mendonça, Marquinho Colaço, Leonardo Medeiros, além do vereador de Aroeiras, Novo da Pesca.

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Repórter se surpreende ao descobrir câmera clandestina usada pelo tráfico escondida em poste: ‘Não é possível’; VÍDEO

14605254 O Fantástico esteve no principal bairro dominado pelo Comando Vermelho em Cabedelo, na Paraíba, acompanhando uma operação policial para localizar novas câmeras clandestinas usadas pela facção. Segundo os investigadores, são esses equipamentos que transmitem imagens em tempo real para criminosos no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

As câmeras, conhecidas como “besouros”, costumam ser instaladas em postes, árvores e até em casas da região. Em meio aos becos e vielas do bairro Jacaré, os agentes localizaram uma câmera escondida em um poste. O equipamento estava camuflado entre os fios de energia e quase passava despercebido. Operação encontra câmera do tráfico em poste e repórter reage: 'não é possível' Reprodução/TV Globo Segundo os agentes, os criminosos usam fita isolante e pintura escura para disfarçar os aparelhos em meio à fiação elétrica.

Durante o trajeto, um policial afirmou ter identificado outra câmera escondida. “Eu não vi câmera nenhuma”, respondeu o repórter. “Posso mostrar?”, questionou o agente, antes de apontar um pequeno buraco em meio à estrutura do poste. Operação encontra câmera do tráfico em poste e repórter reage: 'não é possível' Reprodução/TV Globo Ao enxergar o pequeno equipamento preso à fiação, a reação vem imediata: “Ah, não, não é possível”, reagiu o jornalista ao perceber o equipamento camuflado.

“Está tudo pintado de preto, com a fiação descendo. Aqui tem um pequeno buraco por onde eles conseguem captar as imagens. A câmera está aqui dentro”, explicou o policial. De acordo com a investigação, o sistema clandestino de monitoramento permite que o Comando Vermelho acompanhe, à distância e em tempo real, a entrada de policiais, agentes públicos e até políticos em áreas dominadas pela facção em Cabedelo.

Operação encontra câmera do tráfico em poste e repórter reage: 'não é possível' Reprodução/TV Globo Cabedelo, Paraíba: destino turístico é tomado pelo crime e vigiado 24 horas por câmeras instaladas por bandidos A polícia afirma que o esquema fazia parte de uma estrutura de monitoramento usada pelo traficante Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoca, apontado como integrante do Comando Vermelho e foragido no Rio de Janeiro.

Ainda segundo os investigadores, o sistema permitia que integrantes da facção interferissem diretamente na dinâmica da cidade paraibana, incluindo decisões comunitárias e ações ligadas ao tráfico de drogas. A defesa de Fatoca afirmou que não existem elementos que liguem o investigado aos fatos apurados.

Segundo a polícia, ele segue foragido no Complexo do Alemão. Segundo as investigações, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho monitoram a rotina dos moradores de Cabedelo (PB) a partir do Rio de Janeiro TV Globo/Reprodução Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Home office do crime: facção no Rio expandia poder sobre cidade da Paraíba.

GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação.

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