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Criança morre após muro de casa cair sobre ela, em João Pessoa

Criança morre após muro cair sobre ela, em João Pessoa Uma criança de 3 anos de idade morreu após o muro da residência cair sobre ela, no fim da tarde deste domingo (19), em João Pessoa. O acidente aconteceu no bairro Funcionários II. Imagens registraram o momento em que o muro cai (veja acima). Após o acidente, familiares tentaram socorrer e levaram a menina até o quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro do Geisel.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança chegou ao local com politraumatismo.. Acidente que causou morte de criança aconteceu no fim da tarde de domingo Flávio Fernandes/TV Cabo Branco O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser chamado ao local, mas quando chegou constatou a morte da criança.

Quem é Fatoka: chefe do Comando Vermelho na PB é ligado a esquema que afastou prefeito de Cabedelo

Sogra de prefeito afastado de Cabedelo é citada em investigação sobre facção criminosa O chefe da facção criminosa Comando Vermelho na Paraíba, Flávio de Lima Monteiro, mais conhecido como Fatoka, está ligado ao esquema investigado pela Polícia Federal na Prefeitura de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

Além de Edvaldo Neto, principal alvo da operação, a PF mirou outras 12 pessoas, incluindo familiares e pessoas ligadas à sua gestão. Entre eles, a então secretária de Administração, Josenilda Batista dos Santos, também está na lista. Ela é apontada como braço operacional interno da facção; recebia indicações da facção e atuava para fraudar licitações e contratar via terceirizadas.

Também foi alvo o ex-prefeito Vitor Hugo, apontado como articulador inicial do esquema, responsável por firmar o pacto com a facção e estruturar o modelo do esquema. LEIA TAMBÉM Veja quem é quem no esquema suspeito de desviar mais de R$ 200 milhões Quem é Fatoka Fatoka é chefe de organização criminosa na Paraíba TV Cabo Branco O primeiro registro de Fatoka na prisão foi em 2012.

Naquela ocasião ele foi preso porque era o responsável por comandar uma facção criminosa paraibana, promover rebeliões em presídios e também por ser mandante de diversos homicídios violentos em João Pessoa naquela época. Ele ficou preso de 2012 até 2018, quando houve uma fuga em massa de presos da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1.

Ele foi um dos 92 presos que fugiram após o uso de explosivos para a derrubada do portão principal. Meses depois da fuga, Fatoka foi localizado em Alagoas e preso novamente. A Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima de que traficantes estavam se passando por veranistas e estavam escondidos em uma casa de praia no estado.

No entanto, após a prisão, houve o relaxamento do cumprimento da pena por parte da Justiça, isso porque ele foi posto em liberdade para cumprir medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira e depois fugiu para o Rio de Janeiro. Além dos crimes como assassinato e tráfico de drogas, Fatoka também é alvo de uma investigação por ter aliciado violentamento eleitores da cidade de Cabedelo, durante as Eleições de 2024.

Mais uma relação entre o criminoso e o poder público da cidade. Ele está na lista do Ministério da Justiça que elenca os criminosos de cada estado que são considerados mais perigosos e seguem foragidos. O que liga Fatoka ao esquema de terceirizadas em Cabedelo De acordo com a decisão de Ricardo Vital de Almeida, Segundo os elementos reunidos na investigação, Fatoka está atualmente escondido no Rio de Janeiro, em local incerto, mas continua exercendo comando direto sobre as atividades do grupo na Paraíba, especialmente no município de Cabedelo De acordo com depoimentos colhidos, especialmente o de uma integrante da organização, identificada como Ariadna Thalia, conhecida como 'Arroto de Urubu', Fatoka seria responsável por emitir ordens que abrangem desde o controle territorial armado em comunidades até a influência direta sobre a administração pública de Cabedelo.

No documento, é apontado que Fatoka tem participação ativa no direcionamento de contratações dentro da prefeitura, indicando pessoas para ocupar cargos,por meio de empresas terceirizadas, sendo essas indicações inclusive identificadas internamente com a sigla “FTK”, em alguns documentos. Após os contratos de licitação serem firmados pelas empresas do esquema e a indicação da facção para pessoas ocuparem os cargos, esses recursos financeiros que seriam pagos retornariam total ou parcialmente ao núcleo político e ao núcleo da facção do acordo por meio de práticas como pagamento de propina, “folhas paralelas”, saques em espécie e outros métodos voltados à ocultação de valores, caracterizando possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

O material ainda aponta que pessoas diretamente ligadas a Fatoka, inclusive indivíduos tratados como próximos ou “de confiança”, teriam ocupado funções estratégicas na administração municipal, atuando como intermediários entre a facção e o poder público. A sogra de Edvaldo Neto, afastado na operação, foi identificada no documento de autorização judicial, como sendo advogada de Fatoka.

O esquema, segundo a Justiça De acordo com as investigações, os recursos públicos destinados ao pagamento dos postos de trabalho terceirizados voltavam aos líderes da organização e aos agentes politicos na forma de propina. Até mesmo uma "folha de pagamento paralela" chegou a ser implantada. Segundo o documento, o modelo operava da seguinte forma: A Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras.

Isso ocorria, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nessas contratações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório. Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba.

O que dizem os investigados Edvaldo Neto, afastado da prefeitura de Cabedelo, é o principal investigado Plínio Almeida/TV Cabo Branco A defesa de Edvaldo Neto informou por meio de nota que "o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública".

Em nota, a defesa do prefeito ressaltou, ainda, que a medida é "de natureza provisória" e "que não implica qualquer juízo definitivo de culpa". Em um vídeo, publicado nas redes sociais na sexta-feira (17), Edvaldo reforçou que não faz parte de nenhum esquema e afirmou "não ter cometido nenhum ato ilícito".

Ele também afirmou que desde que assumiu o cargo de prefeito interino em Cabedelo, cooperou com instituições de segurança para coibir a ação de organizações criminosas dentro das organizações públicas Por meio de nota, o ex-prefeito Vitor Hugo disse que "não conhece" Ariadna, "nunca viu, nunca trocou uma mensagem" e que ela "foi uma indicação" de concorrentes políticos "para fazer uma grande armação".

Ele afirmou ainda que é "vítima de uma perseguição política". Rougger Guerra, secretário da Prefeitura de João Pessoa, afirmou que foi surpreendido com a ação da Polícia Federal. “Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas”, disse.

Ele afirmou ainda que entregou o cargo na administração da capital. Cynthia Cordeiro, sogra do prefeito afastado e que ocupava uma secretaria na administração municipal, foi procurada e não respondeu. Em nota, a Lemon afirma que pauta suas atividades "na ética, na qualidade de seus serviços e no respeito às normas, sobretudo aos princípios que regem a administração pública" e que antes de qualquer medida judicial "colocou-se à disposição para colaborar com as investigações".

Em nota divulgada nas redes sociais, a mulher disse que atua como advogada na qualidade da Lemon e "sempre pautou todas as ações com absoluta retidão e lisura, exercendo o ofício com rigor técnico e respeitando as leis". Disse ainda que "acredita na Justiça, estando tranquila e confiante na apuração dos fatos e que tudo será esclarecido à luz do direito".

Fábrica clandestina de armas de fogo é fechada e homem é preso, em João Pessoa

Fábrica clandestina de armas é fechada em João Pessoa; homem é preso Polícia Militar da Paraíba Uma fábrica clandestina de armas de fogo foi fechada e um suspeito foi preso, no bairro de Mandacaru, em João Pessoa. O caso aconteceu na noite do sábado (18) e foi divulgado pela Polícia Militar neste domingo (19).

O suspeito não teve o nome divulgado, mas a corporação informou que ele é da cidade de Teixeira, no Sertão do estado, e possivelmente foi recrutado para operacionalizar a fábrica. Ele estava com um mandado de prisão por porte ilegal de arma de fogo em aberto, que também foi cumprido durante a ação policial.

Na casa, o suspeito ainda tentou fugir, pulando os muros das residências vizinhas, mas acabou sendo preso. Ele foi encaminhado para a Central de Polícia Civil, em João Pessoa, onde está à disposição da Justiça para medidas cabíveis. No imóvel, os policiais apreenderam ferramentas, armas em processo de fabricação, munições, drogas e coletes balísticos.

‘Enxurrada’ de água escura e com mau cheiro é registrada desaguando em praia da grande João Pessoa; VÍDEO

'Enxurrada' de água escura e com mau cheiro é registrada desaguando no mar, na Paraíba Uma "enxurrada" de água escura e com mau cheiro foi registrada desaguando na praia entre os bairros do Bessa e Intermares, em João Pessoa e Cabedelo, respectivamente, na manhã deste domingo (19). Uma equipe da TV Cabo Branco esteve no local e filmou o momento.

A Cagepa respondeu "que não possui nenhum tipo de interligação que possa gerar extravasamento de esgotos para praia ou galerias pluviais" e que há o "monitoramento tanto por equipes volantes quanto por monitoramento remoto das estações elevatórias". Sobre eventuais providências relacionadas ao episódio, o órgão disse que como a rede gerida por ele não tem problema, "portanto não há o que ser feito pela Cagepa".

'Enxurrada' de água escura é registrada desaguando em praia da grande João Pessoa Zuila David/TV Cabo Branco Justiça determinou solução para o problema em João Pessoa Em 9 de março, o juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara de Fazenda Pública de João Pessoa, determinou, em decisão liminar, que medidas urgentes sejam adotadas para evitar o lançamento irregular de esgoto nas praias urbanas de João Pessoa, entre elas a do Bessa, onde foi registrado parte do material neste domingo (19).

A decisão acontece no âmbito de uma Ação Civil Pública movida por uma entidade ambiental, que aponta um cenário de “degradação nas praias de João Pessoa”, em trechos de orla como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa. A determinação tem como foco a Prefeitura de João Pessoa, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

De acordo com o processo, a entidade aponta indícios de falhas estruturais no sistema de esgotamento sanitário, insuficiência no tratamento de resíduos e omissão na fiscalização por parte dos órgãos responsáveis. Na decisão, o magistrado considerou o risco imediato da continuidade do despejo de esgoto no mar.

Segundo ele, a exposição de banhistas em águas contaminadas pode provocar doenças, além de comprometer o equilíbrio do ecossistema marinho e a qualidade ambiental das praias. Para que isso seja evitado, o juiz determinou que a Prefeitura de João Pessoa, a Cagepa, a Sudema e o Estado da Paraíba apresentem, no prazo de 30 dias, um plano de ação para interromper o lançamento de esgoto não tratado na orla.

Piloto de helicóptero que caiu em Campina Grande é preso após ser identificada falta de habilitação

Helicóptero com criança e três adultos a bordo cai em Campina Grande O piloto do helicóptero que caiu em Campina Grande foi preso pela Polícia Civil. A informação foi confirmada pelo delegado do caso, Rodrigo Monteiro, neste domingo (19). O homem de 46 anos não tinha habilitação para voar com a aeronave.

De acordo com o delegado, após o acidente ocorrido no final da manhã do sábado (18), o piloto precisou dar entrada no Hospital de Trauma de Campina Grande e, após receber alta naquela oportunidade, acabou prestando depoimento e sendo preso. No interrogatório, ele ficou calado. Ele precisou passar por novos atendimentos e, já sob custódia da Polícia Civil, foi encaminhado novamente para o Hospital de Trauma na cidade, onde permanece internado.

O delegado disse ainda que a audiência de custódia deve acontecer antes do suspeito receber alta hospitalar. Além da falta de habilitação, segundo as investigações, o empresário estava com o certificado médico aeronáutico vencido. O piloto vai ser investigado por crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.

"Foi confirmada a falta de habilitação para pilotar aquela aeronave, assim como o certificado médico aeronáutico vencido", disse o delegado Rodrigo Monteiro. O g1 ainda não conseguiu um posicionamento de Josevan sobre as informações divulgadas pela Polícia Civil. As outras pessoas feridas, que também receberam alta do hospital no começo da noite do sábado (18), não precisaram de novos atendimentos.

Helicóptero cai em Campina Grande, PB Reprodução / Redes sociais O acidente em Campina Grande Imagens registraram o momento em que o helicóptero caiu em Campina Grande,.Três pessoas precisaram ser levadas ao hospital As imagens mostram que a aeronave cai poucos segundos após a decolagem. De acordo com a Corpo de Bombeiros, o helcóptero saiu de João Pessoa e realizou um pouso para abastecimento em Campina Grande.

Durante o processo de decolagem, o motor perdeu potência, segundo os Bombeiros. Outras imagens mostram o momento em que as pessoas que estavam no helicóptero são socorridas. Veja abaixo. Feridos que estavam a bordo de queda de helicóptero em Campina Grande são resgatados Investigação da FAB Após o acidente, a Força Aérea Brasileira (FAB) abriu uma investigação para apurar a causa da queda do helicóptero.

Os profissionais visitaram o local do acidente para a coleta de dados e a verificação dos danos causados durante a colisão. Durante a análise inicial, os profissionais buscaram coletar dados, preservar elementos, e também a verificação inicial dos danos causados à aeronave ou por ela. Além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

Inmet amplia alerta de chuvas intensas para quase todas as cidades da Paraíba; veja lista

Chuvas intensas em João Pessoa Reprodução / TV Cabo Branco O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou, neste domingo (19), um alerta de chuvas intensas para João Pessoa e outros 221 municípios da Paraíba. O aviso é de nível amarelo, que indica perigo potencial. Veja municípios afetados no fim da reportagem.

Apenas o município de Lagoa de Roça, no interior do estado, não recebeu o aviso de perigo potencial. 🟡Perigo potencial: Para os municípios que estão sob o alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas, pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Recomendações do Inmet O Inmet recomenda que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores durante a chuva, pois há risco de queda e descargas elétricas. O órgão também orienta que veículos não sejam estacionados próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Abastecimento de água é interrompido para limpeza de reservatórios na Grande João Pessoa; veja dias e locais

Falta água em localidades de Campina Grande e mais 5 municípios nesta quinta-feira (18), diz Cagepa Iara Alves/G1 Um novo cronograma de limpeza dos reservatórios de água na Grande João Pessoa foi divulgado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), no sábado (18). Por conta do processo de limpeza, o abastecimento de água será interrompido temporariamente em diversas localidades, em dias alternados.

De acordo com a companhia, em alguns locais os serviços serão realizados em horários noturnos para diminuir os impactos à população. A previsão é que o abastecimento seja normalizado de forma gradativa logo após a conclusão dos serviços. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira os dias e os locais afetados Domingo (19/04) Reservatório R-01 (Diogo Velho) Interrupção: das 08h às 18h Locais: Jaguaribe, Centro, Varadouro, Róger, Tambiá, Alto do Céu, Padre Zé, Salinas Ribamar, Porto de João Tota e Vem-vém Segunda-Feira (20/04) Reservatórios R-28 (Penha), R-31 (Jacaré), R-20 (Portal do Poço) e R-26 (Cabedelo) Interrupção: 9h às 19h Locais: Praia da Penha, Praia do Jacaré, Oceania VI, Cabedelo e Areia Dourada Terça-feira (21/04) Reservatórios R-14 (Altiplano) e R-38 (Cidade Recreio) Interrupção: 22h às 3h Locais: Altiplano, Cidade Recreio e Cabo Branco Quarta-feira (22/04) Reservatório R-11 (Cristo) Interrupção: 22h às 4h Locais: Cristo, Rangel, Varjão, Homero Leal, Jd.

Samaritano, Boa Esperança, Jd. Itabaiana e Vale das Palmeiras. Quinta-feira (23/04) Reservatório R-32 (Polo Turístico) Interrupção: 22h às 4h Locais: Mangabeira VIII, Conjunto Benjamim Maranhão, Comunidade Jacarapé e Polo Turístico. Sexta-feira (24/04) Reservatório R-29 (Valentina) Interrupção: 22h às 4h Locais: Valentina de Figueiredo, Lot.

A história de ‘Aparecida’: a indígena encontrada na PB séculos depois de seu povo ter sido considerado extinto

Foto de Aparecida no dia da sua captura Reprodução/Arizaldo de Lima/Ian Cordeiro No dia 19 de julho de 1974, uma mulher foi encontrada na Serra das Flechas, em Pedra Lavrada, no Seridó da Paraíba, após ser avistada furtando pequenos animais. Chamada de “Aparecida”, sua história se tornou um dos registros mais significativos da presença indígena no estado e é relembrada no Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (19).

Aparecida chamou a atenção de pesquisadores por ser, supostamente, uma indígena Tapuia Tarairiú, povo que era considerado extinto desde a chamada Guerra dos Bárbaros, no final do século XVI, como explicou o historiador Ian Cordeiro, que conversou com Maria Elizabeth, uma das pessoas que conviveram com a mulher.

“É um grande mistério porque, muito tempo depois da Guerra dos Bárbaros, ela foi encontrada. Ela não falava português, não entendia. O estilo de vida dela, a dieta, o comportamento, tem muitos relatos de costumes que eram atribuídos aos indígenas”, explicou o historiador Ian Cordeiro. Caboclos bravos O pesquisador Humberto Bismark Dantas, professor do departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), comentou que a história de Aparecida pode estar relacionada à presença dos chamados caboclos bravos, indígenas que viviam em pequenos grupos transitando pela caatinga, após a colonização.

“Era muito comum que muitos grupos indígenas, chamados de 'caboclo brabo', se mantivessem nesses lugares apesar da colonização”, afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inicialmente, Aparecida foi levada para a casa do prefeito da cidade na época, Manoel Rodrigues, que a confiou a uma de suas empregadas, Maria do Céu.

Em 1975, um ano após ser levada para a cidade, chegou a fugir. Acredita-se que o motivo tenha sido o medo do marido de sua cuidadora que, quando bebia, se tornava violento. Ela viveu por cerca de quatro meses na região chamada de Maxinaré, ou Mufumbo, a cerca de 7 km da cidade, e se abrigou em locas (cavidades naturais): uma no topo de uma serra, para observação, e outra em uma área mais baixa, à beira do rio.

Ali, a mulher se alimentava de alimentos que buscava em roçados de milho e bebia água de poços naturais, até ser recapturada por um agricultor chamado Gerson e levada para a casa de Maria Elizabeth, em uma comunidade rural chamada Retiro, onde permaneceu até a sua morte. Pintura "A Dança dos Tarairiú" de Albert Eckhout Reprodução/Albert Eckhout A história de Aparecida remete a relatos recorrentes na história brasileira, em que indígenas eram perseguidos e capturados por vaqueiros ou agricultores, práticas que, embora associadas ao passado colonial, no caso da mulher de Pedra Lavrada, ocorreu na segunda metade do século XX.

"Na primeira e segunda vez que ela foi capturada, foi a dente de cachorro e casco de cavalo, porque da mesma forma que o pessoal da Serra das Flechas pensou que era gente fugida, bandido, lá no Retiro eles também pensavam e aí levaram cachorro, cavalo, vaqueiro, laço", relatou Ian Cordeiro. Quando foi capturada, aparentava ter por volta dos 60 anos de idade, tinha uma estatura um pouco acima da mediana e cabelos pretos e ondulados, os quais mantinha presos sob um pano na cabeça.

De acordo com a pesquisa de Ian Cordeiro e Emanoel Cordeiro, a mulher, que não falava português, vestia roupas feitas com fibra de caroá e tinha perfurações no nariz, nas narinas e na altura dos olhos, no queixo e nos calcanhares. Há relatos de que ela andava com um pequeno grupo, mas essas outras pessoas não foram encontradas.

"Dificilmente a gente vê nas fotos, mas os cabelos dela eram compridos, chegando na cintura, e ondulados. Não falava nem entendia português, não dormia em cama, caçava a própria carne e não usava temperos", disse Ian Cordeiro. Aparecida faleceu em 22 de setembro de 1981, no hospital de Parelhas, no Rio Grande do Norte, em decorrência de uma doença que atingiu seu sistema digestório.

Presença indígena no interior da Paraíba Mapa de José Elias Borges sobre os povos indígenas da Paraíba Reprodução Pesquisadores levantam a hipótese de que Aparecida seja uma remanescente do povo Tarairiú. Para Humberto Bismark Dantas, doutorando em Antropologia e professor do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE, Aparecida é o retrato de histórias que são contadas em comunidades indígenas e rurais de diferentes estados do Nordeste.

“Quando a gente vai a fundo, por exemplo, nas narrativas orais de muitas das comunidades indígenas e rurais que vivem no território em diferentes estados, o que a gente vai perceber é que, em verdade, o processo de colonização foi muito mais disperso do que a gente consegue imaginar. Então, era muito comum que muitos grupos indígenas, chamados de cabôcos brabos, como a gente conhece, se mantivessem nesses lugares apesar da colonização”.

Outro questionamento sobre Aparecida é como ela teria sobrevivido tanto tempo “sem contato” com outras pessoas. Para o pesquisador Bismark Dantas, na verdade, os caboclos bravos não viviam em total isolamento. “Eles tinham contato com as vilas que estavam surgindo. Assim como Aparecida, por exemplo, tinha contato, porque os relatos comentam que ela fazia alguns furtos nas propriedades locais.

Queda de helicóptero em Campina Grande: piloto não tinha habilitação para voar com a aeronave, diz polícia

Helicóptero com criança e três adultos a bordo cai em Campina Grande O piloto do helicóptero que caiu em Campina Grande, neste sábado (18), não tinha habilitação para voar com a aeronave. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil Rodrigo Monteiro, Quatro pessoas estavam na aeronave e três, entre elas o piloto, precisaram ser levadas ao hospital.

Segundo o delegado, o piloto vai ser investigado por crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. Ele foi conduzido para prestar esclarecimentos após receber alta hospitalar. O g1 ainda não conseguiu um posicionamento de Josevan sobre as informações divulgadas pela Polícia Civil.

Além de Josevan, os outros feridos também receberam alta do hospital no começo da noite. Helicóptero cai em Campina Grande, PB Reprodução / Redes sociais O acidente em Campina Grande Imagens registraram o momento em que o helicóptero caiu em Campina Grande,.Três pessoas precisaram ser levadas ao hospital As imagens mostram que a aeronave cai poucos segundos após a decolagem.

De acordo com a Corpo de Bombeiros, o helcóptero saiu de João Pessoa e realizou um pouso para abastecimento em Campina Grande. Durante o processo de decolagem, o motor perdeu potência, segundo os Bombeiros. Outras imagens mostram o momento em que as pessoas que estavam no helicóptero são socorridas.

Veja abaixo. Feridos que estavam a bordo de queda de helicóptero em Campina Grande são resgatados Investigação da FAB Após o acidente, a Força Aérea Brasileira (FAB) abriu uma investigação para apurar a causa da queda do helicóptero. Os profissionais visitaram o local do acidente para a coleta de dados e a verificação dos danos causados durante a colisão.

Inmet alerta para chuvas intensas em João Pessoa e mais de 90 cidades da PB no fim de semana; veja lista

Chuvas intensas em João Pessoa Reprodução / TV Cabo Branco O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na sexta-feira (17), um alerta de chuvas intensas para João Pessoa e mais de 90 municípios da Paraíba. O aviso é de nível amarelo, que indica perigo potencial. Veja municípios afetados no fim da reportagem.

Segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Recomendações do Inmet O Inmet recomenda que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores durante a chuva, pois há risco de queda e descargas elétricas.

O órgão também orienta que veículos não sejam estacionados próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Para as cidades sob alerta amarelo, o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada deve ser evitado. Em caso de problemas, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.