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Aécio Neves convida Ciro Gomes a disputar a Presidência da República pelo PSDB

O presidente nacional do PSDB, o deputado Aécio Neves, anunciou há pouco que convidou o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes a entrar na disputa pela Presidência da República em nome do partido neste ano.

“Eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil (…). Como presidente nacional do PSDB, apesar de reconhecermos que ele tem hoje um projeto exitoso e muito bem construído no Ceará, Ciro é, hoje, maior do que as fronteiras do seu grandioso estado. Por isso, fiz a ele um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro, democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública, tudo o que o PSDB sempre foi e que tanta falta faz ao país”, anunciou o parlamentar em uma coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados.

Aécio Neves ainda criticou a polarização existente entre Lula e Bolsonaro, sem citá-los diretamente, e disse acreditar que o pleito eleitoral ainda não está definido, mesmo com as pesquisas já apontando provável segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Por experiência própria, eu não acho que essa eleição esteja definida. Longe disso. Estamos a seis meses das eleições. E nós queremos contribuir de forma mais efetiva para o debate nacional. O Brasil precisa de um projeto de futuro, de desenvolvimento, quem sabe até quase um novo Plano Real. [Algo] que reflita a realidade atual, as relações trabalhistas, a economia do desenvolvimento, uma revisão dos nossos programas sociais. E esse debate não existe hoje no Brasil. O debate está empobrecido”, completou o deputado.

A ideia do PSDB surge em um contexto em que o centro político foi esvaziado, com a saída de cena dos governadores Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS) e a entrada definitiva de Ronaldo Caiado (PSD-GO) na corrida ao Planalto. Além disso, já no seu primeiro anúncio, Aécio Neves posiciona o tucanato em outro espaço de centro-direita que também não tem ocupante atualmente, aquele que defende o enxugamento da máquina pública e que, ao mesmo tempo, é progressista no plano social e dos direitos individuais. “O Brasil é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro. A partir deste momento, o PSDB oferece ao debate nacional a figura qualificadíssima, preparada e corajosa de Ciro Gomes”, pontuou novamente Aécio.

Apesar do convite, Ciro Gomes afirmou que precisa amadurecer a ideia com o seu grupo político e que se sente honrado por poder voltar à disputa presidencial. “Eu estou construindo, até o presente momento, uma alternativa ao governo do estado do Ceará. Mas uma convocação como essa não pode ser considerada apenas um agrado ao meu já sofrido coração, há que ser amadurecida (…). Eu só não descarto imediatamente esse honroso convite por uma circunstância, aquilo que o presidente Aécio falou: nosso país está vivendo, talvez, um dos piores momentos da sua história moderna”, respondeu Ciro Gomes na mesma coletiva de imprensa.

“Vamos, então, meu caro Aécio, amadurecer com muito respeito. Eu não sei o que resta de lembrança do povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições, mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar [o convite] pura e simplesmente. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos!”, completou Gomes.

O ex-governador do Ceará também destacou uma série de problemas que detecta na economia brasileira atualmente. “[Estou] Preocupado com o fato de que um terço das empresas brasileiras estão na antessala da falência, um terço dos CNPJs brasileiros registrados hoje estão no Serasa. Eu falo porque 82 milhões de pessoas estão com o nome sujo no SPC. E isso é um colapso de crédito, que impede por si só o país de crescer”, exemplificou.

Ciro Gomes vinha articulando, nos últimos meses, uma aliança de centro-direita, inclusive com apoio do bolsonarismo, para disputar o governo do Ceará contra o PT (seja o governador Elmano de Freitas ou o ex-ministro da Educação Camilo Santana, como especulado por ele mesmo). As pesquisas de intenção de voto apontavam a vantagem do tucano em quase todos os cenários possíveis. No último levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado neste mês de abril, Ciro lidera a corrida pelo Palácio da Abolição com 46,6% das intenções de votos, enquanto Elmano aparece com 33,9%.

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Homem é encontrado sem vida em comunidade rural na região do Cariri

Uma triste ocorrência foi registrada na tarde desta terça-feira (14) na zona rural do município de Caraúbas, no Cariri paraibano.

O homem, identificado como José Alves de Calú, conhecido como “Zé Calú”, foi encontrado sem vida em um riacho no Sítio Passagem.

De acordo com informações, ele havia saído de casa na tarde da última segunda-feira (13), com destino ao roçado, e não retornou. Diante da situação, familiares iniciaram buscas com o apoio do Corpo de Bombeiros e de amigos.

Após horas de procura, o corpo foi localizado na tarde desta terça-feira.

As circunstâncias da morte não foram detalhadas até o momento e o caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

De Olho no Cariri

Com Cariri In Foco

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Após apoio do PT a Lucas Ribeiro, Veneziano admite impasse para manter Cícero Lucena na base de Lula

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) afirmou que vê dificuldades em convencer o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), a apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante do novo cenário político na Paraíba.

A declaração foi dada durante entrevista à rádio Liga FM, após a decisão do Partido dos Trabalhadores de apoiar a pré-candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado.

Segundo Veneziano, o contexto atual altera significativamente as articulações políticas e torna mais delicada a construção de alianças no campo nacional. O senador destacou que, embora mantenha seu apoio a Lula, a decisão do PT na Paraíba pode dificultar o engajamento de aliados locais.

“Como é que eu vou convencer ao meu companheiro de chapa, Cícero Lucena, a continuar pedindo voto para Lula numa situação como essa? É difícil”, afirmou.

Veneziano ressaltou que o MDB da Paraíba tem histórico de apoio ao presidente por convicção política, mas ponderou que a disputa nacional tende a ser acirrada, o que exige cautela nas alianças. Para ele, perder apoios em um cenário de polarização pode comprometer estratégias eleitorais.

O senador também chamou atenção para o que classificou como uma contradição na decisão do PT, ao se alinhar localmente a partidos que, em âmbito nacional, não integram a base de apoio ao presidente.

Apesar das dificuldades apontadas, Veneziano reforçou que seguirá defendendo o projeto político de Lula, mas indicou que a responsabilidade pelas articulações no estado passa a ser do próprio PT.

Com Fonte83

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Adma Andrade e Claudinho de Monteiro levam música e emoção a pacientes do Centro de Hemodiálise do Cariri, em Monteiro

Um momento especial de acolhimento e emoção marcou a manhã desta terça-feira (14) no Centro de Hemodiálise do Cariri, em Monteiro. A ação “Vozes que Curam” reuniu artistas que levaram música, alegria e conforto aos pacientes em tratamento na unidade.

Participaram da iniciativa a vocalista da banda Limão com Mel, Adma Andrade, o sanfoneiro e arranjador Claudinho de Monteiro, o médico e também cantor Dr. Hialle Ferreira, além do artista Moisés Nascimento.

Durante o encontro, os músicos realizaram apresentações que transformaram o ambiente, proporcionando momentos de descontração e emoção aos pacientes, familiares e profissionais de saúde presentes.

A iniciativa foi bastante elogiada nas redes sociais, onde internautas destacaram a sensibilidade dos artistas e a importância de ações como essa, que humanizam o atendimento e contribuem para o bem-estar emocional dos pacientes.

A ação reforça o poder da música como ferramenta de cuidado, mostrando que, além do tratamento clínico, gestos de carinho e atenção também fazem diferença no processo de recuperação.

De Olho no Cariri

Com Paraíba da Gente

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Entenda esquema com facção criminosa que afastou o prefeito de Cabedelo, PB, dois dias após ser eleito

Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da Polícia Federal Uma operação da Polícia Federal, determinada pela Justiça da Paraíba, na manhã desta terça-feira (14) em Cabedelo, na Grande João Pessoa, afastou o prefeito interino Edvaldo Neto (Avante), que havia vencido a eleição suplementar no último domingo (12).

O g1 reuniu perguntas e respostas para explicar os principais pontos do afastamento do prefeito, de outros servidores, além da forma como o esquema operava. O que a investigação apura? Como aconteciam as fraudes? Quem são os alvos da operação e o que faziam no esquema? Sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa?

Prefeito interino não vai assumir como prefeito eleito? Quem assume a prefeitura de Cabedelo? O que a investigação apura? Apartamento do prefeito de Cabedelo foi alvo de mandado de busca e apreensão Zuila David/TV Cabo Branco A investigação apura a existência de um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, um braço do “Comando Vermelho”.

Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos, usando empresas de mão de obra para infiltrar membros da facção na prefeitura e desviar dinheiro público. A decisão para determinar o afastamento e a investigação foi do desembargador Ricardo Vital de Almeida, que descreve que empresas terceirizadas, especialmente a Lemon Terceirização e Serviços Ltda, com sede em Olinda, em Pernambuco, eram o eixo central do esquema estruturado dentro da administração pública de Cabedelo.

Segundo o documento da decisão, o modelo do esquema operava da seguinte forma: a Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras e que, após as contratações, houvesse o desvios dos recursos de volta para facção e para agentes públicos, com salários inflados.

Como aconteciam as fraudes? A Justiça aponta que as fraudes ocorriam, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nas licitações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório.

Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba. Essas indicações, segundo a investigação, partiam da liderança do grupo criminoso e eram operacionalizadas dentro da administração pública por intermediários e servidores, que recebiam currículos e efetivavam contratações dentro da estrutura das empresas terceirizadas.

Na prática, isso teria criado uma espécie de “folha de pagamento paralela”, como é citado pelo documento, na qual recursos públicos pagos às empresas terceirizadas eram desviados, total ou parcialmente, para financiar a organização criminosa e pagar propinas a agentes públicos. O dinheiro circulava por meio de salários inflados desses funcionários terceirizados contratados, pagamentos em espécie e uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento dessas quantias, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro, também conforme a decisão.

Com isso, a estrutura formal da administração municipal, conforme palavras do desembargador, “teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado”. O documento ressalta ainda a ligação entre o núcleo da organização criminosa e o núcleo político do esquema. Um dos nomes citados pelo desembargador é o de Flávio de Lima Monteiro, conhecido por "Fatoka", o chefe da facção criminosa.

Ele não foi alvo da operação nesta terça-feira (14) e está na lista dos criminosos mais procurados da Paraíba. Quem são os alvos da operação e o que faziam no esquema? Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo Divulgação/Polícia Federal O principal alvo é o prefeito afastado, Edvaldo Neto.

Além dele, a operação mirou outras 12 pessoas, incluindo familiares e pessoas ligadas à sua gestão. Entre eles estão sua sogra, Cynthia Denize Silva Cordeiro (ex-secretária de Políticas para Mulheres), e seu cunhado, Diego Carvalho Martins (ex-chefe do Procon municipal). A atual secretária de Administração, Josenilda Batista dos Santos, também está na lista.

Veja abaixo quem é quem no esquema investigado pela Justiça e também pela PF: Edvaldo Neto, prefeito interino: teria mantido e garantido a continuidade do esquema como prefeito, assegurando contratos com a Lemon; Vitor Hugo, ex-prefeito: apontado como articulador inicial do esquema, responsável por firmar o pacto com a facção e estruturar o modelo do esquema; Josenilda Batista dos Santos, atual secretária de administração de Cabedelo: apontada como braço operacional interno da facção; recebia indicações da facção e atuava para fraudar licitações e contratar via terceirizadas.

Diego Carvalho Martins, atual procurador-geral do município: procurador que teria dado suporte jurídico ao esquema, com pareceres para favorecer a Lemon nas licitações. Luciano Junior da Silva, dono de empresas: controlador de fato do "hub de empresas" utilizadas pela facção criminosa; estruturava a terceirização como fachada para o esquema.

Aldecir Monteiro da Silva: sócio formal da Lemon; assinava contratos e aditivos para dar aparência legal. Rougger Guerra Junior, ex-procurador da Câmara de Cabedelo e secretário de João Pessoa: apontado como “lobista”, facilitava a inserção das empresas do esquema na administração pública. Rita Bernadeth Moura Medeiros: apontada como elo operacional do esquema; fazia a interlocução diária entre empresas e Prefeitura.

Claudio Fernandes de Lima Monteiro, policial militar reformado e motorista de Josenilda: apontado como gestor de contrato da Lemon indicado para “blindar” a execução do acordo da prefeitura com a empresa e evitar fiscalização. Cynthia Denize Silva Cordeiro, advogada: apontada como elo jurídico entre o núcleo político do esquema com a facção; Ela era advogada de Fatoka e sogra de Edvaldo Neto, o prefeito.

Tanison da Silva Santos: apontado como intermediário da facção; repassava indicações e articulava contratações. Genilton Martins de Brito: apontado como operador financeiro; movimentava e pulverizava recursos desviados. Prefeitura de Cabedelo (Contratos/Licitações): estrutura usada para viabilizar licitações e contratos sob suspeita.

Lemon Terceirização e Serviços Ltda: empresa central do esquema; utilizada para desvio de verbas e contratação de indicados da facção. LEIA TAMBÉM: Prefeito de Cabedelo afastado em operação que investiga elo com facção criminosa prometeu barrar crime organizado Sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa?

De acordo com o desembargador, a sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa TV Cabo Branco O desembargador Ricardo Vital de Almeida, citando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) nos autos do processo, ressaltou que a participação de Cynthia Denize Silva Cordeiro, um dos alvos da operação e da investigação, não teria sido acidental" no esquema e desempenhava um papel importante no esquema criminoso, sendo advogada de Fatoka, chefe do Comando Vermelho, além de ser sogra do prefeito interino.

"Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto", diz trecho da decisão. Cynthia Cordeiro chegou a ocupar diversos cargos na prefeutura de Cabedelo.

O g1 entrou em contato com ela para ter um posicionamento sobre a operação, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Prefeito interino não vai assumir como prefeito eleito? Edvaldo Neto (Avante) candidato em Cabedelo Reprodução/TV Cabo Branco O afastamento foi uma medida cautelar determinada pela Justiça da Paraíba para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas.

Edvaldo Neto já era prefeito interino desde 2025 e foi afastado do cargo dois dias após ser eleito para o mandato definitivo. A medida não tem relação com a eleição suplementar deste domingo (12). De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo não foi determinado por integrante da Justiça Eleitoral e que um " eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral, inclusive no tocante à sua diplomação, será oportunamente apreciado pela autoridade eleitoral competente, em processo judicial específico, quando provocada".

O TRE-PB havia informado anteriormente que a data da diplomação do prefeito está marcada para o dia 25 de maio e uma cerimônia no Teatro Santa Catarina, em Cabedelo. Quem assume a prefeitura de Cabedelo? Edvaldo Neto ao lado de José Pereira. (Reprodução / Redes sociais) Com o afastamento de Edvaldo Neto, quem assume o comando da prefeitura é o atual presidente da Câmara Municipal, José Pereira (Avante).

José Pereira era vice-presidente da Câmara de Cabedelo e assumiu a presidência assim que Edvaldo Neto precisou sair para assumir a Prefeitura de forma interina. O novo prefeito interino, José Pereira, está no terceiro mandato de vereador, tendo sido eleito em 2012, 2020 e 2024. Em 2016, tentou a reeleição, mas acabou ficando na suplência.

Sogra de prefeito afastado de Cabedelo era advogada de chefe de facção; veja quem é quem no esquema suspeito de desviar mais de R$ 200 milhões

Edvaldo Neto é afastado da Prefeitura de Cabedelo A sogra do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi apontada como advogada de Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, chefe do braço da facção criminosa Comando Vermelho na cidade. Cynthia Denize Silva Cordeiro, foi um dos alvos da operação da Polícia Federal, nesta terça-feira (14), que gerou o afastamento de Edvaldo da prefeitura.

Veja abaixo as principais informações sobre a atuação de cada um dos suspeitos no esquema criminoso. Cynthia Denize – advogada de Fatoka e sogra do atual prefeito O desembargador Ricardo Vital de Almeida, citando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) nos autos do processo, ressaltou que a participação de Cynthia no esquema "não teria sido acidental" e desempenhava um papel importante no esquema criminoso.

"Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto", diz trecho da decisão. De acordo com a decisão da Justiça, Cynthia também tem uma proximidade com o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Segundo o processo, há indícios de uma "relação de confiança" entre ela e o criminoso. Cynthia Cordeiro chegou a ocupar diversos cargos na prefeutura de Cabedelo. O g1 entrou em contato com ela para ter um posicionamento sobre a operação, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

Edvaldo Neto – prefeito interino de Cabedelo Edvaldo Neto (Avante) candidato em Cabedelo Reprodução/TV Cabo Branco É descrito como suspeito de ser responsável por manter e garantir a continuidade do esquema ao assumir a prefeitura de forma interina. Conforme a Justiça, ele é suspeito de assegurar a permanência das contratações com a empresa Lemon e viabilizando a retomada das relações com a facção após interrupções anteriores.

"O exercício de seu mandato estaria sendo utilizado como ferramenta para manter o insistente e impune fluxo financeiro ilícito (…) A manutenção de Edvaldo Neto na chefia do Executivo, diante dos indícios de que ele seria o fiador da retomada do esquema de "folha paralela" e contratações de faccionados, configura perigo iminente à ordem pública e ao erário", diz o magistrado na decisão.

A defesa de Edvaldo Neto informou por meio de nota que "o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública". Em nota, a defesa do prefeito ressaltou, ainda, que a medida é "de natureza provisória" e "que não implica qualquer juízo definitivo de culpa".

Vitor Hugo – ex-prefeito de Cabedelo Na peça, é colocado como suposto articulador político inicial do esquema, sendo suspeito de ser o responsável por estabelecer o pacto com a facção criminosa e estruturar o modelo de uso da máquina pública, promovendo o loteamento de cargos e a transferência de recursos por meio de contratos terceirizados para abrigar indicados do grupo criminoso.

"Durante sua gestão, teriam iniciado as dispensas de licitação e as contratações irregulares da empresa Lemon. Teria sido o responsável por estabelecer o pacto de convivência territorial com a facção criminosa em troca do loteamento da máquina pública", ressalta o magistrado no documento. O ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo disse, em nota, que é alvo de perseguição de adversários.

Afirmou que respeita as instituições e que nunca teve contato com pessoas ligadas à facção criminosa, que isso "ficará comprovado durante o processo". Josenilda Batista dos Santos – secretária de Administração de Cabedelo Apontada como suspeito de ser o principal braço operacional interno da facção na administração pública.

Ele é susposto responsável por receber as indicações da facção, operacionalizar contratações por meio da empresa Lemon e atuar diretamente na condução de processos licitatórios, inclusive com desclassificação de concorrentes para favorecer o grupo. "As provas testemunhais indicam que ela recebia pessoalmente os currículos indicados pela facção, anotando a sigla do líder criminoso nos documentos.

Além disso, teria atuado para desabilitar sumariamente as empresas concorrentes nos Pregões", diz o magistrado. O desembargador determinou o afastamento das funções públicas da secretária de Administração de Cabedelo, Josenilda Batista dos Santos. A defesa dela não foi localizada. Diego Carvalho Martins – procurador-geral do Município de Cabedelo A Justiça aponta Diego Carvalho Martins como suspeito de ser responsável por conferir aparência de legalidade ao esquema, utilizando sua função técnica para emitir pareceres jurídicos que sustentariam a desclassificação de empresas concorrentes e favoreceriam a contratação da Lemon.

"(…) Utilizou sua posição técnica para endossar a desclassificação das empresas concorrentes da Lemon, emitindo pareceres essenciais para a consumação da fraude ao certame", explica outra parte. A defesa dele não foi localizada. Luciano Junior da Silva – proprietário do grupo Lemon Luciano Junior da Silva é apontado como suspeito de ser o controlador "de fato" do grupo de empresas envolvidas no esquema, inclusive a Lemon, e investigado como suspeito de ser responsável por administrar a estrutura dessas empresas terceirizadas utilizadas como fachada para viabilizar o esquema e absorver pessoas indicadas pela facção.

"Administraria a estrutura de terceirização (Lemon e outras) para que funcionassem como fachada para a absorção dos membros da facção", diz outro trecho de decisão. A defesa dele não foi localizada. Veja a posição da empresa mais abaixo. Aldecir Monteiro da Silva – sócio formal da Lemon Aldecir Monteiro da Silva é apontado como sócio formal da Lemon, atuando na assinatura de contratos e aditivos com a Prefeitura de Cabedelo, o que a Justiça descreve como tendo contribuído para dar aparência formal e legal às contratações utilizadas no esquema.

A defesa dele não foi localizada. Veja a posição da empresa mais abaixo. Rougger Guerra – ex-procurador da Câmara e secretário de João Pessoa Conforme o decisão, Rougger Guerra é suspeito de atuar como facilitador e articulador da inserção das empresas na estrutura administrativa do município, atuando como intermediário e influenciador para consolidar a presença do grupo empresarial na gestão pública.

"Imagens de inteligência o colocam em reuniões comutativas com agentes público e os donos da Lemon às vésperas de decisões licitatórias favoráveis", diz trecho do documento. Rougger Guerra, secretário da Prefeitura de João Pessoa, afirmou que foi surpreendido com a ação da Polícia Federal. “Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas”, disse.

Ele afirmou ainda que entregou o cargo na administração da capital. Rita Bernadeth Moura Medeiros – interlocutora do grupo Lemon Rita Bernadeth Moura Medeiros é descrita como elo operacional entre as empresas e a administração pública, responsável pela interlocução diária e pelo alinhamento das demandas entre o grupo empresarial e os agentes da Prefeitura de Cabedelo.

A defesa dela não foi localizada. Claudio Fernandes Monteiro – Policial militar reformado e motorista de Josenilda Claudio Fernandes Monteiro é apontado como suspeito de ser responsável por atuar na fase de execução dos contratos entre o poder público e as empresas nas licitações, tendo sido designado como gestor contratual para evitar fiscalização e garantir a "blindagem" da execução dos acordos fraudulentos.

A defesa dele não foi localizada. Tanison da Silva Santos – ocupante de cargo comissionado A Justiça aponta o suspeito como intermediário da facção dentro da estrutura pública, sendo diretamente ligado com Fatoka. Também é descrito que ele seria responsável por receber listas de indicações da facção e articular, junto aos gestores municipais, a nomeação dessas pessoas nos cargos viabilizados pelas terceirizações.

A defesa dele não foi localizada. Genilton Martins de Brito (operador financeiro ligado ao esquema) Suspeito de ser operador financeiro do esquema, ser responsável por movimentar recursos, utilizando contas bancárias como meio de passagem para "pulverizar" valores e viabilizar a circulação do dinheiro de origem ilícita.

"Uma figura de considerável importância na estrutura de lavagem de capitais que, em tese, foi montada pela organização criminosa. Ele teria atuado como um operador financeiro fundamental para o grupo, sendo apontado como um dos colaboradores mais antigos de 'Fatoka'", diz outro trecho do documento. A defesa dele não foi localizada.

Prefeitura Municipal de Cabedelo (setor de contratos e licitações) Designada como a estrutura institucional utilizada para operacionalizar os procedimentos licitatórios e contratos que são suspeitos de serem manipulados para favorecer o grupo empresarial envolvido, a facção e os agentes públicos. Lemon – empresa terceirizada contratada pelo município) A Lemon é apontada como principal empresa utilizada no esquema, funcionando como instrumento para desvio de recursos públicos e para a contratação de pessoas indicadas pela facção criminosa dentro da estrutura da administração municipal.

Em nota, a empresa afirmou que pauta suas atividades "na ética, na qualidade de seus serviços e no respeito às normas, sobretudo aos princípios que regem a administração pública" e que antes de qualquer medida judicial "colocou-se à disposição par colaborar com as investigações". A Lemon ainda afirma que tem confiança nas instituições e no poder judiciário.

A operação Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da Polícia Federal Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.

Limpeza de reservatórios da Cagepa vai suspender abastecimento em bairros de João Pessoa e Bayeux; veja cronograma

Torneira sem água. Pedro França/Agência Senado A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou, nesta terça-feira (14), que vai suspender temporariamente o abastecimento de água em bairros de João Pessoa e em Bayeux, na Grande João Pessoa para a realização de serviços de limpeza e desinfecção de reservatórios ao longo desta semana.

A Cagepa informou ainda que, em alguns casos, os trabalhos serão realizados no período noturno para reduzir os impactos à população. A previsão é que o abastecimento seja normalizado gradualmente após a conclusão das intervenções. A empresa orienta que os moradores façam uso racional da água durante os períodos de suspensão.

Artista paraibana leva música eletrônica à Europa e lança novo EP de remixes

A cena musical da Paraíba ganha mais um destaque no cenário internacional com o novo lançamento da artista Yasmin Dream. Natural da cidade de Massaranduba, a cantora e produtora lançou o EP “Uaidi Remix Package”, um projeto que marca mais um passo em sua trajetória fora do Brasil. Atualmente morando na Itália, a artista vem consolidando sua carreira no exterior, levando referências brasileiras para novas audiências e explorando sonoridades contemporâneas dentro da música eletrônica.

Capa do EP “Uaidi Remix Package” Yasmin Dream Projeto aposta em releituras e sonoridade para as pistas O EP “Uaidi Remix Package” reúne cinco versões remixadas do single “Uaidi”, apresentando diferentes interpretações da faixa original. O trabalho aposta em uma estética moderna, com batidas envolventes e uma proposta voltada para as pistas de dança.

A diversidade de remixes reforça a versatilidade artística de Yasmin, que transita entre estilos e experimenta novas possibilidades sonoras dentro do universo pop e eletrônico. O EP foi desenvolvido em colaboração com o produtor e DJ Apolo Oliver, de São Paulo, responsável pela produção musical do trabalho.

A parceria resultou em um projeto que combina energia, identidade e autenticidade, unindo diferentes influências e consolidando uma sonoridade alinhada com tendências globais. Conexão entre Paraíba e Europa através da música Com o novo lançamento, Yasmin Dream segue como uma artista paraibana que ultrapassa fronteiras, conectando o Brasil à Europa por meio da arte.

O projeto evidencia não apenas sua evolução musical, mas também o potencial de artistas nordestinos em conquistar espaço em mercados internacionais, levando consigo identidade cultural e inovação. “Eu cresci em uma pequena cidade chamada Massaranduba e jamais imaginei que um dia conheceria o mundo levando a minha arte.

Hoje, ultrapassar fronteiras com um estilo tão diferente das nossas raízes, como o dance pop, tem um significado ainda mais especial pra mim. É a prova de que não importa de onde você vem, os seus sonhos podem te levar a qualquer lugar. Eu carrego comigo a minha história, a minha essência e um orgulho imenso de representar a Paraíba e o Brasil para o mundo”, destaca Yasmin Dream.

O EP “Uaidi Remix Package” já está disponível nas principais plataformas de streaming. Mais informações sobre a artista e seus lançamentos podem ser acessadas no site oficial: www.yasmindream.com

Prefeito de Cabedelo afastado: esquema na prefeitura usava empresas terceirizadas para contratar pessoas ligadas à facção

Edvaldo Neto é afastado da Prefeitura de Cabedelo O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), que ganhou a eleição suplementar da cidade há dois dias, é suspeito de fazer parte de um esquema que contratava empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas à uma facção criminosa na cidade e colocá-las dentro do poder público para desviar recursos.

O g1 teve acesso à decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba que que autorizou a operação da Polícia Federal nesta terça-feira (14). A ação investiga um desvio de R$ 270 milhões nesse esquema e o elo do poder público com a facção criminosa. Foram cumpridos mais de 20 mandados de busca e apreensão. De acordo com as investigações, os recursos públicos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina.

Até mesmo uma 'folha de pagamento paralela' chegou a ser implantada. O g1 separou as informações descritas na decisão da Justiça mostrando como funcionava o esquema. Veja abaixo. Entenda o esquema Edvaldo Neto (Avante) é apontado pela Justiça da Paraíba como sendo integrante do esquema Reprodução/TV Cabo Branco A decisão foi assinada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, que descreve que empresas terceirizadas, especialmente a Lemon Terceirização e Serviços Ltda, com sede em Olinda, em Pernambuco, eram o eixo central do esquema estruturado dentro da administração pública de Cabedelo.

Segundo o documento, o modelo operava da seguinte forma: a Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras.

A Justiça aponta que isso ocorria, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nessas contratações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório. Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba.

Essas indicações, segundo a investigação, partiam da liderança do grupo criminoso e eram operacionalizadas dentro da administração pública por intermediários e servidores, que recebiam currículos e efetivavam contratações dentro da estrutura das empresas terceirizadas. Na prática, isso teria criado uma espécie de “folha de pagamento paralela”, como é citado pelo documento, na qual recursos públicos pagos às empresas terceirizadas eram desviados, total ou parcialmente, para financiar a organização criminosa e pagar propinas a agentes públicos.

O dinheiro circulava por meio de salários inflados desses funcionários terceirizados contratados, pagamentos em espécie e uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento dessas quantias, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro, também conforme a decisão. A Justiça destaca ainda que as empresas terceirizadas atuavam como uma espécie de “hub financeiro” do esquema, permitindo, as seguintes situações: Desvio de verbas públicas; Inserção de integrantes da facção na máquina pública; Redistribuição dos valores ilícitos para políticos e líderes criminosos.

Com isso, a estrutura formal da administração municipal, conforme palavras do desembargador, “teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado”. Além disso, a decisão que permitiu a operação da PF, aponta que a manutenção contínua desses contratos acontecia por meio de aditivos e novas licitações, tendo como como objetivo perpetuar o domínio do grupo ligado às terceirizadas.

O documento ressalta ainda a ligação entre o núcleo da organização criminosa e o núcleo político do esquema. Um dos nomes citados pelo desembargador é o de Flávio de Lima Monteiro, conhecido por "Fatoka", o chefe da facção criminosa. Ele não foi alvo da operação nesta terça-feira (14) e está na lista dos criminosos mais procurados da Paraíba.

Quem fazia o que no esquema, segundo a Justiça De acordo com a decisão judicial, as pessoas elencadas abaixo, tinham os seguintes papéis no esquema criminoso: Edvaldo Neto, prefeito interino: teria mantido e garantido a continuidade do esquema como prefeito, assegurando contratos com a Lemon; Vitor Hugo, ex-prefeito: apontado como articulador inicial do esquema, responsável por firmar o pacto com a facção e estruturar o modelo do esquema; Josenilda Batista dos Santos, atual secretária de administração de Cabedelo: apontada como braço operacional interno da facção; recebia indicações da facção e atuava para fraudar licitações e contratar via terceirizadas.

Diego Carvalho Martins, atual procurador-geral do município: procurador que teria dado suporte jurídico ao esquema, com pareceres para favorecer a Lemon nas licitações. Luciano Junior da Silva, dono de empresas: controlador de fato do "hub de empresas" utilizadas pela facção criminosa; estruturava a terceirização como fachada para o esquema.

Aldecir Monteiro da Silva: sócio formal da Lemon; assinava contratos e aditivos para dar aparência legal. Rougger Guerra Junior, ex-procurador da Câmara de Cabedelo e secretário de João Pessoa: apontado como “lobista”, facilitava a inserção das empresas do esquema na administração pública. Rita Bernadeth Moura Medeiros: apontada como elo operacional do esquema; fazia a interlocução diária entre empresas e Prefeitura.

Claudio Fernandes de Lima Monteiro, policial militar reformado e motorista de Josenilda: apontado como gestor de contrato da Lemon indicado para “blindar” a execução do acordo da prefeitura com a empresa e evitar fiscalização. Cynthia Denize Silva Cordeiro, advogada: apontada como elo jurídico entre o núcleo político do esquema com a facção; Ela era advogada de Fatoka e sogra de Edvaldo Neto, o prefeito.

Tanison da Silva Santos: apontado como intermediário da facção; repassava indicações e articulava contratações. Genilton Martins de Brito: apontado como operador financeiro; movimentava e pulverizava recursos desviados. Prefeitura de Cabedelo (Contratos/Licitações): estrutura usada para viabilizar licitações e contratos sob suspeita.

Lemon Terceirização e Serviços Ltda: empresa central do esquema; utilizada para desvio de verbas e contratação de indicados da facção. O que dizem os investigados A defesa de Edvaldo Neto informou por meio de nota que "o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública".

Em nota, a defesa do prefeito ressaltou, ainda, que a medida é "de natureza provisória" e "que não implica qualquer juízo definitivo de culpa". O ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo disse, em nota, que é alvo de perseguição de adversários. Afirmou que respeita as instituições e que nunca teve contato com pessoas ligadas à facção criminosa, que isso "ficará comprovado durante o processo.

Rougger Guerra, secretário da Prefeitura de João Pessoa, afirmou que foi surpreendido com a ação da Polícia Federal. “Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas”, disse. Ele afirmou ainda que entregou o cargo na administração da capital.

Cynthia Cordeiro, sogra do prefeito afastado e que ocupava uma secretaria na administração municipal, foi procurada e também não respondeu. As defesas dos demais alvos da operação não foram localizadas. A decisão e a operação Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo Divulgação/Polícia Federal Além do afastamento do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, o desembargador Ricardo Vital determinou o afastamento das funções públicas da secretária de Administração de Cabedelo, Josenilda Batista dos Santos e de servidores estratégicos, como "medida rigorosa para proteger o patrimônio de Cabedelo e garantir a coleta transparente das provas".

O afastamento deve durar até que ainda existam motivos para a medida. A Justiça também proibiu o acesso às dependências da prefeitura das seguintes pessoas: Edvaldo Neto, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.

Paraíbatec oferece cursos gratuitos de qualificação profissional em Serra Branca

O programa Paraíbatec, vinculado à Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, está com novas oportunidades de qualificação profissional para o município de Serra Branca, no Cariri paraibano. A iniciativa disponibiliza dois cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), voltados para quem busca inserção rápida no mercado de trabalho ou atualização profissional.

De acordo com informações repassadas à reportagem do Portal De Olho no Cariri, a coordenação dos cursos em Serra Branca destacou a importância da ação para o fortalecimento da capacitação profissional na região, ampliando oportunidades para jovens e adultos.

Estão sendo ofertados os cursos de Assistente Administrativo e Assistente de Contabilidade, ambos com carga horária de 160 horas. As formações são de curta duração e têm como objetivo proporcionar conhecimentos práticos e teóricos, preparando os alunos para atuar em diferentes áreas do mercado.

Para participar, os interessados devem atender aos seguintes requisitos: ter idade mínima de 16 anos e possuir o Ensino Fundamental completo, ou seja, ter concluído o 9º ano.

Os cursos são totalmente gratuitos, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a educação profissional e o desenvolvimento social.

Documentação necessária: • Documento de identidade e CPF • Comprovante de residência • E-mail válido • Telefone para contato

A coordenação orienta que os interessados fiquem atentos aos prazos e locais de inscrição, que devem ser divulgados em breve no município.

A oferta dos cursos representa uma oportunidade importante para a população de Serra Branca, especialmente para aqueles que buscam qualificação rápida e acesso ao mercado de trabalho, contribuindo diretamente para o crescimento econômico da região.

De Olho no Cariri

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