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Adolescentes suspeitos de matar ex-vereador e o pai dele são apreendidos, no Agreste da Paraíba

Adolescentes suspeitos de matar ex-vereador e o pai dele são apreendidos, no Agreste da Paraíba Reprodução / TV Cabo Branco Dois adolescentes foram apreendidos, em Aroeiras, Agreste da Paraíba, na terça-feira (18) suspeitos de matar o ex-vereador de Barra de Santana, José Samuel Barbosa Campos, de 40 anos, e o pai dele, de 67, durante um assalto.

O objetivo da dupla era roubar o veículo da família. À esquerda, o pai, e à direita, o filho, José Samuel Barbosa Campos Reprodução / TV Cabo Branco De acordo com o delegado Tadeu Maia, responsável pelas investigações, houve reação ao assalto. Durante a ação, os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo.

Vídeos em alta no g1 José Samuel Barbosa Campos morreu no local. O pai dele foi socorrido para o Hospital de Trauma de Campina Grande, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil informou que já colheu depoimentos dos dois adolescentes suspeitos e apreendeu a motocicleta usada no crime.

Hugo Motta reforça interesse do Republicanos na vice de Lucas Ribeiro

O presidente da Câmara dos Deputados e do Republicanos na Paraíba, Hugo Motta, reforçou nesta segunda-feira (18) a disposição do partido para integrar a chapa majoritária encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (Progressistas) nas eleições de outubro.

Em entrevista à imprensa, o dirigente destacou que o Republicanos pretende disputar a vaga de vice-governador, considerando critérios políticos, técnicos e de experiência administrativa.

“Eu defendo que seja alguém que agregue à chapa do ponto de vista político, técnico e de experiência e nós do Republicanos vamos pleitear essa vice, porque entendemos que temos quadros que se encaixam nesse perfil e agregam ainda mais à chapa do nosso governador Lucas Ribeiro”, afirmou.

Hugo Motta reforçou que o partido possui nomes preparados para ocupar o espaço na composição governista.

“Eu respeito os demais partidos e, dentro do processo democrático e da discussão interna com os demais partidos, colocaremos nomes que nós temos em nossa bancada federal e em nossa bancada estadual à disposição desse projeto político, porque entendemos que o nosso partido é formado por homens e mulheres com capacidade e que têm condição de estar na vice-governadoria”, declarou.

Com Wscom

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Quem são os integrantes de facções criminosas que tinham alvarás de solturas falsos para tentar sair de presídio na Paraíba

Inspeção de penitenciária identificou alvarás de soltura falsos para liberar integrantes de facções criminosas, na Paraíba Walter Paparazzo/G1 Sete intregrantes de facções criminosas tentaram fugir da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1 e PB2, com alvarás de soltura falsos.

Os alvarás falsos teriam sido recebidos, segundo investigação inicial, por meio de Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça. Veja abaixo as fotos dos presos que seriam beneficiados e também o que cada um fazia dentro das respectivas organizaçãoes criminosas que fazem parte. Nenhum deles foi solto e seguem presos no presídio.

Inspeção identificou alvarás de soltura falsos para liberar integrantes de facções criminosas em presídio da PB Presos que seriam beneficiados com alvarás de soltura falsos na PB Clodoberto da Silva, o "Betinho" Clodoberto da Silva, o "Betinho", teve alvarás de soltura falsos em seu nome na Paraíba Reprodução Integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e braço direito de Diego dos Santos, o “Baiola” e tem, segundo dados do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), uma condenação somada em 27 anos, 05 meses e 28 dias de reclusão.

Diego Alexandro dos Santos, o "Baiola" Diego Alexandro dos Santos, o "Baiola", é um dos chefes do Comando Vermelho que seriam beneficiados na Paraíba Reprodução De acordo com informações do sistema penal, ele é membro do "conselho da facção Comando Vermelho" no estado e homem de guerra. É responsável também por intensificar conflitos em busca da hegemonia da facção em Bayeux e Santa Rita.

Foi condenado a condenação somada em 19 anos de reclusão. João Batista da Silva, o "Junior Pitoco" João Batista da Silva, o "Junior Pitoco", também apontado como beneficiário da fraude na Paraíba Reprodução Os investigadores dizem que ele é integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção Comando Vermelho.Teve condenação somada em 8 anos de reclusão.

Célio Luis Marinho, o "Celio Guará" Célio Luis Marinho, o "Celio Guará", seria beneficiário de fraude com alvarás de soltura falsos na PB Reprodução Segundo dados do sistema prisional é braço direito de Samuel Mariano, o “Samuca”, e número dois da facção Bonde do Cangaço. Foi condenado a 19 anos de prisão.

Vinícius Barbosa de Lima, o "Vini" Ele também é integrande de facção criminosa e suspeito de ser beneficiado com fraude na Paraíba Reprodução Segundo a polícia, Vini também é integrante do Comando Vermelho, mas do braço no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta. Veio à Paraíba para receber suporte da facção, que se encontra enfraquecida em Nísia Floresta e localidades vizinhas em razão da disputa travada contra o Sindicato do Crime, também do Rio Grande do Norte.

Foi condenado a 12 anos, 9 meses e 12 dias de reclusão. Francinaldo Barbosa, o "Vaqueirinho" Francinaldo Barbosa, o "Vaqueirinho", também seria beneficiado como alvará de soltura falso na PB Reprodução Considerado pelas autoridades, o atual número um da facção Nova Okaida, segundo dados do sistema prisional, conhecido como "presidente da facção".

Tem condenação somada em 27 anos, 5 meses e 28 dias de reclusão. Samuel Mariano da Silva, o "Samuca" "Samuca" também seria beneficiário da fraude em documentos na PB Reprodução Considerado pelas autoridades como chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé, esta última cidade já em Pernambuco.

Formou aliança com o Comando Vermelho para disputa contra a Nova Okaida e o PCC nos estados. Ele tem condenação somada em 36 anos e 6 meses de reclusão. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria. Sistema prisional da PB registrou 13 tentativas de fuga por fraudes O sistema prisional da Paraíba registrou pelo menos 13 tentativas de fuga por fraude em documentos e uso de Inteligência Artificial desde dezembro do ano passado, de acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, em entrevista para a TV Cabo Branco, na terça-feira (19).

"De dezembro para cá, foram 13 tentativas dessa natureza, e impressiona o nível de sofisticação que vem sendo utilizado e chega ao ponto de verificar pela similitude com documentos originais que até ferramentas de IA devem estar sendo usada nesse momento nessa tentativa de presos de alta periculosidade venham às ruas, mas com protocolos temos conseguido impedir", disse o secretário.

Secretaria apura tentativa de beneficiar presos A secretaria também confirmou que abriu um procedimento interno de apuração para verefidar a responsabilidade dos presos que seriam beneficiários com os alvarás falsos. Caso exista algum tipo de comprovação de responsabilidade, isso pode repercutir, segundo a pasta, na seara disciplinar e na relação com o cumprimento da pena dos suspeitos.

Em paralelo, a Seap-PB informou que encaminhou documentos à Polícia Civil, para que seja apurada a origem dos documentos ilícitos, identificação de autoria e atribuição das responsabilidades de natureza criminal. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Vídeos em alta no g1 Os documentos falsos De acordo com os documentos que o g1 teve acesso, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura.

A investigação inicial aponta que os alvarás falsos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, um sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais, fato que levantou a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais. Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão.

Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes. Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso. O que diz o Tribunal de Justiça da Paraíba O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada. “Foram integralmente bloqueadas pela eficiência dos sistemas técnicos e pela atuação humana do Tribunal, não havendo qualquer liberação indevida.

Diante dos fatos, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública, solicitando a instauração de inquérito policial e a designação de Delegado Especial para a apuração rigorosa dos fatos em toda a sua extensão”, informou o TJ. Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça.

A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, que disse que Seap-PB e Polícia Civil apuram os casos nas respectivas esferas de atuação das instituições.

Governo pede derrubada da Lei da Dosimetria no Supremo

A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que fala judicialmente em nome do governo federal, apresentou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Lei da Dosimetria seja declarada inconstitucional. O documento foi apresentado nas quatro ADIs (ações declaratórias de inconstitucionalidade) que questionam a normativa. A lei reduz as penas e pode por em liberdade os envolvidos com o caso do golpe de estado. Jorge Messias não assina nenhum dos pareceres.

“Ao reduzir de forma drástica e injustificada o nível de resposta estatal contra crimes que visam à abolição violenta do Estado de Direito, a lei impugnada esvazia o dever positivo de guarda da ordem democrática, deixando os bens jurídicos centrais da República em situação de vulnerabilidade e desamparo normativo”, diz trecho do parecer. Ele é assinado pela advogada-geral da União Alessandra Lopes da Silva Pereira. A AGU também argumenta que o Congresso teria violado a Constituição ao derrubar o veto de Lula.

A Lei da Dosimetria foi aprovada no Congresso ao apagar das luzes do ano de 2025 e, em seguida, foi vetada pelo presidente Lula, em uma cerimônia que marcou os 3 anos do 8 de janeiro de 2023. Um dia depois de o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo, o Congresso derrubou, por ampla maioria, o veto presidencial. Como Lula não promulgou a lei, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) o fez, permitindo que a Dosimetria se tornasse lei e começasse a valer.

No entanto, partidos de esquerda e da base aliada do governo foram ao STF e pediram que a Lei da Dosimetria fosse declarada inconstitucional. O ministro relator, Alexandre de Moraes, suspendeu a aplicação da lei até que houvesse uma definição do plenário da Corte sobre o tema. Ele também determinou que o Congresso e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestassem sobre a constitucionalidade da Dosimetria, movimentações que fazem parte do rito das ADIs.

A Dosimetria age em duas frentes: primeiro, ela unifica as penas dos crimes de golpe de estado e de abolição violenta do estado democrático de Direito, o que reduz a pena final dos condenados por esses dois delitos; segundo, ela flexibiliza as regras de progressão de regime, permitindo que os condenados pela trama golpista passem do regime fechado para o semiaberto mais cedo.

Com Veja

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Sistema prisional da PB registrou 13 tentativas de fuga com fraude em documentos e uso de IA desde o ano passado, diz secretário

Sistema prisional da PB registrou 13 tentativas de fuga com fraude em documentos e uso de IA desde o ano passado Reprodução / Governo da Paraíba O sistema prisional da Paraíba registrou pelo menos 13 tentativas de fuga por fraude em documentos e uso de Inteligência Artificial desde dezembro do ano passado, de acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, em entrevista para a TV Cabo Branco, nesta terça-feira (19).

Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, e chegaram a ser chamados para assinar a liberação. "De dezembro para cá, foram 13 tentativas dessa natureza, e impressiona o nível de sofisticação que vem sendo utilizado e chega ao ponto de verificar pela similitude com documentos originais que até ferramentas de IA devem estar sendo usada nesse momento nessa tentativa de presos de alta periculosidade venham às ruas, mas com protocolos temos conseguido impedir", disse o secretário.

O secretário disse também que as barreiras de checagem de documentos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-PB) atuaram em todos os casos e que, por isso, em nenhum dos casos houve liberação. "São alvarás, não é algo novo, o sistema prisional sempre se depara com essas circunstâncias, porém, a polícia penal detém mecanismos suficientes e protocolos fixos para identificação dessas vulnerabilidades e impedir o cumprimento de alvarás falsos" explicou.

Secretário deu entrevista para a TV Cabo Branco sobre a situação dos alvarás de soltura falsos na PB TV Cabo Branco Inspeção encontrou inconsistências em documentos Uma inspeção da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) identificou os alvarás de soltura falsificados para soltar presos ligados a facções criminosas de uma unidade prisional de segurança máxima no estado.

A informação foi confirmada pela secretaria ao g1 nesta terça-feira (19). De acordo com a Seap-PB, o sistema penitenciário gerido pelo órgão possui "protocolos rigorosos de análise, conferência e verificação documental", que são adotados para impedir "qualquer tentativa de fraude no cumprimento das determinações judiciais".

Nenhum dos sete presos que tiveram os alvarás falsos expedidos foram soltos. Ainda conforme uma nota divulgada pela secretaria, de maneira geral, os alvarás e outros documentos correspondetes, passam por análise técnica e conferência processual. É nesse momento que, segundo a Seap-PB, em que "são identificados inconsistências, vícios e a origem inidônea das documentações apresentadas".

Secretaria apura tentativa de beneficiar presos A secretaria também confirmou que abriu um procedimento interno de apuração para verefidar a responsabilidade dos presos que seriam beneficiários com os alvarás falsos. Caso exista algum tipo de comprovação de responsabilidade, isso pode repercutir, segundo a pasta, na seara disciplinar e na relação com o cumprimento da pena dos suspeitos.

Em paralelo, a Seap-PB informou que encaminhou documentos à Polícia Civil, para que seja apurada a origem dos documentos ilícitos, identificação de autoria e atribuição das responsabilidades de natureza criminal. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Os documentos falsos De acordo com os documentos que o g1 teve acesso, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura.

Ficaram prestes a sair com documentos manipulados, segundo investigadores, Clodoberto da Silva (Betinho); Diego Alexandro Dos Santos Ribeiro (Baiola); Samuel Mariano Da Silva (Samuka); João Batista Da Silva (Junior Pitoco); Celio Luis Marinho Soares (Celio Guará), Vinicius Barbosa de Lima (O Vini) e Francinaldo Barbosa de Oliveira (Vaqueirinho).

O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria. De acordo com documentos do sistema prisional, todos os presos que seriam beneficiados com os alvarás falsificados, têm papel definido em organizações criminosas. De acordo com os investigadores, na lista há um um chefe do Comando Vermelho na Paraíba, um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé-PE; um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção; além de um integrante do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta; e um chefe da facção Nova Okaida.

Vídeos em alta no g1 A investigação inicial aponta que os alvarás falsos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, um sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais, fato que levantou a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais.

Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes. Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso. O que diz o Tribunal de Justiça da Paraíba O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada. “Foram integralmente bloqueadas pela eficiência dos sistemas técnicos e pela atuação humana do Tribunal, não havendo qualquer liberação indevida.

Diante dos fatos, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública, solicitando a instauração de inquérito policial e a designação de Delegado Especial para a apuração rigorosa dos fatos em toda a sua extensão”, informou o TJ. Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça.

A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, que disse que Seap-PB e Polícia Civil apuram os casos nas respectivas esferas de atuação das instituições.

UFPB divulga 5ª chamada da lista de espera do Sisu 2026

Entrada do Centro de Tecnologia do Campus I da UFPB, em João Pessoa — Angélica Gouveia/UFPB A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgou nesta terça-feira (19) a 5ª chamada da lista do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. A nova chamada foi publicada pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG), com o objetivo de preencher 283 vagas para os períodos 2026.1 e 2026.2.

Mãe de recém-nascido abandonado no Litoral Sul da Paraíba é encontrada; adolescente escondeu gravidez

Bebê recém-nascido é resgatado em vão entre paredes no Litoral Sul da Paraíba A mãe do recém-nascido encontrado abandonado, nesta terça-feira (19), no Litoral Sul da Paraíba, foi identificada. Segundo a Polícia Civil, trata-se de uma adolescente de 17 anos, que escondeu a gravidez. O caso aconteceu na cidade de Caaporã.

Em depoimento à polícia, ela relatou que escondeu a gravidez da família e do namorado por medo da reação dos pais. Ainda segundo o delegado, a jovem vinha tomando chás na tentativa de abortar o bebê. Na madrugada desta terça-feira (19), a adolescente sentiu fortes dores e teve um parto prematuro sozinham no banheiro da casa.

Em seguida, ela enrolou o recém-nascido e deixou no local em que ele foi encontrado pela manhã. A jovem foi encaminhada para o atendimento médico assim que o depoimento foi finalizado. Resgate do recém-nascido Segundo o coordenador do Samu de Caaporã, Janyo Carvalho, o recém-nascido foi resgatado ainda com placenta.

Durante o atendimento médico, foi constatado que o bebê era prematuro e apresentava um quadro grave de hipotermia, arranhões pelo corpo e um trauma no tórax. Diante da gravidade do caso, ele foi encaminhado para a realização dos procedimentos emergenciais no Hospital Municipal de Alhandra. Após o atendimento emergencial, o bebê foi transferido de helicóptero para o Hospital de Trauma de João Pessoa e, posteriormente, ao Hospital Edson Ramalho.

Inspeção identificou alvarás de soltura falsos para liberar integrantes de facções criminosas em presídio da PB

Inspeção de penitenciária identificou alvarás de soltura falsos para liberar integrantes de facções criminosas, na Paraíba Walter Paparazzo/G1 Uma inspeção da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) identificou os alvarás de soltura falsificados para soltar presos ligados a facções criminosas de uma unidade prisional de segurança máxima no estado.

De acordo com a Seap-PB, o sistema penitenciário gerido pelo órgão possui "protocolos rigorosos de análise, conferência e verificação documental", que são adotados para impedir "qualquer tentativa de fraude no cumprimento das determinações judiciais". Nenhum dos sete presos que tiveram os alvarás falsos expedidos foram soltos.

Ainda conforme uma nota divulgada pela secretaria, de maneira geral, os alvarás e outros documentos correspondetes, passam por análise técnica e conferência processual. É nesse momento que, segundo a Seap-PB, em que "são identificados inconsistências, vícios e a origem inidônea das documentações apresentadas".

Secretaria apura tentativa de beneficiar presos A secretaria também confirmou que abriu um procedimento interno de apuração para verefidar a responsabilidade dos presos que seriam beneficiários com os alvarás falsos. Caso exista algum tipo de comprovação de responsabilidade, isso pode repercutir, segundo a pasta, na seara disciplinar e na relação com o cumprimento da pena dos suspeitos.

Em paralelo, a Seap-PB informou que encaminhou documentos à Polícia Civil, para que seja apurada a origem dos documentos ilícitos, identificação de autoria e atribuição das responsabilidades de natureza criminal. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Os documentos falsos De acordo com os documentos que o g1 teve acesso, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura.

Ficaram prestes a sair com documentos manipulados, segundo investigadores, Clodoberto da Silva (Betinho); Diego Alexandro Dos Santos Ribeiro (Baiola); Samuel Mariano Da Silva (Samuka); João Batista Da Silva (Junior Pitoco); Celio Luis Marinho Soares (Celio Guará), Vinicius Barbosa de Lima (O Vini) e Francinaldo Barbosa de Oliveira (Vaqueirinho).

O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria. De acordo com documentos do sistema prisional, todos os presos que seriam beneficiados com os alvarás falsificados, têm papel definido em organizações criminosas. De acordo com os investigadores, na lista há um um chefe do Comando Vermelho na Paraíba, um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé-PE; um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção; além de um integrante do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta; e um chefe da facção Nova Okaida.

Vídeos em alta no g1 A investigação inicial aponta que os alvarás falsos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, um sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais, fato que levantou a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais.

Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes. Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso. O que diz o Tribunal de Justiça da Paraíba O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada. “Foram integralmente bloqueadas pela eficiência dos sistemas técnicos e pela atuação humana do Tribunal, não havendo qualquer liberação indevida.

Diante dos fatos, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública, solicitando a instauração de inquérito policial e a designação de Delegado Especial para a apuração rigorosa dos fatos em toda a sua extensão”, informou o TJ. Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça.

A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, que disse que Seap-PB e Polícia Civil apuram os casos nas respectivas esferas de atuação das instituições.

Operação da PF contra racismo digital cumpre mandado de busca e apreensão na Paraíba

Crimes cometidos na internet DC Studio/Freepik Um mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta terça-feira (19), na cidade de Paulista, Sertão da Paraíba, durante uma investigação da Polícia Federal contra racismo digital. A operação, intitulada de Aequitas, tem como objetivo apurar a prática do crime de racismo na internet, presente na divulgação de conteúdo discriminatório em plataformas digitais.

A investigação da Polícia Federal teve início a partir do contato com uma entidade de proteção a direitos humanos na rede digital, que indicou a existência de um canal dentro de um aplicativo de mensagens que disseminava conteúdo racista, com publicações que associavam inferioridade intelectual e física a pessoas negras, além de compartilhar material pseudocientífico e mensagens ofensivas.

Flávio Bolsonaro confirma encontro com Daniel Vorcaro após banqueiro ter sido preso

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o dono do Banco Master foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo o senador, o encontro após Vorcaro ter passado dez dias detido por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), serviu para encerrar a participação do banqueiro na produção do filme que retrata a história do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio que o senador enviou a Vorcaro, pedindo-lhe dinheiro para custear parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

Até o portal The Intercept Brasil tornar público que Vorcaro teria injetado dinheiro na produção, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro. Com o vazamento de seus áudios, passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas do que pode ser a maior fraude já cometida contra o Sistema Financeiro Nacional no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

“Fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, declarou Flávio a jornalistas nesta terça-feira. “E para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação [as suspeitas contra o Master] era grave, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo.”

Segundo o produtor executivo e roteirista do filme, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), quem apresentou Flávio a Vorcaro foi o publicitário Thiago Miranda. Dono da agência MiThi, Miranda é suspeito de ter contratado influenciadores digitais para participarem de uma campanha organizada contra o Banco Central (BC), em favor do Banco Master. Em novembro de 2025, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master.

O próprio Miranda já confirmou a mais de um veículo de imprensa que intermediou o aporte milionário de Vorcaro no filme sobre Jair Bolsonaro. A versão foi confirmada hoje por Flávio.

“Ele me disse que conhecia uma pessoa que já havia investido em outros filmes. E me apresentou este investidor, o Vorcaro. Uma pessoa que, na época, era uma pessoa que circulava em todas as rodas, aqui em Brasília, ia a eventos com a presença de ministros, alta-roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, inclusive fora do Brasil”, comentou o senador, dizendo que, ao aceitar o dinheiro de Vorcaro, considerava o banqueiro uma pessoa “acima de qualquer suspeita”.

Ainda de acordo com o senador, Vorcaro cumpriu com o combinado até maio de 2025, quando passou a atrasar os pagamentos – até então liberados por intermédio de outras empresas e fundos de financiamento.

“Nesse meio tempo, como as pessoas que estavam envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno [resposta do banqueiro], eu tentava […] cobrar ele, ter alguma posição. Eu falava: ‘se você não conseguir honrar, não tem problema. Vou atrás de outros investidores’. E ele me dizia sempre que ia honrar com o contrato integralmente”, acrescentou o senador.

“No final de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma luz, uma palavra final sobre o que vai acontecer, porque o filme já estava [correndo] grande risco de ser encerrado, o que seria uma grande catástrofe”, comentou Flávio, destacando que, logo após ele ter enviado o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

“Nesse momento, vimos que deu uma virada de chave. Entendemos melhor que a situação era muito mais grave”, admitiu Flávio, voltando a falar sobre a reunião que teve com Vorcaro, quando este, por determinação judicial, já estava usando tornozeleira eletrônica e não podia deixar a cidade de São Paulo. Ele reafirmou que todos os seus encontros com o banqueiro foram “única e exclusivamente para tratar do filme”.

Por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Vorcaro foi libertado dez dias após ser detido preventivamente, na primeira fase da Compliance Zero, mas voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da operação.

Ao fim do anúncio à imprensa, o senador informou que solicitou à produtora do filme sobre seu pai que apresente uma prestação de contas transparente do orçamento da produção. O senador disse que também pediu que eventuais lucros futuros sejam colocados à disposição da Justiça.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil

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